sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Subindo de nível com moedas de ouro e comportamento no seu jogo

Uma das coisas que, para mim, mais caracterizam o estilo Old School de jogar jogos de fantasia estilo D&D antigo é a tendência a se evitar combates desnecessários, a exploração de ambientes (inclusive aposentos vazios), a negociação com NPCs e facções e a tentativa de se evitar encontros aleatórios. Algo que parece até estranho para um jogo que dá experiência por mostro derrotado né? Afinal, os jogadores querem passar de nível!

Aí que está. Até o surgimento da segunda edição do AD&D em 1989, os personagens recebiam a maior parcela dos seus pontos de experiência não por derrotar monstros, mas por encontrar tesouros perdidos e traze-los de volta à civilização. Isso, acreditem ou não, muda significativamente a maneira como as pessoas jogam o jogo, já que os jogadores, normalmente, tendem a buscar comportamentos que os ajudem a ser recompensados perdendo a menor quantidade de recursos possíveis.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Se curando da ressaca de ser Mestre

Atualmente eu mestro em duas campanhas regulares (uma de Dungeon Crawl Classics RPG e uma de Star Wars da FFG) e jogo na mesa de DCC RPG do pessoal do Metal Gods of Ur-Hadad, sem falar nas mesas que rolam de vez em quando em encontros e o DCC On-Demand (aliás, tive um pedido de última hora para mestrar esse sábado). Acho que nunca mestrei tanto RPG como estou mestrando agora, nem quando eu era adolescente e tinha tempo de sobra.

Eu adoro fazer isso mas tenho que admitir que dá bastante trabalho preparar tudo para essas mesas, fichas, anotações, aventuras, arrumar a casa, pensar em NPCs e tudo mais. Às vezes você fica dias e dias preparando uma aventura ou cenário para, em poucas horas utilizar todo o material e, daqui a pouco dias, ter que preparar mais coisa para a próxima sessão ou jogo. É quase um segundo emprego, mas um que você gosta bastante.

Não é incomum, porém, você encontrar pessoas que estão cansadas de ser mestres ou sobrecarregadas com essa atribuição. Depois de passar um ano mestrando mesas atrás de mesas constantemente, às vezes me pego querendo dar uma pausa, pedir um tempo na relação ou evito de ir em encontros de RPG (ou até torcendo para chegar lá e não ter jogador suficiente). Mas isso é passageiro e tem curo. Há algumas coisas que podemos fazer que nos ajuda a superar essa fase de "ressaca" e até nos inspira e nos ajuda a melhorar como mestres.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Reporte de Campanha - Caçadores de Emoções no DCC RPG - Sessão 6

Nesta última segunda-feira, dia 19 de janeiro, aqui no Rio de Janeiro, tivemos uma véspera de feriado e, por isso, alguns jogadores pediram para começarmos a sessão mais cedo. Sendo assim, negociei com a patroa e preparei as coisas para começarmos uma hora antes e, adivinhem, o grupo chegou no horário normal deles, que já é atrasado normalmente, sendo super atrasado quando teríamos que ter começado mais cedo.

Depois de alguns últimos ajustes nas fichas de personagens e descobrirmos que um dos jogadores estava saindo da mesa por questões pessoais, continuamos de onde paramos na última sessão. Depois de retornarem da expedição na Cidade Antiga e passar alguns poucos dias negociando os tesouros que tinham trazido de lá (e aprendido o que quer que tinham aprendido no primeiro nível), o grupo estava em um bar discutindo o que fariam em seguida. Eles sabiam de uma circo que estava para chegar em um vilarejo próximo (no pântano ao sul da cidade), tinham uma oferta de trabalho que tinham que discutir com Ardiulus, o alquimista, e sabiam de algo estranho que aconteceu em algum lugar do pântano, para onde a água corria.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Resenha - DCC #82.5 Dragora's Dungeon - Exploração, Facções e Dragão no 1º Nível!

Uma das mais recentes aventuras lançadas para o Dungeon Crawl Classics RPG é, na verdade, um relançamento de um módulo da linha quando ela publicava conteúdo para Dungeons & Dragons. Relançada durante a GENCON de 2014, a aventure foi readaptada para o novos sistema e mantém a qualidade que já conhecemos da linha do DCC RPG.

