terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Resenha - Yoon-Suin - O cenário que todos os outros deviam imitar

A cidade na foz do Rio Deus tem muitos nomes. A Cidade Topázio, a Cidade de Ouro, a Cidade dos Deuses, a Cidade das Meretrizes. A Velha Cidade, a Primeira Cidade, a Uma Cidade. A Grande Dama. O Grande Fedor. Mas este humilde autor a chamará de Cidade Amarela, que é como as pessoas que lá moram a chamam, por causa do jeito como a qual ela brilha nos dias quentes ensolarados.

Yoon-Suin, de David McGrogan, foi lançado no ano passado e chamou alguma atenção na bloguesfera da OSR. Mas ele deveria ter chamado muito mais atenção. Não só entre os jogadores de RPGs Old School, mas entre todos os jogadores de RPG. Este, talvez, seja um dos melhores cenários de campanha jamais publicados desde do advento do nosso hobby em 1974, e eu vou tentar explicar o porque disso nesta pequena resenha.

Yoon-Suin é um cenário de fantasia publicado de forma independente, possui um pouco mais de 300 páginas (mas em um formato pequeno, horizontal, com tipografia de tamanho razoável, fácil de ler), em preto e branco, com arte e mapas fantásticos (dupla de Matthew Adams e Christian Kessles) e muito, mas muito conteúdo (embora não parece pela quantidade de texto).

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O Problemas com Grandes Tesouros

Em uma aventura de sword & sorcery, é resgatanto tesouros à civilização que os aventureiros construirão seus reinos, guildas, torres de estudo, igrejas, etc. Além disso, falando em termos de sistema, podem gerar recompensas em xp, como já abordamos aqui no blog, e em como isso influenciará sua narrativa, aqui.


Desta vez, porém, vamos falar do outro lado da moeda: os problemas que grandes tesouros trazem consigo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Então você quer conhecer melhor seu personagem?

Personagens de RPG são, definitivamente, mais do que simples amontoados de números em uma folha de papel que a gente usa para dizer "eu ataco" quando o mestre descreve qualquer coisa. Eles são indivíduos como eu e você, com personalidade, história, gostos, preferências, memórias e uma vida que acontece mesmo quando não estamos jogando (afinal, não começamos a jogar desde que o personagem nasceu e cada dia de suas vidas - focamos nos momentos mais "aventurescos" de suas vidas).

Sendo assim, como é nosso personagem? Quais são seus gostos? Suas memórias? Sua personalidade se formou como? Algumas dessas informações podem ser bem interessantes de se pensar para na hora do jogo podermos diferenciar nossos personagens de tantos outros, ainda mais em jogos nos quais a diferenciação mecânica não é o foco (vide os jogos Old School). Como eu (e muitas pessoas que eu conheço) não tem paciência, tempo ou não sente a necessidade de se escrever uma história sobre o personagem, um questionário com algumas perguntas pode ser um caminho interessante para se pensar e conhecer melhor o personagem com qual jogamos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Faça Chuva ou Faça Sol - Gerador de Tempo para suas Aventuras

Aventureiros costumam passar uma boa parte do seu tempo atravessando regiões selvagens, viajando por estradas esquecidas rumo a templos antigos, ou mesmo arrumando confusão em grandes Cidades-Estados. Sendo assim, eles estão sempre sujeitos a intempéries causados pelo clima. No entanto, faça chuva ou faça sol, a aventura tem que continuar, certo?

Pensando nisso e nas várias situações em mesa de jogo em que tive que parar para pensar em como estava o tempo, se chovia, se estava frio, se ventava, ou qualquer coisa do tipo, decidi que era hora de elaborar um método rápido e simples para determinar essas coisas. Os fatores principais, que ainda devem ser determinados pelo mestre (ou que podem ser rolados aleatoriamente se assim desejar também) são a estação do ano e a umidade relativa da região naquela época. Alguns locais costumam ser mais secos ou mais úmidos dependendo da estação ou posição geográfica e isso ainda depende do mundo de campanha e, consequentemente, do mestre de jogo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Umbara, a Senhora das Sombras - Patrono para DCC RPG

Hoje termino a parte dos patronos do Volume I do Crônicas de Bruxos e Bárbaros e só vai faltar uma pequena parte com novos monstros e alguns itens mágicos temáticos (talvez um gerador para itens mágicos mais apropriados para espada e feitiçaria) para terminar a parte escrita.

