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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Piratas nos RPGs! - Especial "Dia de Falar como um Pirata"

Yarrr, seus cães sarnentos! Larguem essas garrafas de rum e prestem atenção! Hoje é o Dia de Falar como um Pirata e o blog Pontos de Experiência preparou uma postagem especialmente para falar sobre alguns jogos que funcionam muito bem para campanhas e aventuras envolvendo essas pragas dos mares!

Na maioria dos jogos, os jogadores costumam interpretar os mocinhos, bonzinhos e perfeitos que lutam contra o mal e blá, blá, blá, o que os coloca, costumeiramente, contra os piratas. Hoje, no entanto, vamos falar de jogos em que você pode jogar com o outro lado (não necessariamente sendo a pior raça de piratas possível, afinal, alguns deles tem um código de honra). Obviamente, com um bom mestre e um grupo criativo, qualquer RPG pode ser usado para uma campanha com piratas, mas tem alguns jogos que funcionam especialmente bem para isso e já preveem esse tipo de jogo em seu sistema/cenário. Abaixo cito 5 sistemas apropriados para o tema e depois 5 ganchos de aventuras que podem ser usadas com qualquer um deles!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Usando Barbarians of Lemuria em outros Jogos - Carreiras para Old Dragon e outros jogos da OSR

Old Dragon e outros jogos da OSR (baseados nas edições clássicas do jogo de fantasia original) não costumam possuir um sistema de perícias como padrão do jogo. Embora alguns deles tenham sistemas opcionais para tanto, a maioria faz uso do Testes de Atributos, que funcionam com um potencial geral do personagem em diversas esferas, ao invés de depender de uma lista mais detalhada de perícias.

Eu, sinceramente, prefiro uma abordagem mais solta e menos específica das habilidades dos personagens. Acredito que isso dê mais liberdade e incentive a criatividade dos jogadores, mesmo que não seja tão realista. Um jogo que faz um misto das duas abordagens com maestria, e ainda ajuda a criar um histórico para o personagem, é o Bárbaros da Lemúria. Nesse jogo, os personagens possuem carreiras ao invés de perícias específicas, que ditam o tipo de habilidades que eles são mais proficientes. Por exemplo, um personagem com a carreira "Mercenário" teria conhecimento tático de combate, uma certa habilidade em negociações, provavelmente alguns contatos, graças a trabalhos anteriores, e quaisquer outras capacidades que pudessem ser justificadas pelo seu passado como mercenário.

domingo, 24 de março de 2013

Insanos de Lemuria - Sanidade no sistema do Barbarians of Lemuria

Barbarians of Lemuria é um RPG de Espada e Feitiçaria muito legal, sobre o qual já falei bastante aqui, e com o qual mantenho uma mesa de jogo. Mas, pensando em outros usos para o sistema, e tentando levar o clima de Espada e Feitiçaria para encontrar a Fantasia Estranha, com seres alienígenas e coisas que a mente humana jamais deveria presenciar, achei que seria interessante criar uma regra para Sanidade neste jogo.

Geralmente, em histórias de Espada e Feitiçaria, os personagens até encontram seres bizarros, demônios e entidades de outros planos, mas geralmente as enfrentam com sangue e aço, ou simplesmente fogem como podem dessas criaturas. Especialmente, porque esses personagens são os heróis e tem um resistência quase sobrenatural, mas os aventureiros mais comuns, e, em um mundo de Fantasia Estranha, quase todos, não são tão resistentes à visão dessas atrocidades e criaturas sinistras.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Psiônicos de Lemuria - Regra de Psionismo para Barbarians of Lemuria

Barbarians of Lemuria é um dos RPGs mais simples, versáteis e divertidos que eu já conheci. Ele, ao mesmo tempo, oferece uma série de opções para criação de personagens, e consegue manter o sistema bem intuitivo e básico. Além disso, ele é facilmente adaptável para qualquer gênero, visto as versões do jogo já publicadas e a publicar, como o Honor + Intrigue (que ambienta o jogo no século XVIII fantástico, um cenário de capa e espada misturado com espada e feitiçaria), o Barbarians of the Aftermath (ambientado em um futuro pós apocalíptico, com mutantes, tecnologia avançada), o Dogs of War (baseado nas grandes guerras mundiais), Dicey Tales (que é uma revista do sistema, focado em cenários pulp para o jogo), e o Cavaliers of Mars (trazendo uma ambientação de Sword & Planet para o jogo, estilo John Carter de Marte), ainda a ser lançado.