Dragora's Dungeon é uma excelente aventura Old School com tudo aquilo que a gente espera de um módulo desse estilo e de um módulo de Dungeon Crawl Classics. Feita para personagens de 1º nível, ela traz verdadeiros desafios que devem ser superados com astúcia e criatividade. Um grupo treinado apenas a "apertar o botão de soco forte" terá sérios problemas neste módulo e, dificilmente, chegará sequer na metade dele. Apesar disso, ele ainda oferece boas cenas de batalhas, além de bastante oportunidade para exploração, interação com NPCs e facções, alguns problemas que devem ser resolvidos sem auxílio dos dados pelos próprio jogadores e outras coisas.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Locação Instantânea - Poções, Pomadas e Pós de Ardilius

Demorou mas aqui está a segunda Locação Instantânea. No intuito de proporcionar mais material de jogo utilizável para todo mundo, comecei uma série de postagens chamada "Locação Instantânea", onde pequenos artigos descrevem um local interessante para jogos de RPG que possam servir de inspiração e ponto de partida para outras coisas.

Cada entrada descreverá um local brevemente, de modo a torná-lo facilmente inserido em cenários diversos, com personalidades, curiosidades e acontecimentos. Alguns podem servir como pequenas aventuras, outras como uma base de operações ou, simplesmente, locais de interesse. Já tivemos a Taberna do Olho Dourado, e hoje é dia de apresentar a pequena e excêntrica loja do alquimista Ardilius, um fornecedor de fórmulas para vários usos, desde simples remédios para dor de cabeça até poções capazes de aumentar a concentração de feiticeiros.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Reporte de Sessão - Deuses do Metal de Ur-Hadad - 4ª, 5ª e 6ª Sessões

Uau! Parece que eu esqueci de fazer uma porção de reportes de sessões da mesa que eu ando jogando com o pessoal do Metal Gods of Ur-Hadad! Tudo bem, sem comoção, gente! As sessões são curtinhas então não há tanto problema assim dar aquela compilada nas coisas. Como eu e o +Gabriel Perez Gallardi somos da América do Sul e o resto da galera é lá dos EUA e de diversos estados com fuso horários distintos, a janela de tempo que é confortável para todos jogarem sem ninguém babar no teclado é curta. Cada sessão tem durado apenas 2 horas e ainda rola um bate papo antes de começar.

Pelo que eu me lembro, o último reporte parou quando o grupo botou os guardas para dormir e entramos na estalagem fortificada que eles defendiam. Pois bem, enquanto parte do grupo foi adentrando a estalagem para comer algo e quem sabe descansar, outra parte (mais maníaca homicida) resolver dar um fim nos guardas e os levou para o acampamento dos bandidos ainda sobre o efeito do "pó sexual" lá. Por sorte, nenhum deles foi afetado pelo efeito.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

No final, quem manda no jogo são os jogadores (+ um item mágico)

É muito comum no RPG nos referirmos a um de seus participantes como Mestre. Isso vem desde o começo do hobby e muitos jogos adotam esse terminologia como padrão, inclusive o RPG mais conhecido do mundo, o Dungeons & Dragons que se refere a ele como Dungeon Master (Mestre da Masmorra). De maneira geral, talvez a terminologia mais comum seja o de Mestre do Jogo, ou Game Master. Dessa forma, até parece que ele é quem comanda e controla todo o jogo, que manda na parade né?

Mas não é bem assim que as coisas funcionam. O Mestre de fato, tem algum poder sobre o jogo. Afinal, ele é, geralmente, aquele que o conhece melhor, sabe as regras, tem uma certa discricionariedade na aplicação das mesmas (interpretando como aplicá-las em cada situação), prepara aventuras, mundos e NPCs com os quais os personagens dos jogadores vão interagir e, de maneira geral, a palavra dele é a final sobre o que pode ou não acontecer na mesa de jogo. Mas falta uma coisinha nisso tudo aí: ele está ali para, primeiramente, entreter os jogadores em um jogo cooperativo de criar e vivenciar histórias.