Há alguns anos, a internet era uma mão na roda para autores independentes e criadores de conteúdo sem apoio de grandes editoras e da mídia. Você tinha um blog, publicava um livro de tiragem baixa e divulgava por aí nas redes sociais, fóruns e tudo mais e vários outros autores, blogueiros e tudo mais compartilhavam esse conteúdo e divulgavam o trabalho um dos outros. Isso raramente ocorre hoje em dia.
Primeiramente, as redes sociais e a internet deixaram de ser um lugar de compartilhar coisas e dar visibilidade para todos. Agora o que manda é o dinheiro. Não importa se você tem uma página com 15 mil curtidas. Se você não investir grana, não vai conseguir nem que 10% dessas pessoas veja seu conteúdo.
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sexta-feira, 15 de março de 2019
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Pensamento Coletivo vai lançar Espadas Afiadas & Feitiços Sinistros!
Espadas Afiadas & Feitiços Sinistros é o meu RPG de espada e feitiçaria de regras leves e espírito Old School e será lançado por aqui muito em breve em um financiamento coletivo pela editora Pensamentos Coletivo.
O jogo foi lançado primeiramente em inglês, com o título de Sharp Swords & Sinister Spells, e foi muito bem recebido lá fora, ficando algumas semanas entre os 10 mais vendidos do site RPGNow (onde agora tem status “Silver” estando dentro dos 5% mais populares da loja).
A ideia do jogo é trazer regras modernas mas com muito do espírito Old School que amo, com um sistema flexível e leve, mas robusto o suficiente para dar suporte a campanhas mais longas. Além disso, todas as regras são pensadas no intuito de criar cada vez mais oportunidade para aventuras e se passar o menor tempo possível fora do jogo.
O clima de EA&FS foge da fantasia padrão que domina a maioria dos jogos que conhecemos e remete a contos de espada e feitiçaria de autores como Robert E. Howard, Fritz Leiber, Lin Carter, Michael Moorcok e tantos outros. Este é um mundo decadente, selvagem e perigoso, onde bravos aventureiros buscam ouro, glória e poder com espadas afiadas e feitiços sinistros.
Então preparem-se para esta aventura única e emocionante! O primeiro RPG Old School da terceira geração no Brasil!
Quem quiser ir se adiantando, podem pegar a versão em inglês do jogo neste link (é pague o quanto quiser, inclusive ZERO), e entrar na comunidade do mesmo no Facebook e Google+ (em inglês). Para quem quiser impresso (em inglês), basta escolher entre o RPGNow e a Lulu.
Ah, e temos muitos planos para o jogo, incluindo cenários de campanha, aventuras e adaptações para outros gêneros!
O jogo foi lançado primeiramente em inglês, com o título de Sharp Swords & Sinister Spells, e foi muito bem recebido lá fora, ficando algumas semanas entre os 10 mais vendidos do site RPGNow (onde agora tem status “Silver” estando dentro dos 5% mais populares da loja).
A ideia do jogo é trazer regras modernas mas com muito do espírito Old School que amo, com um sistema flexível e leve, mas robusto o suficiente para dar suporte a campanhas mais longas. Além disso, todas as regras são pensadas no intuito de criar cada vez mais oportunidade para aventuras e se passar o menor tempo possível fora do jogo.
O clima de EA&FS foge da fantasia padrão que domina a maioria dos jogos que conhecemos e remete a contos de espada e feitiçaria de autores como Robert E. Howard, Fritz Leiber, Lin Carter, Michael Moorcok e tantos outros. Este é um mundo decadente, selvagem e perigoso, onde bravos aventureiros buscam ouro, glória e poder com espadas afiadas e feitiços sinistros.
Então preparem-se para esta aventura única e emocionante! O primeiro RPG Old School da terceira geração no Brasil!
Quem quiser ir se adiantando, podem pegar a versão em inglês do jogo neste link (é pague o quanto quiser, inclusive ZERO), e entrar na comunidade do mesmo no Facebook e Google+ (em inglês). Para quem quiser impresso (em inglês), basta escolher entre o RPGNow e a Lulu.
Ah, e temos muitos planos para o jogo, incluindo cenários de campanha, aventuras e adaptações para outros gêneros!
