Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Vídeo - Dicas para Melhoras suas Aventuras - Parte I de III



Além das resenhas em vídeo, estou passando a fazer alguns vídeos com dicas e conselhos para mestres e jogadores de RPG.

Neste primeiro, estou destilando alguns princípios e dicas sobre criação de aventuras, inspiradas na resenhas do Bryce Lynch, o criador do fantástico blog de resenhas Ten Foot Pole.

Nesta primeira parte falo de alguns elementos centrais no design de aventuras (Cor, Contexto, Escolha, Consequências e Criatividade) além de dicas sobre como preparar ganchos de aventuras mais efetivos, atraindo jogadores e seus personagens.

Se você gostou da postagem, visite a página do Pontos de Experiência no Facebook e clique em curtir. Você pode seguir o blog no Twitter também no @diogoxp.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

10 Dicas Despretensiosas Para Criação de Material de RPG


Eu sei que não sou o autor de RPG mais bem sucedido por aí. Longe disso. Mas eu aprendi muito estes últimos anos (pelo menos do meu ponto de vista) e quero compartilhar qualquer conhecimento que possa ter. Posso não ter todas as respostas, mas compartilhar as que tenho pode ajudar alguém, e pode até me ajudar se alguém apontar os meus erros e onde eu posso melhorar. O compartilhamento ajuda todo mundo, por isso é uma coisa vantajosa para todos!

1. Não espere por inspiração ou uma ótima ideia. Apenas escreva!

A verdadeira diferença não é entre as pessoas que escrevem coisas ruins e as pessoas que escrevem ótimos materiais. É entre os que fazem e os que não fazem (supondo que eles querem escrever, obviamente). Não espere por um momento mágico para começar ou a melhor ideia de todos os tempos (é muito provável que a ideia não seja tão boa assim de qualquer forma), apenas sente-se e escreva. Crie coisas, até coisas chatas. Depois de começar, você pode melhorar. Você vai ficar melhor, contanto que você comece. Inspiração pode ajudar às vezes, mas pergunte a alguém fazendo um bom trabalho e eles vão te dizer que ela só responde por 10% do seu trabalho. O resto é apenas isso. Trabalho. Comece com pequenas coisas, um NPC, um monstro, um item mágico. Depois construa em torno disso. Faça com que cada trabalho subseqüente seja tão grande quanto você se sentir confortável. Começar com coisas pequenas é importante para que você possa ver um trabalho terminado antes de ficar desmotivado.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Jogadores Têm o Dever de Jogar

Tempos atrás, li uma crítica de um famoso game designer (que é melhor permanecer anônimo) ao D&D, falando que o mesmo não faz sentido, e que não entendia como o personagem dele iria se aventurar mais, se na primeira aventura ele conseguira 200 moedas de ouro. Mais do que o que sua família conseguiria em toda sua vida.

Entretanto, este mesmo game designer gosta de falar sobre coisas como adequações do jogo à sua temática, espírito do jogo, compromisso dos jogadores com o mesmo, entre outras coisas. Só que quando se trata de um jogo com o qual ele não tem afinidade, ele esquece tudo isso facilmente.

E aí que mora o problema. No caso deste indivíduo, ele ignorou uma regra básica dos jogos de RPG, o contrato social. Os jogadores estão ali para jogar. Eles devem criar motivações para que seus personagens participem do jogo. No caso de D&D, os personagens não são pessoas comuns que ganhariam 200 moedas de ouro e se sentiriam completamente realizadas. Elas não iriam economizar e viver o resto da vida com essas moedas, mesmo isto sendo possível.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Você não precisa de encontros equilibrados - Contexto, Escolha e Consequência


"Desafio". Essa é uma das palavras que talvez mais caracterizem o estilo de jogo conhecido como Old School que cada vez mais apaixona jogadores novos e antigos. A graça do jogo não está em simplesmente vencer, mas em superar e enfrentar um desafio, "perdendo" ou "ganhando", sabe-se que enfrentou-se algo desafiador e que nossa criatividade, habilidade e sagacidade foi testada e entretida.

Mas como criar esses desafios? Você não vai querer criar situações fáceis demais e nem situações em que os personagens dos jogadores não tenham nenhuma chance de sobreviver, não é? Então a solução só pode ser criar Encontros Equilibrados, certo!? ERRADO!

