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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Crônicas da Era Hiboriana - A Tumba de Tuhan - Parte II


Os três cavalgaram por algumas horas, até perderem de visão a cidade entre as colinas. Ao oeste deles o Rio Shirki corria para o sul, suas águas caudalosas, mas não tanto quanto há alguns meses. Agora, longe dos olhos curiosos, Hashin pegou novamente o mapa que compraram do ancião e o estudou melhor. Pelo que conseguia entender dos desenhos e dos símbolos, que se assemelhavam ao Stygiano, no qual era alfabetizado, a tal tumba ficaria a noroeste, nas colinas próximas do Monte Golmira.

Sendo assim, o grupo precisava atravessar as águas do Shirki, e a ponte mais próxima ficava, justamente, na cidade de onde acabavam de fugir. Precisariam, então, encontrar uma passagem onde as águas fosse mais rasas. Passou-se quase o dia todo, até que chegaram a um ponto que julgavam ser o mais propício para a travessia.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Crônicas da Era Hiboriana - A Tumba de Tuhan - Parte I



Era noite quando Almeric, um Bretunio mercenário que viera à Aquilônia em busca de ouro, Hashin K'dhar, Um Vendhiano estudioso em busca de relíquias e ruínas antigas, e  Sveinsonir, um Asgardiano que jurou proteger Hashin depois que esse o ajudou a fugir de seus inimigos, sentavam a mesa de uma estalagem na cidade de Tanasul, a beira do Rio Shirki. O silêncio das ruas era quebrado com os bravados dos homens e risadas das meretrizes que tentavam agradar sua clientela.

Os três andavam juntos há alguns meses, desde antes da tomada do trono de Aquilônia pelo cimério Conan. Com o passar do tempo e o fim das revoltas, os trabalhos de mercenários e seguranças foi diminuindo, e agora eles estavam em seus últimos leões de ouro. Sobre a mesa, cerveja e vinho de Bretúnia, acompanhado de carne de javali assada serviam para saciar a fome dos dois guerreiros e a sede de Hashin. Eles estavam preocupados e agitados, tentando pensar em uma maneira de conseguir mais ouro.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Assista Conan - A Rainha da Costa Negra (Animação)

O cimério Conan é, sem dúvida, um dos heróis da ficção mais famosos de todos os tempos. Suas aventuras já transpassaram diversas mídias, desde a literatura (com os contos originais do Robert E. Howard, e outros autores que foram expandindo o universo e criando novas aventuras para o bárbaro), os quadrinhos, o cinema, RPG, vídeo-game e, agora, a animação.

A Dark Horse comics, editora americana que publicou Sin City, Hellboy e 300, tem recentemente publicado histórias em quadrinhos do bárbaro mais famoso da literatura. Além disso, ela começou a fazer uma animação com o cimério, baseada no conto "The Queen of the Black Coast", quem que Conan conhece Belit, uma pirata dos mares de Kosh (com a qual ele tem uma forte atração). A animação é bem legal, no estilo de desenho dos quadrinhos, que parece ter sido feita com pincel mesmo.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Reporte - Fiasco - A Vida Como Ela É

Há algumas semanas, rolou aqui em casa uma partida de Fiasco (que você pode conhecer um pouco mais por essa resenha) utilizando um "playset" nacional, o "A Vida Como Ela É" (inspirado nas obras de Nelson Rodrigues). Que, aliás, são histórias que se encaixam perfeitamente com o clima de Fiasco. Pessoas adúlteras, famílias desfuncionais, filhas rebeldes, filha que se finge de santinha, ladrões baratos, relações incestuosas, enfim, uma verdadeira confusão, que sempre leva a um Fiasco.