Aliás, muitas dessas variações trazem regras alternativas interessantes que podem ser facilmente adicionadas ao básico Barbarians of Lemuria. Inclusive, o Barbarians of the Aftermath trás uma parte rápida sobre psionismo, mas eu achei que faltou um pouco mais de profundamente e explicação de como aquilo funcionaria (o livro basicamente diz que funciona como a feitiçaria). Assim, querendo incluir nos meus jogos essa opção, resolvi eu mesmo criar as regras para um sistema de poderes psiônicos. Abaixo começarei a explicar como isso vai funcionar e, quem sabe, farei um PDF com essas regras depois.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Reporte - Bárbaros da Era Hiboriana - O Crânio de Gullah - Parte II

Continuando o reporte que começou nessa postagem, o nosso grupo se reuniu no domingo passado para terminar a aventura nas Terras Pictas. Entretanto, tivemos alguns imprevistos. Primeiro, só um dos três jogadores que participaram da última sessão, que terminou no meio de uma aventura, apareceu. Os outros dois tiveram imprevistos e tiveram que faltar. Além disso, entraram duas novas pessoas para o grupo. Assim, eu tinha que dar um jeito em dois personagens e encaixar outros dois. Mas, tudo bem, eu ia contar com a ajuda dos próprios jogadores para isso.

Os novos integrantes, então, fizeram personagens juntos, e em contato comigo e com o antigo jogador. Assim, a medida que eles foram criando, nós íamos amarrando as histórias e fazendo algumas interligações entre elas. O sistema de carreiras do Barbarians of Lemuria funcionou muito bem para isso, ajudando eles a traçar uma história para cada um, dando ideias de como os personagens acabariam se conhecendo. No final, foram criados dois personagens: Rurik, um Cimeriano bem diferente, capturado quando criança por Hiperboreanos, feito escravo (pelos mesmos senhores de Hashin e Sveinssonir), mas acabou servindo um feiticeiro, do qual aprendeu um pouco sobre feitiçaria (e sobre a descendência Atlanteana dos Cimérios) e  o acabou matando, e fugindo com seus segredos; e Krum, um pirata mercenário de Ilhas Barachan, sempre a procura de oportunidade para conseguir ouro, mulheres e diversão. Os dois estavam juntos, já que Rurik o contratara e sua tripulação para procurar artefatos antigos, o que os acabou levando para as Terras Pictas, e, por coincidência, ao mesmo local em que Sveinssonir, Medek, Hashin e o feiticeiro farsante estavam.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Reporte - Bárbaros da Era Hiboriana - O Crânio de Gullah - Parte I

Como vocês sabem, estou jogando uma mesa de Barbarians of Lemuria ambientado na Era Hiboriana (o mundo do Conan). Já relatei aqui como foi a primeira aventura, A Tumba de Tuhan, com bastante exploração, emoção, perseguições, armadilhas e monstros bizarros. Bem no estilo das histórias pulp de fantasia. Na última sessão começamos mais uma aventure, continuando de onde tínhamos parado.

