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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Polícia dos Jogos - Quem precisa desses caras?

Quem nunca viu aquele chato que vem dizer que o jogo tal é uma porcaria? Ou que não se joga dessa ou daquela forma? Ou que se você não estiver fazendo isso ou aquilo não está realmente jogando RPG (ou Board Game, ou Card Game, ou qualquer outro jogo)? Pois é, esses caras estão por toda a parte, e as vezes eu mesmo me pego tentando "corrigir" alguém na maneira ou no estilo delas jogarem. Eu tento muito não fazer isso, e dizer apenas que eu prefiro jogar de tal maneira. No entanto, tem muita gente por aí que não se segura pra colocar o dedo na cara dos outros pra falar "você está jogando errado".

Mas por que diabos as pessoas fazem isso? Quem decretou a criação de Polícia da Diversão? Aliás, quem nomeou esses chatos para esses cargos tão ingratos? Provavelmente ninguém. Essas pessoas são como déspotas que tentam justificar sua autoridade por si sós. Quem as contraria ou discorda delas está errado e deve ser crucificado, ridicularizado, e a todo custo deve-se provar sua "ignorância" nem que precisem recorrer a falácias e xingamentos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que o RPG fez para mim?

O meu primeiro RPG
Há alguns dias, um jornal de Vitória publicou uma matéria um tanto infeliz. Um menino de 16 anos cometeu suicídio e, aparentemente, disseram que ele tinha se envolvido com uma seita satânica ou algo assim. O jornal, então, fez uma reportagem para alertar os pais de possíveis seitas que seus filhos podiam se envolver e os perigos por trás delas. Seja lá por qual motivo (desinformação, má fé, simples burrice), o RPG foi citado como uma seita que pudesse levar uma pessoa a cometer esse tipo de ato. Não demorou muito para que centenas de pessoas se mobilizassem na internet, enviando mensagens para o jornal (uma tão infelizes quanto a matéria, infelizmente). Dias depois o jornal se retratou, desassociando o RPG do satanismo, e publicando o depoimento de algumas pessoas.

Eu não participei da movimentação, admito. Achei tão absurdo e ridículo que fiquei parado. Mas acho que deveria ter feito algo, e é sobre isso que é essa postagem. Quero fazer o inverso que o artigo, mas falando sobre minha experiência pessoal. Eu já escrevi uma postagem falando dos diversos benefícios que o RPG pode trazer a uma pessoa, mas essa será sobre os benefícios que ele trouxe à minha pessoa.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Desabafo e Dicas para não ser um Orc

Infelizmente, a postagem de hoje não vai ser com dicas, sugestões, resenhas ou utilidades práticas para mesas de RPG. Talvez vá ser uma das postagens mais chatas que eu já fiz e vou fazer, mas cheguei a um ponto que não aguentei ficar mais calado. Não sei se estou com raiva, tristeza ou decepcionado, mas cansei dessas pessoas, dentro do nosso hobby, que querem aparecer e se mostrar os maiorais pisando em cima dos outros, fazendo piadinhas depreciativas gratuitamente, falando que fulano e fulano jogam errado e que não sabem nada.

Eu, sinceramente, esperava mais de nós, RPGistas. Afinal, somos alvo de preconceitos, violência e descriminação de muita gente que não entende o jogo. Sabemos o quanto é ruim sofrer agressão gratuita (não necessariamente física). Além disso, como para jogar RPG a gente se inspira muito em livros, lê os manuais de regras e busca conhecer mais dos universos fantásticos nos quais eles são baseados, acreditava que eramos um grupo um pouco mais esclarecido, com um cultura um pouco mais desenvolvida que a média. Sem contar que sendo o jogo uma atividade social, o natural seria aprendermos a viver em grupos, sociedade, sermos tolerantes e amigáveis uns com os outros. Bem, ledo engano meu.