Existe uma outro solução que, na minha humilde (mentira, humilde nada, minha opinião é a certa mesmo) opinião, criar encontros e desafios que possibilitem o trio do Contexto, Escolha e Consequência. Se um mestre de jogo construir um encontro com esses três elementos, não há necessidade de se preocupar com nada mais em termos de regras e equilíbrio, seja o encontro sobre negociação com um Lich, seja enfrentando um Dragão, seja caçando Kobolds. Sendo assim, vamos entender como usar esses elementos?

terça-feira, 28 de março de 2017

12 Coisas que Eu Gostaria de Saber Antes de Ter Mestrado Minha Primeira Sessão de RPG


Começou uma onda de postagens em uns blogs OSR lá fora onde os autores compartilham uma lista de 12 coisas que eles gostariam de ter tido conhecimento antes de terem mestrado suas primeiras mesas. Há grandes sacadas e ótimos conselhos tanto para mestres como pra jogadores, tanto para iniciantes como para os mais experientes.

Inspirado por estas postagens, resolvi fazer minha própria listagem na esperança de ajudar ou inspirar mestres e jogadores.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Engenharia de Masmorras - 10 Coisas que Toda Masmorra Deve Ter

Criar masmorras para nossas aventuras é, sem dúvida, uma das primeiras coisas que todos os mestres de jogo fazem. É algo natural e icônico para o nosso hobby. No entanto, mesmo fazendo isso desde que começamos a jogar, fazer uma boa masmorra não é tão simples como parece (vide as várias postagens que fiz por aqui sobre isso).

Esses locais devem ser mais do que uma sequência de aposentos com monstros padronizados e tesouros aleatórios. Boas masmorras exigem um design cuidadoso e atento, a fim de ter diversos elementos que a tornem mais interessante e instigante. Abaixo eu listo 10 desses elementos principais que, se possível devem estar presentes em qualquer masmorra. Algumas vezes, um ou outro ficará faltando, mas a ausência de muitos deles deixará a experiência de jogo menos emocionante e envolvente.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Suspendendo a Imersão


Quando seus jogadores estão sentados nas pontas das cadeiras, se imaginando na pele de seus personagens, suando frio com a descrição da aventura, eles estão imersos no jogo. Muitos falam na imersão como o ápice da diversão, o máximo do teatro da mente, onde todos vivenciam aquela realidade construída em conjunto de forma completa.

Não é fácil chegar neste clima nem mantê-lo por muito tempo, mas será há momentos em que seja desejável o contrário: suspender a imersão?

terça-feira, 28 de junho de 2016

Ferramenta para Mestres - Rory's Story Cubes

Eu adoro dados! Dados de todo os tipos, cores tamanhos e quantidade de faces. Não é à toa que eu seu fissurado por Dungeon Crawl Classics RPG, Edge of the Empire e outros jogos que tem conjuntos de dados diferenciados e usa essas antigas ferramentas de novas e criativas formas. Quando eu soube da existência desses jogos de dados que são usados para improvisar histórias eu sabia que eu iria adorá-los.

Chamados de Rory's Story Cubes, esse jogo e suas expansões são compostos de conjuntos de vários dados de seis faces em que, no lugar dos números, cada face apresenta um ícone, um desenho, que a pessoa usa e interpreta para criar histórias e situações. O conjunto básico, chamado de original, contém 9 dados, cada um com seis ícones, totalizando 54 imagens que podem ser usadas para criar histórias.

terça-feira, 5 de abril de 2016

3 Dicas Importantes para Aventuras One-Shot (e para sessões em geral)


Há um bom tempo, eu escrevi um artigo falando sobre como preparar boas aventuras e sessões de One-Shot (aventuras que duram apenas uma sessão, comuns em encontros e convenções de RPG), mas, nos últimos dias, percebi que ficaram faltando 3 dicas realmente importantes, que acho que todo mestre deveria considerar pesadamente, ao preparar e mestrar esse tipo de aventura (e que pode ser bom de se considerar quando se está mestrando em campanhas também).