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Meu problema com Storygames(ers)
Por Storygames, entenda RPG Indies com focos centrados exclusivamente em contar histórias focadas em certo tipo específico de experiência que inviabiliza seu uso para qualquer outro tipo de experiência e que se você desviar das regras o mínimo que seja a experiência é prejudicada. São jogos como Fiasco, Abismo Infinito, Violentina, Durance e outros da escola narrativista, do pessoal que segue a linha do The Forge e tal. E isso pode se estender também aos jogos hibridos que pegam elementos destes jogos e sobrepoem aos elementos dos RPGs tradicionais, como jogos do Apocalipse Engine, FATE, Cortex Plus (que eu amo).
Mas para falar a verdade, eu não tenho nenhum problema com esses jogos. Gosto de muitos deles. Inclusive tenho artigos no blog falando sobre alguns, como a experiência que eles propagam são interessantes, como podemos utilizar coisas deles em outros jogos e tudo mais. São jogos bons, interessantes que têm algo a acrescentar a qualquer jogador. O meu problema é, na verdade, com as pessoas que jogam esses jogos, os desenvolvem, os promovem, os idolatram, os Storygamers.
Mas para falar a verdade, eu não tenho nenhum problema com esses jogos. Gosto de muitos deles. Inclusive tenho artigos no blog falando sobre alguns, como a experiência que eles propagam são interessantes, como podemos utilizar coisas deles em outros jogos e tudo mais. São jogos bons, interessantes que têm algo a acrescentar a qualquer jogador. O meu problema é, na verdade, com as pessoas que jogam esses jogos, os desenvolvem, os promovem, os idolatram, os Storygamers.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Um RPG favorito que ninguém quer jogar?! - #RPGaDay
O tema sobre o qual teria de falar hoje, dando continuidade nos meus "posts" atrasados do #RPGaDay, seria um RPG favorito meu que ninguém quer jogar. A ideia é muito boa e, com certeza, muita gente teria sobre o que escrever com esse tema. Porém, como sou um cara sortudo, eu não tenho esse problema.
Além do fato de eu apenas ter RPGs super legais, as pessoas que eu conheço e costumo jogar são bem abertas a experimentar jogos novos e são mais do clima de jogar qualquer coisa com os amigos do que se fechar apenas àqueles sistemas que eles gostam e não jogar mais nada. Aliás, acho que ninguém do Rio de Janeiro tem esse problema. Se eles quiserem realmente jogar algo, eles conseguem. É só levar em um dos encontros de jogadores de RPG que rola por aqui.
Além do fato de eu apenas ter RPGs super legais, as pessoas que eu conheço e costumo jogar são bem abertas a experimentar jogos novos e são mais do clima de jogar qualquer coisa com os amigos do que se fechar apenas àqueles sistemas que eles gostam e não jogar mais nada. Aliás, acho que ninguém do Rio de Janeiro tem esse problema. Se eles quiserem realmente jogar algo, eles conseguem. É só levar em um dos encontros de jogadores de RPG que rola por aqui.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Saia da Masmorra esse mês não será na Point HQ!
Hoje a postagem do blog é ligeira e de utilidade pública para os RPGistas do Rio de Janeiro! O tradicional encontro de jogadores de RPGs Old School, Indie e outras obscuridades em formato de jogos narrativos conhecido como Saia da Masmorra não acontecerá, como de costume, na galeria da Point HQ de Ipanema!
Devido há um mal entendido entre a organização e a loja, os horários não bateram e a horda de goblinóides conhecida como "cardgamers" estará dominando todo o território da galeria no dia devido ao ritual de acasalamento deles conhecido como "Pre-Release" que acontecerá esse sábado. Sendo assim, a nobre ordem de RPGistas se reunirá em um local alternativo extraordinariamente.
O novo local será na Pizzaria "El Peso" (um nome espanhol para uma pizzaria... hum...), localizada na rua Tenente Possolo, 24 - Centro. O local tem ar condicionado, mesas, comida e bebida (embora não seja lá muito bonito). O organizador +Edson Sorrilha Filho do encontro postou algumas instruções para quem quiser ir ao encontro, como ônibus e referências, as quais reproduzimos abaixo:
Devido há um mal entendido entre a organização e a loja, os horários não bateram e a horda de goblinóides conhecida como "cardgamers" estará dominando todo o território da galeria no dia devido ao ritual de acasalamento deles conhecido como "Pre-Release" que acontecerá esse sábado. Sendo assim, a nobre ordem de RPGistas se reunirá em um local alternativo extraordinariamente.
