Aqui já foi falado muitas vezes sobre como era a abordagem da exploração de masmorras em jogos Old School (que se mantém viva até hoje graças à OSR), quando os jogadores eram incentivados a procurar por tesouros e evitar combates sempre que pudessem. Encontros aleatórios eram uma forma de "encorajar" os jogadores a serem mais eficientes com o tempo disponível, ou criaturas poderiam encontrá-los vagando pelos corredores da masmorra.
Mas há um outro detalhe que também reforça essa exploração mais "cuidadosa" dos locais de aventura. Não é incomum que aventureiros passem por uma masmorra deixando um rastro de destruição. São criaturas mortas pelo chão, portas arrombadas, aposentos revirados, rastro de sangue que escorre por suas roupas e armas e toda sorte de coisas. Esse tipo de abordagem menos "discreta", com certeza, pode atrair problemas para os personagens, não acham? Imagine que você é um monstro que mora em uma masmorra. Quando você chega em "casa", encontra o lugar todo revirado, com seus pertences destruídos e roubados e um rastro de destruição? Você poderia muito bem querer ir atrás dessas "vândalos" não é?
quarta-feira, 11 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
Reporte de Campanha - Caçadores de Emoções no DCC RPG - Sessão 11
Esta semana, para variar, o jogo começou atrasado, com a maioria dos jogadores chegando com mais 1 hora de atraso (nem sei se ainda faz sentido eu marcar a sessão para 19:30, mas tudo bem). Acabou que aproveitei para jogar um pouquinho de Carcassonne com um amigo e minha esposa enquanto esperávamos. Para quem não conhece, Carcassonne é um jogo de tabuleiro de estratégia bem legal onde você vai construindo uma espécie de reino e vai alocando seus "seguidores" em cidade como cavaleiros, estradas como ladrões, catedrais como monges e nos campos como fazendeiros (e ganha pontos de acordo com a configuração dos mesmos. É bem legal e quem sabe não rola uma resenha dele por aqui outro dia.
Mas enfim, quando finalmente tinhamos todos os jogadores presentes, voltamos ao mundo do Dungeon Crawl Classics. Nós tínhamos parado no momento em que o barco da capitã Ristah, que estava transportando o grupo, se atracou com ganchos no navio pirata a deriva. O grupo vira vários corpos caídos pelo convés, alguns com armas ainda em punhos e marcas de uma possível batalha espalhadas. Adentrando a embarcação e olhando mais atentamente os cadáveres, eles viram que os mesmo tinham uma aparência estranha, como se tivessem sido secados e que a vida tivesse sido sugada deles por alguma força. Necroses se espalhavam pelo corpo de alguns vindo de ferimentos estranhos.
domingo, 8 de março de 2015
Concurso "Masmorra de uma página" de 2015 começou!
Atenção mestres sanguinários, engenheiros de masmorras e pessoas criativas em geral! Começou há poucos dias o concurso de 2015 das "Masmorras de Uma Página" (One Page Dungeon Contest 2015), promovido pelo site, adivinhem, http://www.onepagedungeon.info! Todo ano, pessoas do mundo todo são convidadas a enviar masmorras completas feitas em apenas uma página para o concurso e concorrem a diversos prêmios (livros de RPG, aventuras, cenários, PDFs, vale compras no One Book Shelf) doados por editoras e outras pessoas generosas em diversas categorias que são criadas de acordo com o material enviado (por exemplo, se você enviar uma masmorra aquática e eles curtirem, eles podem criar uma categoria só de masmorras aquáticas).
Todos as masmorras participantes ficam disponíveis para qualquer um utilizar e, no final, a organização do concurso faz uma compilação em um PDF único e até disponibiliza o mesmo em Print on Demand no amazon (que eu estou para comprar dos dois anos anteriores há um tempo já). Há um detalhe: a masmorra enviada não precisa, necessariamente, ser uma masmorra. As pessoas tem enviado pequenos hexcrawls em ilhas e outros locais, cidades e outras coisas. As instruções para participar estão reproduzidas abaixo (vou tentar enviar uma, mas ando enrolado pois estou aflito em traduzir o Dungeon Crawl Classics RPG).
