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quarta-feira, 6 de abril de 2016
"Oh, Meu Deus! Um Transgênero no RPG!" - Sim, e daí?
Parece que as redes sociais (nas comunidades de RPG) entraram em euforia, pânico, cataclisma, caos ou sei lá o que ontem. Tudo por causa de um NPC quase sem importância em um jogo de computador baseado em RPG de mesa ser Transgênero. Ao que parece, uma porção de gente está revoltadíssima por terem "invadido" o reduto másculo, hétero, viril, puro, sacrossanto, ilibado dos seus jogos de fantasia com a temida, terrível, ditadorial "idelogia de gênero".
Fala sério, né? Esse pessoal não tem mais o que fazer não? Tanta coisa que eles podem fazer na vida e eles vão reclamar da aparição de um mísero personagem, por alguns segundos, em um jogo de fantasia, que difere do ideal de masculinidade deles? Eu nem queria falar desse assunto. Acho que já foi dito muito e até me sinto chovendo no molhado, mas como um amigo insistiu para que eu abordasse isso aqui no blog, vamos lá.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Precisamos mesmo falar de regras quando encontramos outro RPGista?
Olá, eu sou o Jrol Lima! Quando fiz meu primeiro artigo para o Pontos de Experiência eu queria fazer algo como dar dicas para jogadores e mestre, mas ultimamente a vida de superstar desenhador de tirinhas (por favor não me agarrem) tem me deixado muito ocupado e distante da parte jogável do RPG e isso me fez sentir que os textos de dicas soariam falso. Então, como o personagem do jogador chato que é atingido pelo misterioso raio em um dia claro e sem nuvens, eu fui atingido pela lembrança do porquê que pedi ao Diogo Nogueira uma oportunidade de publicar textos aqui no site dele: Eu sentia falta de escrever!
Escrever sobre RPG sem estar mais tão ligado no assunto é quase como escrever um diário de memórias. O fato de não jogar e quase não ler livros do assunto me fazem um RPGistas mais de “antigamente”, um de lembranças, porém isso não faz com que eu deixe de ser um jogador, mestre e apreciador.
Por conta desse meu afastamento não sou grande conhecedor de sistemas. Basicamente eu domino naturalmente apenas dois: o finado AD&D (nunca consegui abandonar ele pros D&Ds mais novos) que joguei por mais de uma década e o Daemon (que sempre me fazia cair na página daquele emulador de disco quando procurava por algo sobre ele na internet). Outros como Storyteller, D20 System e GURPS conheço apenas o fundamental, entretanto isso não me faz sentir menos ou mais RPGista que ninguém. Por anos fique limitado financeiramente a esses dois, mas nunca me senti limitado, sabem? Eles eram suficientes para contar todas as histórias que eu queria.
Escrever sobre RPG sem estar mais tão ligado no assunto é quase como escrever um diário de memórias. O fato de não jogar e quase não ler livros do assunto me fazem um RPGistas mais de “antigamente”, um de lembranças, porém isso não faz com que eu deixe de ser um jogador, mestre e apreciador.
Por conta desse meu afastamento não sou grande conhecedor de sistemas. Basicamente eu domino naturalmente apenas dois: o finado AD&D (nunca consegui abandonar ele pros D&Ds mais novos) que joguei por mais de uma década e o Daemon (que sempre me fazia cair na página daquele emulador de disco quando procurava por algo sobre ele na internet). Outros como Storyteller, D20 System e GURPS conheço apenas o fundamental, entretanto isso não me faz sentir menos ou mais RPGista que ninguém. Por anos fique limitado financeiramente a esses dois, mas nunca me senti limitado, sabem? Eles eram suficientes para contar todas as histórias que eu queria.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Jogando com personagens malignos
Venha para o lado negro da força... você vai gostar!
Costumeiramente, quando jogamos RPGs, assumimos o papel dos mocinhos, dos heróis, daqueles que vão por aí ajudando os outros. A maioria dos jogos assume que é este o papel que vamos exercer, mas não necessariamente dever ser desta forma. Talvez o seu grupo de jogadores tenha decidido criar personagens pouco "éticos" ou mesmo malignos, ou talvez, durante o jogo, as coisas tenham desencaminhado em uma direção mais sombria e os personagens decidiram abraçar o lado negro da força. Enfim, conduzir campanhas com personagens malignos ou "não tão bonzinhos" é um pouco diferente e requer alguns cuidados.