Assim, eu, minha esposa e um casal amigo nosso (Ana e Luiz), nos sentamos à mesa e começamos a Preparação. Essa parte é bem divertida e o pessoal se divertiu bastante só de ficar lendo e escolhendo as diversas possibilidades de relações, necessidades, locações e objetos. No final acabamos com a seguinte configuração: Tínhamos uma filha safada, que se fingia santinha para o pai pobre, conhecida como "Santinha". Um pai que tinha duas famílias, o "Seu Herculano", uma pobre a outra rica, contra a qual queria dar um golpe do baú. A filha rica rebelde, "Adelaide", que detestava o padrasto e sua rigorosidade. E o ladrãozinho boliviano virgem, chamado de "Miguelito", vivendo no quartinho dos fundos da casa da família pobre. Aliás, atrás dessa casa ficava um bordel, onde meninas se prostituíam, e para onde Miguel fez um buraco na parede, de modo a ver o que acontecia lá dentro. Santinha só pensava em uma coisa, e era fazer sacanagens com os inquilinos do pai dela, sem ele ficar sabendo e deixando os primeiro bastante encrencados. Sinceramente, não lembro o objeto que sorteamos na história, mas ele não teve muita importância e acabou sendo esquecido. Ou seja, nem tudo que você sorteia na fase de preparação precisa ser usado. Nós já tínhamos elementos tão legais e ricos, que a história se formou ao redor deles e o objeto acabou sendo deixado de lado.

sábado, 15 de setembro de 2012

Crônicas da Terceira Era - Epílogo


Um grande estrondo pode ser ouvido, ainda que baixo, nas Montanha Solitária. Algo grandioso acontecera no Norte, nas antigas Montanhas Cinzentas. Dáin Ironfoot, o Rei Sobre a Montanha, tinha receios de que a missão de Elmara, Klandrin, Balared e Mikayla tivesse falhado e, esperando pelo pior, decidiu preparar seu exército para a investida do Inimigo. Mas, depois de meses e o fim do verão, nenhum exército, seja de orcs ou homens do oriente chegou a Erebor.

Já era outono quando o peregrino cinzento, Gandalf, chegou a Erebor, acompanhado de Legolas, o príncipe do Reino da Floresta, filho de Thranduil, Beorning, do Vale do Anduin, e Elrond, de Rivendell. Eles vieram com notícias e com uma proposta de uma nova paz entre os Filhos de Durin e o Povo da Floresta. O mago voltara do norte há poucas semanas, trazendo a espada de Elmara e o Machado de Balared, encontrados nas ruínas do antigo forte de Demunkir, nas Montanhas Cinzentas. No entanto, nenhum sinal de Klandrin ou Mikayla foi achado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Crônicas da Terceira Era - Herumor - Parte V


A noite, naquele corredor estreito e escuro, não foi uma das melhores que os aventureiros tiveram. Era um espaço escuro apertado e eles não conseguiam parar de pensar nas centenas de Orcs que estavam do lado de fora. A espada de Elmara brilhava forte, emitindo uma chama translucida, indicando a presença de feitiçaria negra, enquanto ouviam o barulho de centenas de peças de metal sendo jogadas em uma grande forja.

Eles não souberam, ao certo, quanto tempo dormiram, já que dentro daquele túnel estava sempre escuro. Poderia ter sido apenas algumas horas, ou mesmo um dia inteiro, já que estavam exaustos quando chegaram lá. Nenhum ruído podia ser ouvido quando acordaram. Quem quer que estivesse mexendo com os metais na noite quando chegaram lá já não estava mais ali. Considerando os riscos que correriam, o grupo decidiu que apenas Elmara e Balared sairiam de onde estavam para averiguar o aposento.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Crônicas da Terceira Era - Herumor - Parte III


Com a informação limitada que obtiveram nos antigos registros dos elfos de Mirkwood, a companhia optou por ir até à Montanha Solitária e tentar ter acesso aos arquivos do povo de Durin. Sem dúvida os anões teriam registros de suas fortalezas nas Montanhas Cinzentas. Por isso, depois da chegada de Elmara, os aventureiros passaram poucos dias nas terras de Thranduil e partiram para leste, rumo ao reino dos anões.

