quinta-feira, 14 de maio de 2020

Algumas palavras sobre O Machado Sangrento de X'Zara


Meu primeiro contato com fantasia e jogos de fantasia que eu tenho memória foi com um livro-jogo chamado Calabouço da Morte, da eterna linha de Aventuras Fantásticas, escritos por Steve Jackson e Ian Livingstone. Depois de conhecer esses livros maravilhosos eu não parei mais e acabei conhecendo os RPGs propriamente ditos, inclusive o lendário Dungeoneer, o RPG das Aventuras Fantástica Avançado.

No entanto, anos atrás, eu não valorizei a simplicidade e versatilidade do Dungeoneer, preferindo sistemas mais “completos”, livros mais “robustos” e cenários mais “detalhados”.
Agora, anos depois, um pouco mais sábio (eu espero), me vejo voltando às minhas origens, em uma jornada de volta pra casa, mas com uma bagagem que eu não possuía na época. Conheci muitos jogos de fantasia, li muitos livros fantásticos, quadrinhos incríveis e adquiri uma vontade insaciável de criar, modificar e experimentar jogos. O resultado é O Machado Sangrento de X’Zara, um RPG simples de jogar mas que permite aventuras fantásticas e estranhas em um mundo de fantasia familiar e, ao mesmo tempo, único.

Preparem seus machados e preparem suas mochilas, a jornada por um mundo fantástico e sombrio está prestes a começar.

O que torna O Machado Sangrento de X’Zara Diferente?


O Machado Sangrento de X’Zara é um RPG de fantasia medieval, mas algumas coisas o diferenciam dos demais.
  • Ele usa apenas dados de seis lados em um sistema simples, intuitivo e altamente flexível.
  • Os personagens são criados em pouquíssimos minutos e já começam com um histórico diferenciado e motivações fortes para inspirar os jogadores e Mestres.
  • Os personagens são orgânicos, não ficando restritos a arquétipos e estereótipos. Eles podem aprender coisas novas e crescer ao longo de jogo guiados pelas ambições dos jogadores.
  • O sistema de magia apresenta um arte poderosa e perigosa de se usar. Não é baseada em níveis e qualquer um pode aprender, embora por um custo que vai além de meros pontos no jogo.
  • O cenário do jogo é rico e misterioso, reinterpretando a fantasia que conhecemos, tornando ela ao mesmo tempo familiar e fantástica novamente.
  • Um sistema de resolução de ações focado nos personagens, deixando o Mestre do Jogo livre para se dedicar a tarefas mais proveitosas, como criação de conteúdo, situações e um bom clima de jogo.
  • Regras que permitem a criação de monstros, oponentes, tesouros e tudo mais em poucos minutos com pouquíssimos cálculos e muita criatividade. Ideal para Mestres que criam seu próprio conteúdo e para aqueles que querem adaptar cenários e aventuras de outros jogos e mídias.
  • Ferramentas para proporcionar inspiração para Mestres e jogadores, ajudando a proporcionar condições ideais para campanhas abertas, criativas e únicas.
  • Por fim, todo o sistema do jogo é possui a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), permitindo seu uso e adaptação livre, mesmo em projetos comerciais, desde que seja creditado sua origem (O Machado Sangrento de X’Zara por Diogo Nogueira).


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3 comentários:

  1. Estou curioso. Também aprecio um sistema livre de classes.

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  2. Bacana! Eu lembro que na escola eu fazia "mapas" do livro-jogo "O Calabouço da Morte".... até hoje é um dos meus jogos preferidos.... também calhei de aprender inglês com a motivação do "Rules Cyclopedia", aqui no Rio, na Tijuca, tinha uma livraria chamada Alfarrabista que vendia vários jogos... e tinha a banca do Osny também... velhos tempos.... Abs.

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