O patrono de hoje é Umbara, a Senhora das Sombras, uma entidade sinistra, misteriosa e enigmática que tem o poder sobre as sombras, sobre a penumbra e vive na escuridão, espionando o mundo dos mortais e dos imortais igualmente.

Umbara, a Senhora das Sombras

Antes de existir qualquer coisa, no nada, havia a escuridão, que reinava absoluta e soberana. A partir do momento em que as forças da Ordem surgiram com a luz, as forças das sombras foram sobrepujadas e enfraquecidas. Umbara é a senhora das sombras e da escuridão, uma das entidades mais antigas do cosmo e, sem dúvida, uma das mais amarguradas com esta perda de influência, apesar de estar presente em todos os lugares. Um conjurador para formar um pacto com a Senhora das Sombras precisa passar uma semana envolto em sombras e sem usar seus olhos para se orientar para, no final da semana, terminar o ritual em uma área totalmente sem luz.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Aprimorando e Adquirindo Ocupações em DCC RPG

No Dungeon Crawl Classics RPG, todo personagem começa com uma profissão/ocupação que o personagem possuía antes de se tornar aventureiros. Isto representa a área de conhecimento que ele tem, além daquelas coisas pertinentes à sua classe de personagem. Assim, um guerreiro que tiver como ocupação caçador, poderá rastrear besta. Um mago que tinha como ocupação Joalheiro, poderá analisar a qualidade e valor de joias e gemas. Isso é muito legal, mas tem um porém. Ao longo do jogo isso não se aprimora e não há maneiras de se obter proficiência em outras áreas, e nas histórias de Espada e Feitiçaria, os personagens vão adquirindo diversos conhecimentos e habilidades. Conan, por exemplo, começou como bárbaro, virou ladrão, depois pirata, depois general...

Longe de mim criar um sistema de perícias. Não desejo isso nem aos meus piores inimigos. Mas quem sabe um sistema simples para representar esse acumulo de experiências e habilidades de forma mais aberta e genérica e aberta. Me inspirando no próprio sistema de Cadeia de Dados do DCC RPG e na forma como um outro RPG (Barbarian of Lemuria) trata do mesmo assunto, pensei em um pequeno sistema para retratar esse aprendizado e aperfeiçoamento, permitindo que um personagem aprenda novas habilidades, aprimore as antigas e se torne mais experiente em diversos campos.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Campanha no estilo Gygaxiano

O que você entende por uma campanha de RPG? Para muitos, a resposta vai ser uma série de aventuras ligadas entre si, protagonizando os mesmos personagens, contando, bem ou mal, uma história ao longo do tempo. Certo? Bem, para outros, uma campanha de RPG é algo um pouco diferente, e isso a gente consegue desprender com a leitura da bíblia do D&D clássico, o Dungeon Master Guide do AD&D 1ª Edição, a obra prima de Gary Gygax.

Para Gygax (e para muitos que se inspiram na sua forma de jogar e conduzir o jogo) o termo campanha é muito mais amplo e abrange um mundo fictício onde muitas coisas podem acontecer ao mesmo tempo, inclusive vários grupos de jogos e diversas aventuras, ligadas ou não. A campanha é maior que o grupo de aventureiros e não é apenas sobre eles. Eles fazem parte da mesma mas não são a sua totalidade. Na campanha Gygaxiana, o personagem principal é a sua totalidade, o mundo, a coerência da sua realidade ficcional, não os personagens. Por isso, a possibilidade de morte dos personagens e a não conclusão de seus dramas pessoais não são uma preocupação. Histórias "satisfatórias" não são planejadas e conduzidas, elas acontecem ou não em consequência do jogo. Algumas das características clássicas principais de uma campanha Gygaxiana são explicadas abaixo.