A viajem até lá durou apenas quatro dias, passando pelo nordeste da floresta. Essa região, que outrora fora conhecida como a Desolação de Smaug, estava completamente recuperada. Terras cinzas, sem árvores e com cheiro de cinzas agora eram belo campos verdes, com flores e animais silvestres. Mas ao invés de pensarem o quanto os Povos Livres do Norte tinham conquistado nesses quase dez anos após a morte do Dragão, os heróis só conseguiam enxergar o que estava em risco de ser perdido, caso falhassem em sua missão de destruir os artefatos de Angmar.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Crônicas da Terceira Era - Herumor - Parte II


Estava anoitecendo quando Klandrin, Balared, Mikayla e Pêpe chegaram à Casa de Beorn. Era o primeiro mês de primavera de ano dois mil novecentos e cinquenta da terceira era. A comunidade daquele povo parecia tranquila. Halfstat, o líder dos patrulheiros locais os recebeu de braços abertos. Eles trocaram algumas palavras e informações sobre o que estava acontecendo na região. Aparentemente, depois da grande batalha que tiveram com aquelas criaturas no norte, nenhum goblin das montanhas foi visto naquelas terras.

Ali, o grupo esperou por Elmara por duas semanas. Nesse tempo, andaram pelo Vale do Anduin ao lado dos guerreiros Beornings e se recuperaram do cansaço. Os campos estavam verdes e floridos, como se a vida estivesse com novas esperanças. Mas tudo aquilo, eles sabiam, podia estar fadado a desaparecer, caso o Inimigo obtivesse o que queria. Quando a primeira semana terminou sem que a companheira deles chegasse, Balared pediu para que Halfstat avisasse-a que eles foram para o Reino da Florestas, caso a dúnedan o encontrasse. O guerreiro Beorning fez com que os vigilantes das fronteiras do sul ficassem de olhos abertos para a chegada da patrulheira. Assim, os quatro aventureiros partiram para o norte, subindo o Vale do Anduin em direção aos Portões da Floresta.

domingo, 29 de julho de 2012

Crônicas da Terceira Era - Herumor - Parte I


A companhia passou um mês em Rhosgobel, se recuperando da jornada pelos Campos de Lis. O inverno estava mais gelado e escuro que nos últimos anos, como se uma grande sombra fria pairasse sobre as Terras Ermas. Radagast os avisara que Gandalf estava visitando as cortes dos Povos Livres do Norte a procura de mais um membro para formar o Conselho Branco, já que estava preocupado com os acontecimentos naquela região. Apesar disso mostrar uma preocupação dos Magos com o que estava acontecendo, os heróis não teriam tempo para encontrar o peregrino cinzento, pois tinham que cavalgar até Isengard, para entregar o terceiro artefato de Angmar.

Eles partiram para o sul em uma manhã enevoada de inverno. Toda o caminho levaria cerca de um mês e meio e chegariam em Isengard quase no fim do inverno. A viagem era cansativa, mas sem muitos imprevistos. Era como se todos os animais e criaturas estivessem hibernando. Passavam-se horas sem que um barulho, além dos passos dos cavalos, pudessem ser ouvidos. Foi quase um mês descendo pelo Vale do Anduin até começarem a avistar vilas e pessoas.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Crônicas da Terceira Era - Olho de Alghuir - Parte VI

No fundo da masmorra, na fortaleza escondida nos Campos de Lis, a companhia lutava contra uma besta primordial. Eles tinham recuperado o artefato negro que vieram buscar, e o Lorde Sindorfin, traidor do povo da floresta caíra no poço de onde a gigantesca criatura saía.

Elmara estava brigando com um dos tentáculos da criatura, gritando para que Klandrin, Balared e Pêpe saíssem do altar, que ficava sobre o grande buraco. Com um golpe de sua espada, penetrou a pele viscosa e dura da criatura. A dor foi suficiente para que o monstro se distraísse, permitindo que a dúnedan escapasse em direção a Mikayla, que aguardava nas escadas para o piso superior.

