segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Erros e Consistência no Jogo


É inevitável, ainda mais quando começamos a jogar um sistema novo e diferente, mais cedo ou mais tarde cometeremos um erro. Pode ser uma interpretação errada das regras, esquecimento de um detalhe da história, ou simplesmente escolha ruins que levam a erros que afetam a campanha de uma maneira profunda. E aí, tempos depois percebemos que as coisas poderiam ser bem diferentes se a regra "X" tivesse sido aplicada ao invés da "Y" ou se tivéssemos lembrado que os monstros não tinham como ter entrado na caverna já que a passagem era muito pequena para eles passarem. E então, o que fazer? Basicamente temos duas opções.

A primeira é seguir em frente, como se nada de errado tivesse acontecido. Invente, sozinho ou com a ajuda dos jogadores, uma razão paras as coisas terem acontecido da maneira que aconteceu e não olhe para trás. A vantagem desse método é que mantém a história em curso e sempre em frente, a criação dessas razões pode gerar novas idéias e novas aventuras e você não perde nada do que já foi jogado até ali. No entanto, os jogadores podem se sentir injustiçados com essa solução, ainda mais se souberem que as coisas podiam ser bem diferentes de outra maneira.

A outra é voltar no tempo e desfazer tudo o que foi feito até ali. Isso permite que você conserte os erros que ocorreram na mesa mas não garante que os jogadores fiquem satisfeitos com a solução. Mesmo voltando e refazendo a história por outro caminho não há como ter certeza de que as coisas vão ser melhores depois. Talvez alguém do grupo tenha conseguido um item mágico e retornando para mudar a história ele vai perder esse item. Outra desvantagem é que as surpresas que você tinha preparado na história não mais serão surpresas. As habilidades dos adversários não serão mais novas e diferentes para o grupo. Enfim, essa solução corrige erros, mas pode prejudicar a história.

O segredo é acordar um método padrão com antecedência entre o grupo. Assim, sempre que se virem em uma situação como esta, o grupo aplicaria o método eleito e ninguém se sentiria prejudicado, pois concordou com ele anteriormente. Eu, particularmente, prefiro o primeiro método, ele mantém a história em curso independente de que ela tenha beneficiado ou prejudicado, o mestre ou os jogadores. E você? Como, geralmente, lida com essa situação nas suas mesas?