É muito fácil cairmos na armadilha de que em uma campanha com personagens malignos eles irão matar uns aos outros, botar fogo em tudo que encontrarem, sabotarem as pessoas que confiam neles e coisas do tipo. Em pouco tempo, a campanha se explode e os próprios jogadores se voltam um contra os outros sem a história progredir muito. Sendo assim, é legal repararmos em algumas dicas e ideias para deixar esses jogos mais interessantes duradouros e sustentáveis.
Costumeiramente, quando jogamos RPGs, assumimos o papel dos mocinhos, dos heróis, daqueles que vão por aí ajudando os outros. A maioria dos jogos assume que é este o papel que vamos exercer, mas não necessariamente dever ser desta forma. Talvez o seu grupo de jogadores tenha decidido criar personagens pouco "éticos" ou mesmo malignos, ou talvez, durante o jogo, as coisas tenham desencaminhado em uma direção mais sombria e os personagens decidiram abraçar o lado negro da força. Enfim, conduzir campanhas com personagens malignos ou "não tão bonzinhos" é um pouco diferente e requer alguns cuidados.
É muito fácil cairmos na armadilha de que em uma campanha com personagens malignos eles irão matar uns aos outros, botar fogo em tudo que encontrarem, sabotarem as pessoas que confiam neles e coisas do tipo. Em pouco tempo, a campanha se explode e os próprios jogadores se voltam um contra os outros sem a história progredir muito. Sendo assim, é legal repararmos em algumas dicas e ideias para deixar esses jogos mais interessantes duradouros e sustentáveis.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
RPG combina com... TODO MUNDO!
Eu sei. Esse aqui é um blog focado em conteúdo para RPG. Sempre me preocupei em publicar resenhas, reportes de jogo, dicas para mestres e jogadores, material para ser usado na mesa, reflexões sobre a natureza e a atividade do nosso hobby mas, às vezes, é importante falar de coisas como comportamento e sociedade, algo inerente ao RPG, já que este é um jogo social, que forma caráter, que faz parte de nosso crescimento como pessoa, mesmo sendo "apenas um jogo".
O assunto da semana tem sido o Sexismo no RPG e ele se evidenciou depois de uma página (e depois outras a acompanharam compartilhando o conteúdo que foi "SPAMado" em quase todas as comunidades de RPG no Facebook - na OSR Brasil não foi porque já tinha banido os manés que fazem SPAM da tal página há bastante tempo) publicou uma imagem de um decote feminino, com seis avantajados e um cordão no formato de um d20. Até aí, nada demais certo? Não sei, mas a coisa piora muito se prestarmos atenção no contexto e na frase com que a imagem foi compartilhada.
O assunto da semana tem sido o Sexismo no RPG e ele se evidenciou depois de uma página (e depois outras a acompanharam compartilhando o conteúdo que foi "SPAMado" em quase todas as comunidades de RPG no Facebook - na OSR Brasil não foi porque já tinha banido os manés que fazem SPAM da tal página há bastante tempo) publicou uma imagem de um decote feminino, com seis avantajados e um cordão no formato de um d20. Até aí, nada demais certo? Não sei, mas a coisa piora muito se prestarmos atenção no contexto e na frase com que a imagem foi compartilhada.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Subindo de nível com moedas de ouro e comportamento no seu jogo
Uma das coisas que, para mim, mais caracterizam o estilo Old School de jogar jogos de fantasia estilo D&D antigo é a tendência a se evitar combates desnecessários, a exploração de ambientes (inclusive aposentos vazios), a negociação com NPCs e facções e a tentativa de se evitar encontros aleatórios. Algo que parece até estranho para um jogo que dá experiência por mostro derrotado né? Afinal, os jogadores querem passar de nível!
Aí que está. Até o surgimento da segunda edição do AD&D em 1989, os personagens recebiam a maior parcela dos seus pontos de experiência não por derrotar monstros, mas por encontrar tesouros perdidos e traze-los de volta à civilização. Isso, acreditem ou não, muda significativamente a maneira como as pessoas jogam o jogo, já que os jogadores, normalmente, tendem a buscar comportamentos que os ajudem a ser recompensados perdendo a menor quantidade de recursos possíveis.
Aí que está. Até o surgimento da segunda edição do AD&D em 1989, os personagens recebiam a maior parcela dos seus pontos de experiência não por derrotar monstros, mas por encontrar tesouros perdidos e traze-los de volta à civilização. Isso, acreditem ou não, muda significativamente a maneira como as pessoas jogam o jogo, já que os jogadores, normalmente, tendem a buscar comportamentos que os ajudem a ser recompensados perdendo a menor quantidade de recursos possíveis.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Jogando com Namorada(o) na mesa de jogo...