Ao mesmo tempo, o pequeno hobbit tentou correr dos vários membros do mostro que pareciam estar cercando ele e seus amigos, mas não foi muito longe, quando um deles o golpeou na barriga, fazendo o cair no chão. Balared, vendo o medo nos olhos de Pêpe, saltou por cima dele para enfrentar o tentáculo que avançava. Ele salvou o pequenino, mas o monstro o envolveu e começava a levantá-lo.

domingo, 8 de julho de 2012

Crônicas da Terceira Era - Olho de Alghuir - Parte V


No momento em que a grande porta de madeira rangeu ao abrir, uma voz soou das sombras nas ruínas ao redor. Era uma voz doce, porém decidida. "Quem são vocês e o que fazem aqui?". O som via de uma das construções destruídas ao leste da grande catedral que ainda jazia de pé. Aerandir, de Mirkwood, com seus olhos afiados, viu que uma figura se escondia nas sombras, figura essa que usava uma capa feita do mesmo tecido que a sua, uma capa dos elfos da floresta.

Então, antes que ele pudesse falar qualquer coisa, a doce voz se dirigiu a ele em seu idioma nativo, o sindarin. "O que fazer aqui Aerandir, filho de Erandis, com esses homens, anão e hobbit? Que missão os trouxera até essa terra amaldiçoada?". O elfo, reconheceu aquela voz, e não exitou em responder as perguntas que foram feitas. "Como sabe, sou Aerandir, da Floresta de Mirkwood, esses são meus companheiros, Klandrin, das Montanhas Solitárias, Elmara, dos nobres dúnedain, Balared, um valoroso beorning, Pêpe, um hobbit do Condado e este é o Espada Dentada, um eremita que vive aqui e nos ajudará. Estamos aqui para encontrar um objeto que devemos levar para o Mago Branco. Um artefato do Inimigo que deverá ser destruído. Agora que sabe nossos nomes e nosso propósito acho justo que se revele e fale em um idioma em que todos possam entender".

domingo, 1 de julho de 2012

Crônicas da Terceira Era - Olho de Alghuir - Parte IV


A chuva fina caia sobre a companhia. Seus corpos, cansados e feridos com a luta contra o grupo de orcs caçadores que encontraram na busca pela fortaleza nos Campos de Lis, agora estavam encharcados com a água que caia. Elmara, a dúnedan, fora gravemente ferida pelo grande orc Dohrd e pelo arqueiro uruk, e só não perdeu a vida graças ao bravo Balared que a defendeu do monstro e ao anão Klandrin que lutou como um urso feroz. Mas agora, todos eles, estavam perdidos em um região amaldiçoada, escura e molhada.

Naquele momento, a primeira coisa que devia fazer, era se certificar que a dúnedan sobreviveria mais uma noite. Balared procurou na mochila da ranger e encontrou algumas que poderiam ajudar a parar o sangramento. O grupo colocou Elmara sobre o grande escudo do beorning e a carregou para um elevado próximo onde um grande árvore escura os protegia da chuva que não parava de cair. Ali, eles cuidaram dela.

sábado, 16 de junho de 2012

Crônicas da Terceira Era - Olho de Alghuir - Parte III


Com o passar dos dias, as noites naquela região pareciam se tornar cada vez mais longas, e as horas de claridade cada vez menores. Os companheiros já estavam a dias vagando quase sem rumo pelos Campos de Lis e a influência sinistra do local era sentida por cada um. Eles andavam silenciosos, cabisbaixos e quando paravam ficavam olhando para as névoas ao redor deles, procurando algo que não estava ali.

Depois de cinco dias penetrando os interiores daquele lugar, eles chegaram até uma colina onde havia uma gigantesca árvore escura. Ali parecia ser um bom lugar para se passar a noite e, talvez, conseguissem uma visão melhor do terreno lá de cima. A árvore era uma das maiores que viram naqueles campos, quase do tamanho das árvores da Floresta de Mirkwood. Suas folhas eram de um verde escuro e seu tronco um marrom acinzentado. Os aventureiros não sabia por que, mas se sentiram atraídos por ela.


domingo, 10 de junho de 2012

Crônicas da Terceira Era - Olho de Alghuir - Parte II


Lá estavam eles, na beira do Grande Rio das Terras Ermas, frente aos amaldiçoados Campos de Lis. O rio estava caudaloso e feroz naquele ponto e dificilmente conseguiriam cruzá-lo a nado. No entanto, Balared sabia que, muito tempo atrás, haviam comunidades vivendo a beira do rio nessa região. Era possível que em alguma delas uma ponte tivesse sido construída e, com sorte, ela ainda estaria de pé.