Na realidade, todas essas dicas abaixo giram em torno de um fato simple: em um evento desses, o tempo é limitado e os jogadores estão interessados em jogar o mais rápido possível, participando ativamente deste jogo, e querem obter um fim conclusivo para a sessão (seja ele bom ou ruim – acabar do nada é que não tem graça). Explicado isso, vamos às dicas propriamente ditas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O que vocês veem... Ao redor da foguera

Em toda mesa de RPG quando os personagens se preparam para descansar e passar a noite em algum lugar (até mesmo na suposta segurança de uma cidade), os jogadores cogitam montar uma guarda, um revezamento entre os personagens, sempre deixando alguém acordado para ficar de olho no que está acontecendo. Afinal, o mestre maligno pode colocar alguma coisa por ali, fazer com que uma besta os ataque de surpresa ou qualquer outra maldade típica que esses carrascos fazem (e sim, a gente faz essas coisas).

Sendo assim, é de bom grado recompensar esse cautela dos jogadores e mostrar para ele porque é bom que eles mantenham esses hábitos. Sempre que os jogadores montarem uma guarda de vigília para a noite ou para passar algum tempo em algum local em segurança, mesmo que nenhum encontro aleatório aconteça e nada os ameace de verdade, é de bom grado o mestre relembrá-los que as coisas poderiam ter acontecido de outra forma, e eles poderiam não ter tanta sorte na próxima vez, ainda mais se não estivessem em vigília.

Pensando nisso, criei mais uma tabelinha com alguns resultados para inspirar mestres na hora em que estiverem na mesa e quiserem narrar algum acontecimento inusitado durante a vigília da madrugada.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Subindo de Nível como Mestre de Jogo (Dicas Para Mestres Iniciantes e Experientes)


Ser Mestre de Jogo em RPGs é como ter uma classe de personagem. Todos nós começamos no primeiro nível, inexperientes, com medo de cometer erros, sem saber ao certo se chegaremos no final da aventura ou não. Mas como todo bom personagem com um bom jogador por trás, nós terminamos nossas aventuras, acumulando pontos de experiência e subindo de nível. Portanto, ser um bom mestre, um mestre épico, leva muito tempo e muita experiência.

Aliás, mesmo um mestre experiente nem sempre conduz uma sessão épica (da mesma forma que um personagem de nível 20 não é imbatível). Mas ao contrário do que acontece com personagens de RPG, não há um limite de pontos de experiência e níveis que um mestre pode obter. Sempre temos algo a aprender, uma maneira nova de aprimorar nossos jogos e o meio como conduzimos eles.

Sendo assim, de forma a ajudar mestres iniciantes e até mesmo mestres mais experientes que estão passando por alguma dificuldade ou crise depois de uma sessão frustrante, resolvi fazer esta postagem com algumas dicas, conselhos e palavras de consolo e orientação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O que mudou desde a última vez que estivemos aqui?

Uma das coisas com que mais me preocupo quando sou mestre de jogo (e que eu acho que todos os mestres deveriam também) é a representação de um mundo de jogo vivo, dinâmico e mutável. Que devemos refletir as mudanças do cenário de acordo com as ações e feitos dos personagens dos jogadores todos nós sabemos (ou deveríamos saber), mas quantas vezes nos lembramos de apresentar mudanças que ocorreram no mundo independentemente dos jogadores? Afinal, com um mundo vivo e dinâmico, isso inevitavelmente irá acontecer!

Pensando nisso, decidi criar uma pequena tabela simples com eventos e mudanças que ocorreriam no jogo de tempos e tempos. Para ser usada quando os personagens voltam de uma aventura e ficaram semanas longe da cidade, quando retornam de jornadas até o outro lado do continente, ou mesmo a cada estação do ano (ou a qualquer momento que o mestre achar apropriado e interessante). São pequenas coisas que podem acontecer e que altera o “status quo” da campanha, tornando o mundo de jogo dinâmico e vivo, independentemente das ações dos jogadores.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Os Problemas com Grandes Tesouros

Em uma aventura de sword & sorcery, é resgatanto tesouros à civilização que os aventureiros construirão seus reinos, guildas, torres de estudo, igrejas, etc. Além disso, falando em termos de sistema, podem gerar recompensas em xp, como já abordamos aqui no blog, e em como isso influenciará sua narrativa, aqui.


