sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Anais de Bristari - Kæl'Thuir é um mundo antigo


Nos anais da Ancestral Cidade de Bristari estão registrados textos filosóficos e históricos sobre a origem de Kæl'Thuir, seus povos e seus segredos. Na biblioteca da Ordem dos Escribas, volumes antigos em línguas praticamente esquecidas contam histórias que misturam verdades e lendas sem que possamos identificar que parte e qual. Um desses tomos, Auhn e a Criação, conta a história da origem do mundo de Kæl'Thuir.

Antes da tudo, só existia Auhn, o Primeiro. Ele era, ao mesmo tempo, o tudo e o nada, o caos e a ordem, o bem e o mal. Auhn dominava todo o cosmos, em seu eterno estado de existência e inexistência, durando uma eternidade ou um breve instante. Mas se Auhn era apenas um elemento, ele era sozinho e, após milênios e solidão, ele decidiu que estava na hora de ter companhia.

Para dar vida autônoma às suas criações, Auhn teve que se partir, retirando de si mesmo pedaços cada vez maiores para dar vida a diversos aspectos da existência que conhecemos e daquelas que não conseguimos ver. O Caos e a Ordem, o fogo e a água, os planetas e as estrelas, os infinitos planos de existência, demônios e deuses, todos nasceram de Auhn e, segundo as profecias de Værafhir, um dia retornarão para ele, no final dos dias.

Kæl'Thuir foi um dos primeiros planetas criados por Auhn e nele suas diversas facetas se manifestaram, lutando por seu domínio. Raças de homens e outros seres, mais antigas do que qualquer registro ergueram e derrubaram grandes civilizações enquanto a areia do tempo corria. Suas marcas ainda podem ser vistas em ruínas de suas cidades e tumbas debaixo da terra por aqueles corajosos o suficiente para deixar os muros de suas moradas.

Das diversas raças de homens antigas, uma delas ocupa destaque na mitologia, religião e história em todos os povos de homens que ainda caminham sobre a superfície do mundo. Os Ancestrais, como são chamados, alcançaram o apogeu de seu império há cerca de dez mil anos, dominando aspectos arcanos, tecnológicos, arquitetônicos e filosóficos jamais imaginados. Mas, assim como toda civilização que atinge o seu ponto mais alta, eles estagnaram e não tinham outro caminho senão a queda.

A razão para a destruição da civilização dos Ancestrais não está clara em nenhum registro encontrado até os dias de hoje. Alguns escribas da Ordem apontam para registros de grandes guerras travadas entre as Cidades-Estados que se fragmentaram diante da morte do último Imperador, disputando poder e influência sobre Kæl'Thuir. Outros dizem que um grande cataclisma varreu esse povo com as areias da história depois de um ritual arcano envolvendo estidades do Cosmos dar errado e liberar maldades antigas sobre a nossa realidade. Sem dúvida, A Grende Cicatriz é um sinal de que essa teoria pode ter razão. Por fim, alguns filósofos das estrelas afirmas que os Ancestrais não desapareceram, eles apenas retornaram para casa e um dia voltaram para buscar o seu povo escolhido, para ascender junto a eles aos planos superiores.

Hoje, Kæl'Thuir é um mundo partido, em ruínas, e disputado pelas raças de homens ainda vivas. Todos clamam por ser os verdadeiros descendentes dos Ancestrais, achando-se no direito e dominar e oprimir os outros povos. Entre eles, os Narmahil, os Impuros como são comumente chamados, vivem uma vida árdua e curta nas Cidades-Estados dos homens, esperando o dia em que herdaram o que restar deste mundo. Como diz a última profecia de Værafhir, dos sujos e desgarrados surgirá aquele que unificara Kæl'Thuir uma última vez, para esperar a volta dos Ancestrais.

Na primeira edição de O Mundo Partido de Kæl'Thuir teremos um breve histórico do mundo, a descrição das principais raças de homens e dos Impuros, assim como uma amostra do infinito panteão de deuses, demônios e outros poderes. Muitos segredos estão ocultos neste antigo mundo, e cabe a nós desvendá-los.

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