Todos as masmorras participantes ficam disponíveis para qualquer um utilizar e, no final, a organização do concurso faz uma compilação em um PDF único e até disponibiliza o mesmo em Print on Demand no amazon (que eu estou para comprar dos dois anos anteriores há um tempo já). Há um detalhe: a masmorra enviada não precisa, necessariamente, ser uma masmorra. As pessoas tem enviado pequenos hexcrawls em ilhas e outros locais, cidades e outras coisas. As instruções para participar estão reproduzidas abaixo (vou tentar enviar uma, mas ando enrolado pois estou aflito em traduzir o Dungeon Crawl Classics RPG).
sexta-feira, 6 de março de 2015
Jogando com personagens malignos
Venha para o lado negro da força... você vai gostar!
Costumeiramente, quando jogamos RPGs, assumimos o papel dos mocinhos, dos heróis, daqueles que vão por aí ajudando os outros. A maioria dos jogos assume que é este o papel que vamos exercer, mas não necessariamente dever ser desta forma. Talvez o seu grupo de jogadores tenha decidido criar personagens pouco "éticos" ou mesmo malignos, ou talvez, durante o jogo, as coisas tenham desencaminhado em uma direção mais sombria e os personagens decidiram abraçar o lado negro da força. Enfim, conduzir campanhas com personagens malignos ou "não tão bonzinhos" é um pouco diferente e requer alguns cuidados.
É muito fácil cairmos na armadilha de que em uma campanha com personagens malignos eles irão matar uns aos outros, botar fogo em tudo que encontrarem, sabotarem as pessoas que confiam neles e coisas do tipo. Em pouco tempo, a campanha se explode e os próprios jogadores se voltam um contra os outros sem a história progredir muito. Sendo assim, é legal repararmos em algumas dicas e ideias para deixar esses jogos mais interessantes duradouros e sustentáveis.
Costumeiramente, quando jogamos RPGs, assumimos o papel dos mocinhos, dos heróis, daqueles que vão por aí ajudando os outros. A maioria dos jogos assume que é este o papel que vamos exercer, mas não necessariamente dever ser desta forma. Talvez o seu grupo de jogadores tenha decidido criar personagens pouco "éticos" ou mesmo malignos, ou talvez, durante o jogo, as coisas tenham desencaminhado em uma direção mais sombria e os personagens decidiram abraçar o lado negro da força. Enfim, conduzir campanhas com personagens malignos ou "não tão bonzinhos" é um pouco diferente e requer alguns cuidados.
É muito fácil cairmos na armadilha de que em uma campanha com personagens malignos eles irão matar uns aos outros, botar fogo em tudo que encontrarem, sabotarem as pessoas que confiam neles e coisas do tipo. Em pouco tempo, a campanha se explode e os próprios jogadores se voltam um contra os outros sem a história progredir muito. Sendo assim, é legal repararmos em algumas dicas e ideias para deixar esses jogos mais interessantes duradouros e sustentáveis.
quarta-feira, 4 de março de 2015
A criação de personagens no Dungeon Crawl Classics RPG
Uma espada ensanguentada cria uma aventureiro rico...
A frase acima resume bem o processo de criação de um personagem no Dungeon Crawl Classics RPG (e é a frase de introdução do capítulo de combate do livro de regras). Diferente de outros jogos em que a criação de personagens é feita inteiramente fora do jogo, tomando uma boa parte do tempo das sessões, o DCC RPG opta por uma abordagem anacrônica e faz você gastar o menor tempo possível longe da mesa de jogo, criando apenas os alicerces mais básicos do personagem e deixando ele ser criado e moldado pela experiência da aventura que ele se insere.
Os personagens começam nesse jogo com apenas o mínimo necessário para embarcar em uma aventura mortal e emocionante. Eles ainda não são guerreiros, magos, clérigos, ladrões ou qualquer outra coisa. Eles são como eu ou você, pessoas comuns, com profissões comuns mas com um diferencial, coragem para deixar essa existência patética para trás e arriscar suas vidas em uma aventura e, quem sabe, sair de lá maiores do que entraram. Em termos de jogo você, basicamente, só gera valores aleatórios para os seis atributos bases (Força, Agilidade, Vigor, Personalidade, Inteligência e Sorte), determina sua ocupação antes de partir em busca de aventuras (coisas como coveiro, coletor de impostos, soldado, sapateiro, elfo navegador, halfling cigano, anão caçador de ratos) e uma peça de equipamento aleatória. Obviamente você ainda escolhe o nome do personagem e seu alinhamento, mas é basicamente só isso.