Desta vez, porém, vamos falar do outro lado da moeda: os problemas que grandes tesouros trazem consigo.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Campanha no estilo Gygaxiano

O que você entende por uma campanha de RPG? Para muitos, a resposta vai ser uma série de aventuras ligadas entre si, protagonizando os mesmos personagens, contando, bem ou mal, uma história ao longo do tempo. Certo? Bem, para outros, uma campanha de RPG é algo um pouco diferente, e isso a gente consegue desprender com a leitura da bíblia do D&D clássico, o Dungeon Master Guide do AD&D 1ª Edição, a obra prima de Gary Gygax.

Para Gygax (e para muitos que se inspiram na sua forma de jogar e conduzir o jogo) o termo campanha é muito mais amplo e abrange um mundo fictício onde muitas coisas podem acontecer ao mesmo tempo, inclusive vários grupos de jogos e diversas aventuras, ligadas ou não. A campanha é maior que o grupo de aventureiros e não é apenas sobre eles. Eles fazem parte da mesma mas não são a sua totalidade. Na campanha Gygaxiana, o personagem principal é a sua totalidade, o mundo, a coerência da sua realidade ficcional, não os personagens. Por isso, a possibilidade de morte dos personagens e a não conclusão de seus dramas pessoais não são uma preocupação. Histórias "satisfatórias" não são planejadas e conduzidas, elas acontecem ou não em consequência do jogo. Algumas das características clássicas principais de uma campanha Gygaxiana são explicadas abaixo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O RPG de Mesa e a Internet

O RPG de mesa é um jogo que todos aprendemos a amar. Muitas vezes somos arredios quando começamos, até mesmo um pouco envergonhados de se jogar de cabeça em um mundo de imaginação. Mas depois de algum tempo, perdemos a vergonha e aprendemos a apreciar toda a beleza, liberdade, emoção e diversão proporcionada por este meio de entretenimento tão saudável.

Criado em meados de 74 o primeiro RPG de mesa, Dungeons & Dragons, foi sucesso quase que imediato entre o público estadunidense, e em seguida espalhou-se por praticamente todo o mundo. No entanto, com a evolução da tecnologia, principalmente videogames e jogos online, o gênero acabou por perder bastante de seu espaço, e como qualquer outra mídia que não deseja desaparecer, teve que se adaptar.

Muitos jogadores começaram a se utilizar da internet como uma ferramenta tanto para a divulgação, quanto como um meio de facilitar a formação de mesas. Desta forma, começaram a surgir diversas iniciativas para dar suporte a estes jogadores virtuais. Dentre todas estas podemos destacar algumas como as principais e mais bem elaboradas:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os 10 Mandamentos do Bom Aventureiro

Já publiquei aqui no blog os 10 mandamentos do bom Mestre de Jogo e do bom Jogador, mas e quando o assunto é o aventureiro do mundo de fantasia? Quais seriam as práticas quase que obrigatórias para esses indivíduos? Coisas que ajudariam a mantê-los vivos e a tornar o sucesso de suas aventuras mais provável (nunca garantido, senão não é uma aventura, claro)?

Pensando nisto, elaboramos uma lista dos 10 mandamentos que todo aventureiro que se prese deve tentar cumprir quando pensa em abandonar a vida pacata de uma pessoa comum e sair em busca de aventuras, matando monstros, recuperando tesouros e sendo comido por bestas inomináveis. É claro que esta postagem não é de conteúdo mandatório e não serve para denegrir nenhum jogador que não age desta forma com seu personagem. O objetivo dela é meramente instruir e dar dicas que podem facilitar a vida dos jogadores em uma aventura. Vamos aos mandamentos?

sábado, 16 de janeiro de 2016

Aventurando-se com o DCC RPG (O que é Diferente dos outros Jogos?)

O Dungeon Crawl Classics RPG é um jogo de fantasia medieval, certo? Sim e não. Sem dúvidas ele se enquadra na definição mais simples e superficial do que seriam RPGs de fantasia medieval, mas ele é mais do que isso, e é importante que se perceba isso, ainda mais com a vinda dele para o Brasil se aproximando. Uma aventura de DCC RPG não é igual, nem deve ser, a uma aventura de outro RPG de fantasia mais comum.