Há alguns dias escrevi um artigo sobre "O que não fazer quando há mulheres jogando", e tive um resposta bem positiva sobre ele. Em um dos comentários, Thiago Abdulmassih sugeriu um novo artigo, agora abordando um outro lado. Alguns conselhos para o pessoal que joga com sua namorada, ou namorado, marido, esposa, ficante, ou seja lá o que for, na mesa.
Pensando no assunto, eu elaborei uma pequena lista de conselhos para condutas de casais durante uma sessão de RPG. Obviamente essa situação não costuma causar tanto desconforto por aí, mas em alguns casos ela pode gerar algum incomodo quando o casal perde um pouco os limites, e esquece que não estão jogando sozinhos, e que aquela é uma atividade social, de grupo, e não de um par, exclusivamente. É claro que o contrário também pode acontecer, e um grupo de pessoas pode deixar os pombinhos bem incomodados ou desconfortáveis em determinadas situações. Mas vamos com calma.
Pensando no assunto, eu elaborei uma pequena lista de conselhos para condutas de casais durante uma sessão de RPG. Obviamente essa situação não costuma causar tanto desconforto por aí, mas em alguns casos ela pode gerar algum incomodo quando o casal perde um pouco os limites, e esquece que não estão jogando sozinhos, e que aquela é uma atividade social, de grupo, e não de um par, exclusivamente. É claro que o contrário também pode acontecer, e um grupo de pessoas pode deixar os pombinhos bem incomodados ou desconfortáveis em determinadas situações. Mas vamos com calma.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O que não fazer quando há mulheres ou QUALQUER outra pessoa jogando...
Pode parecer óbvio para muita gente (e para mim parece também), mas eu já vi muita gente se comportando de maneira totalmente bizarra, e muitas vezes ofensiva, na frente de jogadoras de RPG. Ou seja, muito do que eu vou escrever aqui é com base em experiência pessoal do que eu vi acontecendo por aí. Eu tenho uma esposa que joga RPG, e tenho amigas que volta e meia rolam uns dados no meu grupo (sem contar que temos uma Narradora também).
Isso sem falar nas dezenas de mulheres que eu conheci que pararam de jogar, ou que acham RPG algo idiota por comportamentos absurdos de alguns jogadores (minha esposa quando a conheci detestava RPG por causa de um grupo de homens que sempre colocava as personagens dela em situações em que seus peitos ficavam a mostra, por exemplo). Então, pensando no bem estar das mesas de jogo e das nossas amigas jogadoras e mestres de RPG, tentei fazer uma listo do que nós NÃO podemos fazer em uma mesa de jogo quando temos uma moça entre nós. Aliás, pensando melhor, essa lista serve para o que não se deve fazer com TODA e QUALQUER pessoa que joga RPG com a gente. Originalmente essa postagem foi feita pensando as mulheres somente, pois, com certeza, é o grupo de pessoas que mais facilmente conseguimos identificar sendo afetado com isso, mas isso vale para qualquer pessoa.
Isso sem falar nas dezenas de mulheres que eu conheci que pararam de jogar, ou que acham RPG algo idiota por comportamentos absurdos de alguns jogadores (minha esposa quando a conheci detestava RPG por causa de um grupo de homens que sempre colocava as personagens dela em situações em que seus peitos ficavam a mostra, por exemplo). Então, pensando no bem estar das mesas de jogo e das nossas amigas jogadoras e mestres de RPG, tentei fazer uma listo do que nós NÃO podemos fazer em uma mesa de jogo quando temos uma moça entre nós. Aliás, pensando melhor, essa lista serve para o que não se deve fazer com TODA e QUALQUER pessoa que joga RPG com a gente. Originalmente essa postagem foi feita pensando as mulheres somente, pois, com certeza, é o grupo de pessoas que mais facilmente conseguimos identificar sendo afetado com isso, mas isso vale para qualquer pessoa.
domingo, 2 de setembro de 2012
Como São Vistos os Aventureiros
Aventureiros, exploradores, caçadores de tesouros, mercenários, loucos, irresponsáveis, heróis... Os personagens dos jogadores em RPGs de aventura e fantasia, principalmente, são bem diferentes da imensa maioria da população dos mundos que pertencem. Pouquíssimos são aqueles dispostos a deixar a relativa segurança das comunidades para viajar a distâncias maiores que dois dias de viajem. O mundo não é como o nosso hoje, quando sabemos o que se encontra atrás das montanhas próximas ou qual o caminho mais rápido entre duas cidades. É o mundo em que o meio mais rápido de comunicação são as mensagens levadas a cavalo. Onde a livros são bens raros, que demoram anos para serem finalizados por escribas e monges copistas. O próprio alfabetismo é apenas para os privilegiados e a maioria da população é feliz apenas tendo onde viver e o que comer.
