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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ser ou Não Ser um Mestre Carrasco? (Ou Desafiando Jogadores)

Eu não sei se acontece com vocês, ou com outros mestre que vocês conhecem, principalmente aqueles mais fãs dos jogos Old School, mas volta e meia sou tachado de carrasco e matador de jogador. Na grande maioria das vezes de forma de piada, brincadeira, e tal. Mas algumas pessoas ainda falam comigo, de vez em quando, com um ar um pouco superior, dizendo que "não mato personagens a toa, pelo bem da história".

Desculpa? Mas que bem? De que história? E de quem é a história? Você está contando a história que quer, onde acontece como você quer, ou está criando ela na hora, juntos com os jogadores, e os dados (que é o processo normal de um RPG e não um filme, por exemplo). Mas antes de mais nada, vou ser sincero. Eu não mato jogador, mas também não salvo. "Let the dice fall where they may", o que quer dizer que eu deixo os dados criarem a história com seus resultados, assim como criamos com as nossas escolhas. A surpresa, o caos, e o "poder oracular" dos dados tem um grande valor, até mesmo para construir uma história (e não simplesmente contar uma do jeito que eu quiser).

sábado, 8 de setembro de 2012

Sendo um Jogador Melhor - Personagens

O que faz de um jogador de RPG um bom jogador? Uma pessoa com que você jogue um vez, em um encontro, e queria jogar mais vezes com ele, chamá-lo para o seu grupo, começar uma campanha e tudo mais? Talvez, uma das coisas, seja a capacidade dele não ser ele mesmo. É isso mesmo. A capacidade dele esquecer quem ele é e se tornar uma outra pessoa no jogo, criando um personagem e agindo como se fosse esse personagem. Afinal, é sobre isso que é o RPG, não é?

Mas isso não é tão fácil como parece. Se desvincilhar de você mesmo e assumir, completamente, uma outra persona é extremamente difícil. É claro que não precisamos chegar ao ponto de desenvolver distúrbios de personalidade dupla, mas a ideia é quase essa. As duas personalidades, a sua e a de seu personagem, não se cruzam, elas não tem o conhecimento que a outra tem, e pensam de formas diferentes dos mesmos assuntos. Seu personagem é uma outra pessoa, com seus próprios sentimentos, opiniões e conhecimentos.

Infelizmente não há um guia infalível para construções de personagens perfeitos. Eu não sou um dramaturgo profissional e renomado para dar um curso sobre isso, mas acho que posso passar algumas dicas que aprendi, em diversos lugares e na prática, para criar personagens interessantes de se conhecer e de se jogar. Usem algumas, todas ou simplesmente vejam o que querem de cada uma e o que não querem.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Post Convidado - A importância do PDM "Peculiar"

A postagem de hoje é de autoria de um amigo RPGista. O nome dele é Luciano Dodaro e ele é um dos fundadores de um grupo novo de RPG aqui no Rio de Janeiro, o Dungeon Carioca. Esse artigo é sobre a criação e utilização de NPCs (ou PDMs, como ele se refere).

Na minha opinião a criação de PDM's é a contribuição mais saudável que o mestre dá ao jogo. Sei que o livro dos monstros (principalmente se você tiver vários volumes e suplementos) tem PDM's prontos para ocupar os personagens por longos e longos períodos, mais um PDM detalhado é a cereja do bolo de qualquer campanha.

Jogadores tendem a dar mais seriedade quando aquele estranho que quer compartilhar a fogueira e comida na estrada, tem nome e peculiaridades. "Meu nome é Danthos da casa dos Redwines. - Diz o humano de pele acobreada com uma cicatriz que rasga desde a sombrancelha direita até a ponta do queixo."

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Erros e Consistência no Jogo


É inevitável, ainda mais quando começamos a jogar um sistema novo e diferente, mais cedo ou mais tarde cometeremos um erro. Pode ser uma interpretação errada das regras, esquecimento de um detalhe da história, ou simplesmente escolha ruins que levam a erros que afetam a campanha de uma maneira profunda. E aí, tempos depois percebemos que as coisas poderiam ser bem diferentes se a regra "X" tivesse sido aplicada ao invés da "Y" ou se tivéssemos lembrado que os monstros não tinham como ter entrado na caverna já que a passagem era muito pequena para eles passarem. E então, o que fazer? Basicamente temos duas opções.