Nesse jogo, quanto termina uma aventura, e antes de começar a seguinte, os jogadores devem contar uma história sobre o que aconteceu nesse meio tempo, o que eles fizerem entre uma aventura e outra, como eles se separaram de seus tesouros (seja comprando coisas, gastando em jogatina, sendo roubados, ou qualquer coisa divertida), e, se tiverem alguma ideia, fornecer ganchos para futuras aventuras (aliás, a premiação de experiência, chamada de "Advancement Points", depende dessa narrativa). Então, como terminamos a primeira aventura com eles escapando da Tumba de Tuhan e se descobrindo cercados por uma tribo de Pictos eles tinham que contar uma história sobre o que aconteceu depois.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Tumba de Tuhan - Reporte Comentado

Eu tenho tido o costume de fazer reportes meio romanceados das minhas sessões de RPG aqui pelo blog. Fiz isso com uma campanha inteira de "O Um Anel", que durou um ano, e comecei a fazer isso para a minha campanha de Barbarians of Lemuria, ambientada na Era Hiboriana. Eu faço isso porque acho legal ter o registro das aventuras que jogamos e fica legal ver como o jogo se traduz bem em uma narrativa (é bom os jogadores verem como seus personagens aparecem nas histórias).

Só que uma coisa que fica faltando, é um relato de como foi o jogo em si, o porque das minhas escolhas dentro da história, o que levou o jogo a determinados rumo, e uma análise mais crítica de como foi a sessão em si. Isso pode ser útil para nós, mestres (e jogadores que querem se tornar mestres) trocarmos experiências, técnicas e maneira de lidar com as situações que surgem durante o jogo. Por isso, vou fazer hoje um relato mais de fora da última aventura que mestrei, a "Tumba de Tuhan", usando o sistema do Barbarians of Lemuria.

domingo, 2 de dezembro de 2012

GM Screen para Barbarians of Lemuria

Há algumas semanas eu fiz um resenha do RPG Barbarians of Lemuria, um jogo simples, rápido e flexível (já tem diversas adaptações por aí), voltado para o gênero Espada e Feitiçaria (Sword & Sorcery). Fiz, também, uma ficha de personagem customizada para usar na minha campanha (que se passa na Era Hiboriana, como podem ver no conto que fiz baseado em uma aventura dela). Agora, chegou a hora de compartilhar a GM Screen que eu fiz para usar no jogo.

Eu sei que o sistema é simples e tudo mais, mas é sempre útil ter umas informações bem na sua frente na hora que você precisa, sem precisar abrir o livro de regras. Aliás, essa divisória tem praticamente todas as regras do livro, inclusive as regras de conjuração de magia, alquimia e poder da fé dos sacerdotes e druidas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Crônicas da Era Hiboriana - A Tumba de Tuhan - Parte II


Os três cavalgaram por algumas horas, até perderem de visão a cidade entre as colinas. Ao oeste deles o Rio Shirki corria para o sul, suas águas caudalosas, mas não tanto quanto há alguns meses. Agora, longe dos olhos curiosos, Hashin pegou novamente o mapa que compraram do ancião e o estudou melhor. Pelo que conseguia entender dos desenhos e dos símbolos, que se assemelhavam ao Stygiano, no qual era alfabetizado, a tal tumba ficaria a noroeste, nas colinas próximas do Monte Golmira.

Sendo assim, o grupo precisava atravessar as águas do Shirki, e a ponte mais próxima ficava, justamente, na cidade de onde acabavam de fugir. Precisariam, então, encontrar uma passagem onde as águas fosse mais rasas. Passou-se quase o dia todo, até que chegaram a um ponto que julgavam ser o mais propício para a travessia.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Crônicas da Era Hiboriana - A Tumba de Tuhan - Parte I



Era noite quando Almeric, um Bretunio mercenário que viera à Aquilônia em busca de ouro, Hashin K'dhar, Um Vendhiano estudioso em busca de relíquias e ruínas antigas, e  Sveinsonir, um Asgardiano que jurou proteger Hashin depois que esse o ajudou a fugir de seus inimigos, sentavam a mesa de uma estalagem na cidade de Tanasul, a beira do Rio Shirki. O silêncio das ruas era quebrado com os bravados dos homens e risadas das meretrizes que tentavam agradar sua clientela.