A companhia rumou para o sul, descendo, junto como rio, colinas verdes e vales floridos, até que avistaram uma vila em ruínas. Mas não era uma vila qualquer, aquelas construções não tinham sido feitas por homens, mas por um povo que vivera ali há dois mil anos, hobbits. As casas eram pequenas e algumas delas construídas como tocas dentro das colinas ao redor. A vila ocupada as duas marges do Anduin e uma ponte de madeira e pedra se estendia, ainda inteira sobre o rio. Aquela visão deixou Pêpe bastante intrigado e ansioso por explorar o local, mas Elmara achou que seria mais sábio que averiguassem primeiro se não havia inimigos por ali. Pelo que puderam observar da pequena vila, o melhor lugar para um sentinela ficar seria em um velho silo de grãos, quase a beira da corrente d'água. Pêpe e Aerandir, os dois aventureiros mais rápido e silenciosos, contornariam as colinas para se aproximarem do silo pelo sul e Balared, Klandrin e Elmara desceriam um a colina ali para adentrar a comunidade pelo que parecia ser a rua central.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Crônicas da Terceira Era - Olho de Alghuir - Parte I


Ao sul das Montanhas das Névoas, Elmara, Aerandir e Pêpe começavam sua jornada até Rhosgobel, para reencontrar seus companheiros. O caminho era longe e demoraria pelo menos dois meses para que chegasse lá, isso sem contar a passagem que pretendiam ter em Edoras, a principal cidade e a sede do trono de Rohan, um reino de cavaleiros ao sul do Vale do Anduin. O povo daquele reino se auto-denominada eorlings e eram fortes, altos de pele clara e cabelos claros, parecidos com o homens de Dale.

Ao chegarem na região, depois de alguma horas cavalgando pelos campos, foram abordados por um grupo de cavaleiros armados que disseram ser uma patrulha do reino. O grupo, depois de explicar que vieram de Isengard e que estavam em uma missão orientada pelos magos, foi aceito rapidamente. Eles pediram para serem levados a Edoras, pois gostariam de conversar com o Rei assuntos importantes. E assim eles foram para lá, acompanhados dos cavaleiros de Rohan.

domingo, 20 de maio de 2012

Crônicas da Terceira Era - Em Busca da Luz - Parte VII


O sol nascera e a sua luz trouxe o fim do conflito no Vale de Lupus. Klandrin e Balared levaram duzentos e cinquenta bravos guerreiros para uma ataque definitivo ao wargs. A vitória era deles, aquelas criaturas não mais incomodariam aquele povo por longos anos, mas pagaram um preço alto. Pouco mais de cem homens e mulheres estavam de pé agora e um pouco menos da metade estava ferida. Dalak, o líder guerreiro dos homens da floresta, que encravou a Lança de Dak no peito do monstro, o grande warg conhecido pela alcunha de Devorador, fora ferido gravemente em combate e lutava contra a morte. Balared, foi ao seu auxílio, e procurando em suas coisas, encontrou uma erva que ajudaria a estancar o sangramento no torso do guerreiro.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Crônicas da Terceira Era - Em Busca da Luz - Parte VI


Elmara, Aerandir e o novo companheiro, o pequeno Pêpe, partiram do Vale de Rinvedell em uma manhã pálida de final de inverno. A úmidade da primavera já se fazia presente, e o branco e cinza do invero ia, aos poucos, cedendo aos tons de amerelo e verde da primavera, com as primeiras flores abrotando. Era uma visão muito bonita, que quse os fazia esquecer que estavam em uma luta contra algo que poderia destruir toda a beleza da Terra-Média.