A frase acima resume bem o processo de criação de um personagem no Dungeon Crawl Classics RPG (e é a frase de introdução do capítulo de combate do livro de regras). Diferente de outros jogos em que a criação de personagens é feita inteiramente fora do jogo, tomando uma boa parte do tempo das sessões, o DCC RPG opta por uma abordagem anacrônica e faz você gastar o menor tempo possível longe da mesa de jogo, criando apenas os alicerces mais básicos do personagem e deixando ele ser criado e moldado pela experiência da aventura que ele se insere.
Os personagens começam nesse jogo com apenas o mínimo necessário para embarcar em uma aventura mortal e emocionante. Eles ainda não são guerreiros, magos, clérigos, ladrões ou qualquer outra coisa. Eles são como eu ou você, pessoas comuns, com profissões comuns mas com um diferencial, coragem para deixar essa existência patética para trás e arriscar suas vidas em uma aventura e, quem sabe, sair de lá maiores do que entraram. Em termos de jogo você, basicamente, só gera valores aleatórios para os seis atributos bases (Força, Agilidade, Vigor, Personalidade, Inteligência e Sorte), determina sua ocupação antes de partir em busca de aventuras (coisas como coveiro, coletor de impostos, soldado, sapateiro, elfo navegador, halfling cigano, anão caçador de ratos) e uma peça de equipamento aleatória. Obviamente você ainda escolhe o nome do personagem e seu alinhamento, mas é basicamente só isso.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Jogada de Proteção de Carteira - Financiamentos e Pré-Vendas de RPG (Março de 2015)!
O mês de março está começando e estamos deixando para trás aqueles meses em que ralamos para pagar as contas de final de ano e os impostos de começo de ano. Talvez, agora, sobre alguma grana para investir em alguns joguinhos né? Hoje em dia o que não falta são opções de RPGs legais que estão saindo por aí, desde livros básicos, até suplementos e cenários.
A postagem de hoje vai ser bem rapidinha, trazendo algumas coisas interessantes que estão disponíveis para compra, pré-venda ou em financiamento coletivo tanto por aqui, como lá fora (que você pode ter acesso com um cartão internacional). De maneira nenhuma tenho a pretenção de fazer uma lista completa, apenas quero chamar atenção para aquilo que mais me interessou e que, possivelmente, eu mesmo vou investir uns trocados (se minha esposo deixar, claro).
A postagem de hoje vai ser bem rapidinha, trazendo algumas coisas interessantes que estão disponíveis para compra, pré-venda ou em financiamento coletivo tanto por aqui, como lá fora (que você pode ter acesso com um cartão internacional). De maneira nenhuma tenho a pretenção de fazer uma lista completa, apenas quero chamar atenção para aquilo que mais me interessou e que, possivelmente, eu mesmo vou investir uns trocados (se minha esposo deixar, claro).
domingo, 1 de março de 2015
Reporte de Campanha - Caçadores de Emoções no DCC RPG - Sessão 10
Depois de um hiato de 1 semana, voltamos com o jogo de Dungeon Crawl Classics RPG na segunda passada. Na 9ª sessão, nós paramos quando o grupo voltava para a casa abandonada na parte em ruínas de Punjar e se viam cercados pelas criaturas que viram nas jaulas debaixo da casa do Curwen. Eram pequenos monstros humanóides, mais ou menos do tamanho de crianças de uns 12 anos, com pele acinzentada, cheia de pequenos espinhos, olhos amarelos, dentes afiados e pareciam extremamente ágeis. Eles apareceram escalando as paredes e o teto ao redor do grupo.
O combate começou com o clérigo de Ulesh, o deus da paz (que a gente não sabe ainda direito o que ele faz com um grupo tão caótico, talvez tentando inserir um pouco de razão no seu meio) tentando usar sua habilidade de espantar hereges. Para quem não sabe, no DCC RPG, clérigos não afugentam apenas mortos-vivos, mas todo tipo de criatura contrária ao ethos de sua fé, e no caso dele, um sacerdote ordeiro de um deus da paz, essa criaturas caóticas, demoníacas, que comem carne humana, certamente seriam afetadas. Em meio ao caos do combate e devido à escuridão, eles não sabiam exatamente quantos deles estavam atacando, mas era nítido que o bando passava de 10 indivíduos. Invocando seu deus, o personagem conseguiu afugentar os 4 mais próximos a ele, que cerraram os olhos quando viram o símbolo sagrado de Ulesh brilhar forte como o sol.
Assinar:
Postagens (Atom)