Por isso, e por outras razões, ser um aventureiro não é para qualquer um. Esta é uma profissão rara, que exige coragem, desapego, força de vontade, até mesmo um pouco de loucura. Afinal, quem em sã consciência deixaria sua família, amigos e lar para andar por um mundo povoado por bestas, demônios e coisas ainda piores. Dessa forma, não há nada mais natural do que as pessoas ditas "comuns" terem uma série de perspectivas diferentes dos bravos aventureiros.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Desabafo e Dicas para não ser um Orc
Infelizmente, a postagem de hoje não vai ser com dicas, sugestões, resenhas ou utilidades práticas para mesas de RPG. Talvez vá ser uma das postagens mais chatas que eu já fiz e vou fazer, mas cheguei a um ponto que não aguentei ficar mais calado. Não sei se estou com raiva, tristeza ou decepcionado, mas cansei dessas pessoas, dentro do nosso hobby, que querem aparecer e se mostrar os maiorais pisando em cima dos outros, fazendo piadinhas depreciativas gratuitamente, falando que fulano e fulano jogam errado e que não sabem nada.
Eu, sinceramente, esperava mais de nós, RPGistas. Afinal, somos alvo de preconceitos, violência e descriminação de muita gente que não entende o jogo. Sabemos o quanto é ruim sofrer agressão gratuita (não necessariamente física). Além disso, como para jogar RPG a gente se inspira muito em livros, lê os manuais de regras e busca conhecer mais dos universos fantásticos nos quais eles são baseados, acreditava que eramos um grupo um pouco mais esclarecido, com um cultura um pouco mais desenvolvida que a média. Sem contar que sendo o jogo uma atividade social, o natural seria aprendermos a viver em grupos, sociedade, sermos tolerantes e amigáveis uns com os outros. Bem, ledo engano meu.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
RPG é um Jogo Sério para Você?
Esse não é um post de dicas, mas de reflexão, de discussão e bate-papo. RPG é um jogo cooperativo, onde o objetivo principal não é ganhar (no sentido normal da palavra, que denota um ganhador e um perdedor), mas sim se divertir com amigos, conhecidos ou até mesmo com estranhos que sentam a uma mesa conosco para rolar dados e participar de uma história em que todos participam de sua criação (em maior ou menor grau).
Acontece que essa diversão pode ser alcançada de maneiras diferentes, dependendo do gosto e da disposição de cada um dos participantes. Alguns jogadores não querem nada além de monstros para derrotar e tesouros para recuperar. Outros querem participar de uma construção coletiva de uma história onde cada um interprete fielmente seu personagem, quase como em um teatro. Já outros querem apenas se divertir, dar algumas risadas e jogar um jogo com seus amigos. Nenhuma das três formas, ou qualquer outra, está mais certa ou mais errado do que a outra, na minha opinião, mas acho que é importante que saibamos que pessoas diferentes esperam coisas diferentes de uma mesma mesa de jogo.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Ferramentas inerentes a todo Narrador
Já escrevi algumas postagens sobre ferramentas e técnicas que todo narrador pode usar para melhorar suas mesas, mas, ainda, nunca falei das ferramentas inerentes que todo mestre possui e que, se bem utilizadas, podem deixar qualquer sessão memorável. E essas ferramentas nada mais são que a voz e a linguagem corporal que utilizamos para nos comunicar com nossos jogadores. Pode parecer pouca coisa, mas elas podem fazer uma diferença tremenda.