A rota que escolheram fazer era a que parecia mais segura, pelas velhas estradas que seguiam para o sul, em direção ao estreito de Rohan, por onde os antigor reinos de Arnor existiam. Os quatro primeiros dias de viajem foram calmos, com encontros ocasionais com alguns patrulheiros locais e residentes daquelas terras que ainda eram respeitadas devido à presença dos elfos de Rivendell. A partir dali, a paisagem ficou mais deserta. Colinas e campos se extendendo à distância, com os picos nublados das Montanhas das Névoas ao leste. Raramente viam qualquer sinal de passagem de algum homem, elfo ou anão por lá. A velha estrada, que agora era um pouco mais do que uma trilha de terra batida estava elameada, e uma chuva que caia toda tarde apenas contribuia para deixar os cavalos mais cansados e a viajem mais lenta.

domingo, 22 de abril de 2012

Crônicas da Terceira Era - Em Busca da Luz - Parte V


Ao acordar no dia seguinte, Elmara se viu no interior de uma pequena construção entre duas grandes colinas. Seu corpo coberto pela capa dada pelos elfos de Mirkwood, que apesar de fina, a mantinha aquecida. A brasa de uma fogueira jazia a sua frente. Demorou alguns minutos até que Aerandir aparecesse trazendo algumas frutas silvestres que conseguiu encontrar por ali.

Vendo que seu companheiro já tinha acordado, o elfo lhe explicou o que tinha ocorrido na noite anterior, pois naquele momento Elmara estava confusa. Aparentemente, os homens que os atacaram na ruína eram homens do oriente, de um povo selvagem e que tinha velhas alianças com o Inimigo. Suas armas e vestimentas denunciavam sua origem mas não o proposito de estarem ali, tão longe de sua região. Algo estava errado, mas não tinham muito tempo para contemplar as possíveis razões do ataque. Rivendell estava a apenas dois dias dali e, como o tempo tinha aberto, aquele era o melhor momento para prosseguirem na viajem.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Crônicas da Terceira Era - Em Busca da Luz - Parte IV


Viajando o mais rápido que conseguiam e viajando seus arredores contra a presença de qualquer goblin ou orc, a companhia chegou na Casa de Beorn em uma fria tarde de inverno. Ao se aproximarem do comunidade de beornings que vivem ao redor do local, um homem alto com físico avantajado e uma espessa barba negra sinalizou para que os companheiros parassem. Ele se identificou como Halfstat, o líder dos guerreiros dali, amigo de Beorn e quis saber quem eram aqueles estranhos viajantes e o que queria com eles.

Elmara se apresentou de forma um tanto ríspida e sem a devida formalidade que geralmente se espera de viajantes entrando na casa de um grande guerreiro, o que deixou o beorning um tanto insatisfeito. Por sorte, Balared, um beorning dos vilarejos do norte, conseguiu apresentar o grupo de uma forma mais cordial e pediu para que pudessem adentrar a vila para descansar e repassar as notícias que trazia dos limites norte da região. Percebendo que lidava com um de seus irmãos beornings o líder deixou-os adentrar a comunidade e os levou até o salão principal, onde descansariam e conversariam.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Crônicas da Terceira Era - Em Busca da Luz - Parte III


Elmara, Klandrin, Balared e Aerandir iriam partir de Erebor e retornar ao Reino da Floresta, mas, antes, Dáin Ironfoot, o Rei Sobre a Montanha, requisitou uma audiência com o grupo. Ele queria saber mais informações sobre a morte de Drarin, pois a achava muito suspeita. Foi então que a dúnedan revelou ao Rei dos anões a sua suspeite de que uma casa nobre dos elfos estaria envolvida. Aquilo deixou Dáin tremendamente irritado e se sentindo traído pelos elfos da floreste. Ele queria justiça, nem que tivesse que buscá-la ele mesmo. Em alguns dias ele enviaria uma comissão para os Salões do Rei Elfo e exigiria a cabeça do lorde Sindorfin.

Após tal audiência com o Rei Sobre a Montanha, os aventureiros se dirigem para o Reino da Floresta. Era final de outono e o inverno estava apenas a uma semana de distância. O caminho até a floresta era um dos mais fáceis que eles percorreram nos últimos meses. Apesar de um vento gelado que soprava do norte, vindo das Montanhas Cinzentas, e cansaço causado por ele, a companhia chegou no reino dos elfos em pouco mais de cinco dias.