Há algumas semanas, rolou aqui em casa uma partida de Fiasco (que você pode conhecer um pouco mais por essa resenha) utilizando um "playset" nacional, o "A Vida Como Ela É" (inspirado nas obras de Nelson Rodrigues). Que, aliás, são histórias que se encaixam perfeitamente com o clima de Fiasco. Pessoas adúlteras, famílias desfuncionais, filhas rebeldes, filha que se finge de santinha, ladrões baratos, relações incestuosas, enfim, uma verdadeira confusão, que sempre leva a um Fiasco.
Assim, eu, minha esposa e um casal amigo nosso (Ana e Luiz), nos sentamos à mesa e começamos a Preparação. Essa parte é bem divertida e o pessoal se divertiu bastante só de ficar lendo e escolhendo as diversas possibilidades de relações, necessidades, locações e objetos. No final acabamos com a seguinte configuração: Tínhamos uma filha safada, que se fingia santinha para o pai pobre, conhecida como "Santinha". Um pai que tinha duas famílias, o "Seu Herculano", uma pobre a outra rica, contra a qual queria dar um golpe do baú. A filha rica rebelde, "Adelaide", que detestava o padrasto e sua rigorosidade. E o ladrãozinho boliviano virgem, chamado de "Miguelito", vivendo no quartinho dos fundos da casa da família pobre. Aliás, atrás dessa casa ficava um bordel, onde meninas se prostituíam, e para onde Miguel fez um buraco na parede, de modo a ver o que acontecia lá dentro. Santinha só pensava em uma coisa, e era fazer sacanagens com os inquilinos do pai dela, sem ele ficar sabendo e deixando os primeiro bastante encrencados. Sinceramente, não lembro o objeto que sorteamos na história, mas ele não teve muita importância e acabou sendo esquecido. Ou seja, nem tudo que você sorteia na fase de preparação precisa ser usado. Nós já tínhamos elementos tão legais e ricos, que a história se formou ao redor deles e o objeto acabou sendo deixado de lado.