Começando pela voz, que é o instrumento musical mais antigo do mundo, é importante lembrar que podemos usá-la para representar melhor os personagens, dar um clima mais calmo, mais agitado, mais sombrio ou mais violento para o jogo. Quando estiver narrando uma cena em uma floresta secular, silenciosa, placida, é interessante manter o tom de voz baixo, a fala calma e pausada. Ao mesmo tempo, quando estiver narrando uma cena de batalha ou ação, levante o tom de voz, fale mais rápido, com mais energia e empolgação. Esse tipo de variação, com certeza, fará com que os jogadores entrem no clima do jogo e percebam como cada momento do jogo é diferente. Essa técnica oratória é muito utilizada por narradores orais e por grandes comunicadores e, por isso, pode e deve ser usada por nós.
terça-feira, 20 de março de 2012
"Old School" não é Anti "New School"
Ultimamente tenho feito algumas postagens sobre RPGs chamados de Old School e acabei percebendo que algumas pessoas tem uma idéia equivocada desse tipo de jogo e das pessoas que curtem ele. RPGs Old School e os seus jogadores gostam sim de um estilo mais antigo de jogo, de regras mais simples mas não quer dizer que eles também não gostem de jogos mais novos. É importante entender que a afirmação de uma coisa não significa, necessariamente a negação de outra.
Eu mesmo, por exemplo, gosto e jogo RPGs considerados Old School, Indies e outros mais conhecidos (seria Main Stream o termo?). Atualmente tenho uma campanha de The One Ring (um RPG no mundo do Senhor dos Aneis que lançou agora em 2011), estou para jogar uma de Pathfinder e para mestrar outra de um Retro-Clone (não sei se Labyrinth Lord ou Adventurer Conqueror King System). Isso sem falar que de vez em quando jogo um Fiasco entre umas cervejas aqui em casa. Ou seja, gêneros e estilos de RPG totalmente diferentes convivendo pacificamente e eu gosto de todos eles.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Pensamentos Sobre Nomes de Personagens
Há alguns meses atrás eu li um artigo no blog Big Ball of No Fun (muito bom diga-se de passagem) que falava sobre nomes dos personagens dos jogadores. Ele questionava o por quê dos jogadores terem a possibilidade de escolher o nome dos seus personagens, se eles mesmos não puderam escolher seus próprios nomes. Isso me pareceu um tanto radical, apesar de fazer algum sentido. Os personagens são criação dos jogadores e eles deveriam ter direito de criar o nome deles também, certo?
Certo, mas vamos pensar um pouco mais sobre o assunto. Atores interpretam personagens de maneira que, muitas vezes, eles são tão criadores dos mesmo quanto os autores do roteiro. Eles criam a maneira como o personagem fala, se veste, se expressa e as vezes mudam suas falas e cenas, mas, mesmo assim, eles estão presos ao nome que foi dado ao personagem. Isso torna o trabalho deles menos valioso? Eu acho que não.
Mas por que eu disse isso? Eu sou contra jogadores escolherem o nome dos seus personagens? Bem, sim e não. Deixa eu explicar melhor.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ajude seu GM a contar a história!
A maioria das vezes eu tento dar alguma dica para narradores, mas, hoje, vou tentar passar alguma coisa para os jogadores. Eles também podem fazer muito para melhorar qualquer mesa por aí.
Já se foi a época em que o GM tinha poder absoluto e decidia tudo na mesa, aliás, ainda bem, né? Existem até jogos, como o Fiasco, em que não há mestres na mesa e a narração fica por conta de todos os jogadores. O mais comum no entanto é o poder narrativo ser um pouco compartilhado. Assim, em alguns momentos, a função de narrar o que acontece no jogo passa do GM para os jogadores. Isso pode acontecer no meio da narrativa do mestre, quando o jogador propõe uma ação e é bem sucedido no teste, ou até depois da aventura, quando os jogadores em turno dizem o que seus personagens fazem e o que acontece até a próxima empreitada. Mas como você pode ajudar o seu mestre com isso? Simples, faça esses momentos em que você narra valerem a pena.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Modos à Mesa... de RPG.
Muitas dicas são dadas de como criar aventuras mais divertidas, como fazer personagens memoráveis, como transformar sua campanha em um épico e outras coisas. Mas pouca coisa é dita sobre como se portar em mesas de RPGs. Apesar de parecer uma assunto chato, ele é muito importante, principalmente para frequentadores de encontros, nos quais você geralmente joga com pessoas que você não conhece direito. Já diz o ditado, "a primeira impressão é a que fica".
Antes de mais nada, devemos nos lembrar que estamos indo jogar para se divertir, assim como todas as outras pessoas. Mas a nossa diversão não é mais importante que a de ninguém. Como qualquer evento social, ainda mais no RPG, o bem estar de cada participante depende dos outros. Assim, devemos nos conter em alguns momentos para deixar que a diversão de ninguém seja atrapalhada. Aqui vão algumas dicas, que embora pareçam óbvias para muitas pessoas, pode não ser para tantas outras.
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