Os três andavam juntos há alguns meses, desde antes da tomada do trono de Aquilônia pelo cimério Conan. Com o passar do tempo e o fim das revoltas, os trabalhos de mercenários e seguranças foi diminuindo, e agora eles estavam em seus últimos leões de ouro. Sobre a mesa, cerveja e vinho de Bretúnia, acompanhado de carne de javali assada serviam para saciar a fome dos dois guerreiros e a sede de Hashin. Eles estavam preocupados e agitados, tentando pensar em uma maneira de conseguir mais ouro.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fichas de Personagem para Barbarians of Lemuria

Versão Padrão, em Inglês 
Há poucos dias eu fiz uma resenha de um RPG muito legal, do gênero de Espada e Feitiçaria, o Barbarians of Lemuria (confira ela na integra aqui). Esse é um ótimo jogo, com um conteúdo excelente e um sistema simples, rápido e flexível, que permite você recriar o clima energético que tem os contos da literatura que inspirou o jogo, sem problemas. Mas uma coisa que podia ser melhor no Barbarians of Lemuria é o cuidado com a parte gráfica do livro. Não me levem a mal, as ilustrações são muito legais, e dão um clima bem interessante ao jogo, mas a diagramação, a tipografia e a ficha de personagem do livro oficial não me apetecem muito.

Como estou começando uma campanha desse jogo e até pretendo mestrar ele por alguns eventos no Rio de Janeiro, resolvi procurar na internet por uma ficha de personagem mais legal, mais trabalhada. Mas, para minha surpresa, não encontrei nenhuma que me agradasse também. Aliás, encontrei poucas fichas alternativas feitas por fãs. Não tive escolha e tive que fazer a minha própria.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Resenha - Honor + Intrigue - Piratas, Mosqueteiros e Alienígenas!

Há três dias Alejandro, José e Paola estavam adentravam o grande rio amazonas acompanhados de Janawe, a índia que salvaram de um grupo de homens da inquisição espanhola. Pouco sabiam eles que aquela nativa carregava em suas costas uma tatuagem de um mapa que levaria até a lendária cidade perdida de El Dorado.

Eles já conheciam o trabalho do Bispo Ricardo e seu pouco comprometimento com a doutrina católica. Os três vieram parar nas terras do Novo Mundo graças a perseguições dos servers do bispo e, agora, sempre que pudessem fazer algo para atrapalhar seus planos, eles faziam. Naquele momento, levavam Janawe para bem longe dos capangas de Ricardo, de volta para a aldeia de sua tribo.

No entanto, ao se aproximarem do local, viram uma fumaça escura, como se algo grande estivesse pegando fogo. Aquila visão não causou uma boa impressão no grupo, que conhecia o fascínio dos inquisitores pelo fogo. Eles correram em direção ao local, apenas para ver dezenas de ocas em chamas e cinzas, com quase uma centena de indígenas no chão, sangrando ao lado de alguns poucos soldados. No centro da aldeia estava Bispo Ricardo, segurando um homem idoso, avó de Janawe, pelo pescoço.

Ao verem aquilo, Alejandro, José e Paola sacaram suas espadas, mas ao encontro deles vierem dez capangas do assassino inquisitor. Uma luta de três espadachins contra dez homens é algo belo de se ver. Eles se moviam com graça entre os confusos soldados, derrubando um a um. Mas pararam quando viram que Ricardo, agora, estava segurando a índia que salvaram a pouco tempo. Com uma mão ele rasgou os trapos que ela vestia para ver a imagem do mapa que estava desenhado em suas costas. Era aquilo que procurava. E agora ele partiria dali.

Com mais uma dezena de soldados vindo em sua direção, os heróis não conseguiram alcançar o bispo antes que ele sumisse na floresta. Sem saber o que fazer, após terem derrotado todos os inimigos que os cercavam, eles ouviram a voz de Jagan, o velho índio: "- Ele está indo para El Dorado, o local dos homens das estrelas... Vocês.. não... podem deixá-lo... chegar... lá...". Essas foram as últimas palavras do Pajé daquela tribo.