O novo local será na Pizzaria "El Peso" (um nome espanhol para uma pizzaria... hum...), localizada na rua Tenente Possolo, 24 - Centro. O local tem ar condicionado, mesas, comida e bebida (embora não seja lá muito bonito). O organizador +Edson Sorrilha Filho do encontro postou algumas instruções para quem quiser ir ao encontro, como ônibus e referências, as quais reproduzimos abaixo:
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Encontros de RPG no Rio - Saia da Masmorra e Dungeon Carioca
![]() |
| "Saia da Masmorra" por Luiz F. Perez |
Como todo mundo sabe, um sábado por mês, rola na Point HQ de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 207, loja 317, da galeria VIP Center) o tradicional Saia da Masmorra. Mas não vai achando que aqui só se joga os jogos tradicionais, o Saia da Masmorra é um encontro voltado para quem quer experimentar jogos novos, tanto aqueles que são pouco conhecidos, antigos, e ditos "Old School", como aqueles mais novos, chamados de "indies" que trazem algumas inovações no jeito de conduzir o jogo. Esse mês, o encontro vai acontecer dia 20, sábado agora, e já tem algumas mesas confirmadas, como o aguardado novo RPG da franquia Star Wars, o Edge of the Empire; e também Murphy's World, um RPG em que você pode jogar com personagens de vários sistemas que se encontram em um mundo meio maluco. No entanto, sempre rolam outras mesas e até alguns boardgames. Eu ia levar uma mesa de Bruxos & Bárbaros, mas tenho um casamento no dia (oh azar).
domingo, 16 de junho de 2013
Resenha - Anacrônicas - Os Velhinhos que Botam pra Quebrar!
Ele prometera que jamais se envolveria com aquilo novamente. Já fazia 12 anos desde que ele precisou segurar em uma arma, e agora isso. É claro que ele podia dizer não, e não se envolver novamente com esse tipo de gente, mas as coisas se tornaram pessoais. E quando é pessoal, ele não perdoa.
Anacrônicas é um jogo de RPG divertido e simples, feito para o Game Chef Brasil de 2013, pelo Daniel Sant'Anna (o mesmo do Beat'em Up!) e do Pedro Marinelli, e que tem como foco histórias de senhores e senhoras de idades com passados interessantes que tem que voltar a ativa. São ex-espiões, ex-assassinos, ex-agentes, que por alguma razão devem meter a mão na massa novamente, apesar de todos os problemas que devem enfrentar devido a sua idade (reumatismo, artrite, problema de coração).
O jogo consiste em um PDF de 34 páginas de leitura bem rápida e entretida. Vale um destaque ao cuidado visual do jogo, que é excelente, melhor que muito jogo feito por grandes editoras. Como o texto do jogo em si não podia passar de 4 mil palavras, ele é bem direto e objetivo.
Anacrônicas é um jogo de RPG divertido e simples, feito para o Game Chef Brasil de 2013, pelo Daniel Sant'Anna (o mesmo do Beat'em Up!) e do Pedro Marinelli, e que tem como foco histórias de senhores e senhoras de idades com passados interessantes que tem que voltar a ativa. São ex-espiões, ex-assassinos, ex-agentes, que por alguma razão devem meter a mão na massa novamente, apesar de todos os problemas que devem enfrentar devido a sua idade (reumatismo, artrite, problema de coração).
O jogo consiste em um PDF de 34 páginas de leitura bem rápida e entretida. Vale um destaque ao cuidado visual do jogo, que é excelente, melhor que muito jogo feito por grandes editoras. Como o texto do jogo em si não podia passar de 4 mil palavras, ele é bem direto e objetivo.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Comprando RPGs Print on Demand - Lulu.com, RPGNow, e Outros
Hoje em dia temos uma infinidade de opções de jogos por aí. Desde livros de grandes editoras e conglomerados de entretenimento como a Hasbro (Wizards of the Coast) e a Fantasy Flight, passando por pequenas editoras nacionais, como a Redbox e a Retropunk, até mesmo jogos feitos por um autor solitário, de forma totalmente independente.
Graças às facilidades da vida modernas, qualquer um consegue botar seu jogo para fora do armário, no mundo. Uma das coisas mais legais nos últimos tempos é a possibilidade de imprimir livros por demanda. Assim, ao invés de ser obrigado a fazer uma tiragem de mil livros, e gastar uma grana com isso, um autor pode colocar seu livro em um site que disponibiliza um serviço de impressão individual por comprador, eliminando a necessidade de um grande investimento inicial para viabilizar a produção do jogo. Ou seja, basta você ter uma boa ideia para um jogo, criá-lo e colocá-lo na internet que centenas de pessoas poderão apreciá-lo.