A principal inspiração do DCC RPG são os livros do famigerado Appendix N, uma lista de referências literárias citadas por Gary Gygax como inspiração do AD&D 1ª edição na década de 70. São histórias de fantasia e ficção ante de existirem essa separação e divisão de gêneros tão clara que existe hoje. Antes também dessa definição homogênea do que seriam orcs, elfos e outras criaturas que permeiam quase todos os mundos de fantasia “tradicionais”. Em uma mesma história poderiam haver bárbaros lutando contra humanoides verdes sanguinários, e alienígenas perdidos e uma nave antiga. Elfo não era, necessariamente aquele ser bonzinho que vive na floresta, podendo ser um povo cruel, satânico que sacrifica homens para seus lordes demoníacos. A fantasia não tinha barreiras ou esteriótipos. E é assim que são as aventuras do Dungeon Crawl Classics RPG!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mestrando para um Grupo Grande de Jogadores

A maioria das postagens que aparecem por aqui são oriundas da minha vontade de escrever sobre alguma coisa que me interessou. No entanto, volta e meia, alguém falar comigo, me perguntando sobre um tópico específico e acaba me motivando a escrever uma postagem sobre o assunto. Desta vez foi sobre como mestrar para uma mesa com um grupo grande de jogadores.

O "normal", ou o mais comum, de vermos por aí, são grupo de RPG consistindo em um mestre e uns 3 ou 4 jogadores. Às vezes, vemos aquele grupo com 6 jogadores e um mestre e já achamos grande demais (aqui em casa, quando os deuses ajudam, a mesa era de seis jogadores e eu adorava). Mas existem ainda aqueles grupos com 8, 10, 12 jogadores (um número que não era tão incomum nas mesas de antigamente). Mas como administrar uma mesa com tantas pessoas? Pode parecer difícil, e até é mesmo, mas algumas dicas e práticas podem tornar essa tarefa mais administrável.

domingo, 10 de janeiro de 2016

"Sim e", "Sim mas", "Não mas" e "Não e" para DCC RPG

Uma das máximas dos RPGs atuais mais narrativos é “dizer sim” às ideias dos jogadores. A proposta é bem interessante e pode funcionar com quase qualquer jogo, com algumas limitações é claro. No Dungeon Crawl Classics RPG, temos um atributo de Sorte para ajudar o mestre e os jogadores a determinar quando suas ideias e desejos podem ser inseridos no mundo do jogo sem necessidade de arbitrariedades ou dispêndio de pontos e inserções forçadas na narrativa porque alguém quer que seja assim.

O atributo Sorte, como o próprio jogo determina, serve para resolver situações no jogo em que os outros atributos do personagem não podem influenciar. Coisas como estar no lugar certo na hora certa, ser favorecido pelos deuses, ou, simplesmente, ser bem sortudo mesmo. Ele serve para situações como quando o grupo está no porto e quer entrar em um navio atracado mas o cais está cheio de piratas. Será que tem uma embarcação em um lugar sem ninguém olhando que eles possam pegar e remar até o outro lado do barco sem serem vistos? Não sei, mas um teste de Sorte pode responder a esta pergunta.

No DCC RPG, um teste de Sorte, ao contrário das maiorias dos testes, é feito rolando-se 1d20 e obtendo-se um resultado igual ou menor que o valor de seu atributo. Ou seja, quanto maior o atributo e quanto menos o jogador gasta-lo (e no DCC RPG, toda rolagem é uma oportunidade de gastar Sorte), maiores são as chances do destino sorrir para o personagem.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Temas das Aventuras de Espada & Feitiçaria

Os livretos do Crônicas de Bruxos & Bárbaros para o DCC RPG trarão diversas ferramentas, recursos e conteúdos para juízes que queiram conduzir campanhas de Espada e Feitiçaria com este RPG, que por si só já se comportar muito bem neste tipo de cenário. Além de trazer algumas regras modificadas, algumas adições interessantes que se prestam a capturar de maneira mais precisa o clima destas histórias, nosso objetivo também é apresentar alguns elementos que tornem mais claramente distintas as aventuras neste tipo de cenário para os cenários mais tradicionais de fantasia.

É claro que o objetivo do Crônicas de Bruxos & Bárbaros não é fazer uma tratado ou monografia sobre o assunto, mas apenas fazer uma introdução e oferecer alguns elementos e dicas para que os jogadores possam diferenciar mais facilmente seus jogos neste estilo singular. Para tanto, vamos fazer duas cosias bem simples. Primeiramente vamos tentar achar uma definição simples e introdutória para o termos Espada & Feitiçaria e, após, oferecer 10 elementos temas chaves que consideramos importantes paras as aventuras neste estilo de jogo.