Graças às facilidades da vida modernas, qualquer um consegue botar seu jogo para fora do armário, no mundo. Uma das coisas mais legais nos últimos tempos é a possibilidade de imprimir livros por demanda. Assim, ao invés de ser obrigado a fazer uma tiragem de mil livros, e gastar uma grana com isso, um autor pode colocar seu livro em um site que disponibiliza um serviço de impressão individual por comprador, eliminando a necessidade de um grande investimento inicial para viabilizar a produção do jogo. Ou seja, basta você ter uma boa ideia para um jogo, criá-lo e colocá-lo na internet que centenas de pessoas poderão apreciá-lo.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
O que D&D e jogos "Indies" têm em comum?
Algumas pessoas podem olhar o título dessa postagem e, imediatamente, falar: NADA! Mas eu vou tentar mostrar que não é bem assim, e que os jogos ditos mais "modernosos", tem sim, muito, em comum com o primeiro jogo de RPG criado, o Dungeons & Dragons. Mas, antes de tudo, é importante deixarmos algumas coisas mais claras, como o que eu quero dizer por "Jogos Indies" e a qual "Dungeons & Dragons" eu estou me referindo.
Por "Jogos Indies", eu me refiro a esses RPGs que vem se tornando cada vez mais populares e aceitos entre os jogadores e mestres de RPG nos últimos anos. Jogos que, geralmente, focam em gêneros bem específicos, trazem poucas regras, estimulam o improviso, tratam os personagens de forma mais geral, ao invés de detalha-lo a fundo e outras coisas. São RPGs que usam as regras apenas como guias e focam na narrativa. O termo "Indie" vem de independente, já que, em sua maioria, são jogos criados por jogadores, como eu e você, não ligados a uma editora específica. Aliás, muitas micro editoras surgiram graças a esses jogos (afinal, hoje em dia, bastar você ter um computador que você pode se tornar uma editora). O fato é que esse termo passou a ser usada, seja correta ou incorretamente, para praticamente qualquer jogo mais "diferente" do comum, não tão famoso, que trás alguma "inovação" ao jeito de jogar que estamos normalmente acostumados.
terça-feira, 20 de março de 2012
"Old School" não é Anti "New School"
Ultimamente tenho feito algumas postagens sobre RPGs chamados de Old School e acabei percebendo que algumas pessoas tem uma idéia equivocada desse tipo de jogo e das pessoas que curtem ele. RPGs Old School e os seus jogadores gostam sim de um estilo mais antigo de jogo, de regras mais simples mas não quer dizer que eles também não gostem de jogos mais novos. É importante entender que a afirmação de uma coisa não significa, necessariamente a negação de outra.
Eu mesmo, por exemplo, gosto e jogo RPGs considerados Old School, Indies e outros mais conhecidos (seria Main Stream o termo?). Atualmente tenho uma campanha de The One Ring (um RPG no mundo do Senhor dos Aneis que lançou agora em 2011), estou para jogar uma de Pathfinder e para mestrar outra de um Retro-Clone (não sei se Labyrinth Lord ou Adventurer Conqueror King System). Isso sem falar que de vez em quando jogo um Fiasco entre umas cervejas aqui em casa. Ou seja, gêneros e estilos de RPG totalmente diferentes convivendo pacificamente e eu gosto de todos eles.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Resenha - Dungeon World - Onde o Old School encontra o Indie
Aurel, Dargo e Lihana sabiam que encontrariam coisas esquisitas em seu caminho, mas aquilo já era demais. Uma criatura sem forma com diversos olhos de várias cores, centenas de bocas e um fedor de batata podre. Estavam no tempo perdido de Nazok'Anul há alguns dias, cansado, sujos e perdidos. Mas agora sabiam que o procuravam estava no salão atrás da criatura horrenda e tinham que arrumar um jeito de passar por ela.
O que aconteceria se pegássemos elementos do RPG mais cultuado do mundo, mecânicas narrativas contemporâneas dos RPGs indies e estilo Old-School de construir aventuras e batêssemos tudo em um liquidificador? A resposta parecer ser Dungeon World, o hack de Apocalypse World de Vincent Baker feito por Sage Latorra e Adam Koebel.
Primeiramente cabe avisar que essa resenha é feita com base no Dungeon World Basic versão PDF. Essa versão não é a versão final do jogo, que deve sair mais para frente, ainda esse ano. Ela é composta de um livro de 120 páginas em preto e branco, e alguns "playbooks" que são uns panfletos com as fichas dos personagens, e resumo das regras.
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