quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Reporte de Campanha - Caçadores de Emoções no DCC RPG - Sessão 9

Na última vez que vimos nosso aventureiros, eles estavam em uma tremenda enrascada. Explorando um complexo subterrâneo debaixo da fazenda da família Curwen, uma família que vivia meio isolada a alguns poucos quilômetros de distância do distrito marrom de Punjar, em uma parte abandonada da cidade tomada pelo pântano, o grupo encontrará uma grande caverna natural e um imenso grupo de homens grandes e extremamente gordos, cheios de deformações bizarras e vozes desconfortantes. Sem pensar muito, decidiram tentar enfrentar aquela turba e um deles caíra, abatido por dois deles.

Começamos a sessão com eles se programando para arrastar o amigo deles dali e recuarem. A ideia era atrair as criaturas para um corredor mais para trás, onde pretendiam abatê-las, uma a uma. Eles passaram um bom tempo debatendo isso e eu tendo que lembrá-los que eles estavam no meio do combate e que não teriam tempo de discutir tudo isso, além de que eles não sabiam o que iria acontecer. Não adiantava falar que fariam isso e depois aquilo e depois aquilo, prevendo as ações dos monstros. Eles tinham que falar o que fariam a cada momento e eu diria o que os monstros fazem (eles tinham uma razão para estarem atacando e perseguindo eles, que poderia desaparecer, dependendo do que o grupo fizesse).

Bem, o plano deles funcionou parcialmente. Eles conseguiram resgatar o amigo caído mas um outro companheiro que foi ocupar as criaturas enquanto salvavam o coitado foi derrubado também e, em pouco tempo, cercado por aqueles monstros. Sabendo que era só uma questão de tempo para que todos terminassem daquela maneira se continuassem ali, o grupo recuou para o corredor estreito de onde vieram, mas apenas 3 das criaturas os seguiram para lá. Estas foram abatidas sem muitos problemas com armas de ataque a distância.

Feridos, cansados e com dificuldades em conjurar magias pelo resto do dia (tinham falhado em alguns testes, o que dificulta que continuem a conjurá-las sem muitos problemas - um mago, inclusive, foi corrompido e adquiriu uma deformação leve), o grupo resolveu que iria embora a procura de abrigo para descansar e voltaria depois.

Antes de deixarem o local, exploraram mais um aposento, por onde passaram direto anteriormente, e encontraram ferramentas e utensílios, como cutelos, facões, espetos e umas mesas cumpridas, onde, em cima delas, haviam corpos aparentemente humanos, mas sem órgãos internos, como se estivessem ocos. O grupo destruiu os corpos e foram embora pela escada de ferro, o que deixou os elfos incomodados novamente (eu sempre esqueço de fazer eles rolarem com -1d na cadeia de dados depois disso, mas enfim).

Reencontrando os companheiros que ficaram de vigília na casa, todos trocaram informações sobre o que acontecerá ali e rapidamente decidiram que descansar por ali com um bebê demoníaco que escala paredes não parecia uma boa ideia. O grupo voltou pelo pântano até a parte abandonada da cidade e encontraram uma casa velha e em ruínas mas que parecia segura e com poucas entradas, que podiam vigiar e descansar. Acontece que eles colocaram personagens que conjuram magia para participar do revezamento de guarda e não queria dormir muito, apenas 6 horas. Ou seja, quem ficou de vigia não dormiu direito. Não ficou com nenhuma penalidade, mas não recuperou nada, inclusive as magias, ou o intervalo de desaprovação. Um detalhe, durante a madrugada, o grupo sentiu um pequeno tremor de terra, menor que o último que sentiram no pântano e um barulho estrondoso que parecia vir da fazenda dos Curwen.

De qualquer forma, chegando a manhã, parte do grupo foi até a cidade para comprar algumas coisas que eles queriam, como mais frascos de óleo e outras coisas para "botar fogo em tudo" como queriam. Tiveram que esperar um pouco mais de uma hora pra isso mas, depois, foram direto para a fazenda. Chegando lá, uma surpresa: Tudo parecia "normal" novamente. Porcos estavam no chiqueiro, os Curwen estavam lá trabalhando normalmente e até vieram cumprimentar os aventureiros, perguntando o que os trazia até a fazenda deles e se queriam comprar linguiça. Tudo isso comigo tentando fazer sotaque de caipira. Ah, sim. Alguns dos Curwen que eles teriam matado na noite anterior, aparentemente, estavam vivo ali.

O grupo conversou um pouco com eles, perguntando se algo de estranho tinha acontecido, chegaram a entrar na casa, viram tudo "normal", recusaram a oferta de comida (bando de mal educados) e foram embora, pretendendo voltar ao anoitecer. E foi o que tentaram fazer, só que, no momento em que adentraram o pântano novamente, viram se movimentado pelos arbustos aquelas criaturas que estavam nas jaulas debaixo da casa da família estranha. Pareciam ser mais de 10 deles ali. O grupo hesitou. Aliás, lembrei a eles que aquela noite era a noite que um dos personagens tinha marcado de falar com Ardiulus, o dono da loja Pós, Poções e Pomadas, que teria um trabalho para o grupo.

Decidindo que aquilo parecia mais promissor do que enfrentar monstros em um pântano escuro e traiçoeiro, todo mundo foi para lá, em direção ao distrito prateado, a parte mais comercial de Punjar, atribuído essa cor pela troca de moedas de prata no local, a moeda mais comum da cidade. A Pós, Poções e Pomadas ficava em uma ruela pouco movimentada, quase escondida, apropriado para a clientela do local e as atividades que rolavam lá dentro. Instruídos a bater na porta dos fundos (a loja estava fechada àquela hora), demorou um pouco até que uma janelinha abriu e uma voz fantasmagórica perguntou quem eles eram e o que queriam. Depois de falarem quem eram e que tinham um encontro com Ardiulus, a porta se abriu sozinha e a voz quase mecânica os mandou descer umas escadas e entrar no aposento logo a esquerda.

Neste local, uma sala confortável com sofás de couro, uma mesa de carvalho com uma pano decorado com motivos geométricos e um narguilé no centro, o grupo esperou por uma meia hora até que o homem de barba roxa aparecesse. Ele parecia meio cansado mas, depois de uns tragos no narguilé, pareceu mais ativo. Ao que parecia, ele queria que o grupo recuperasse uma pérola especial para ele, pertencente ao seu antigo mentor, Sezrakan, em seu antigo laboratório. O problema é que o laboratório fica submerso no Mar Atormentado. Só que, graças à conjunção das luas e das estrelas, em três dias a maré baixaria o suficiente para permitir a entrada nos níveis superiores do laboratório. O mentor, respondendo a dúvidas e receios dos jogadores, já se fora a muito tempo, para outros planos e vida. Só o que restara são as proteções e guardiões do local. Ardiulus explicou que ele mesmo não poderia ir pois seu mestre o conhecia e com certeza protegera o local contra aprendizes ambiciosos. A recompensa seria 1500 moedas de ouro de Punjar. Uma oferta em tanto, mesmo para um grupo grande como o deles.

O grupo aceitou a missão, mas pediu para que o alquimista os ajudasse com uma coisa. A venda do cálice que pegaram na arena de Mallok. Ardiulus refletiu um pouco e observou/mordeu/lambeu o cálice por alguns minutos até concordar em pagar 660 moedas de ouro (recompensei os jogadores um pouco por esperarem para vender e procurarem alguém mais "acima" deles). Terminando isso, o grupo fechou os últimos acordos para partir no dia seguinte do porto de Punjar, abordo da embarcação Ellenmore, comandada pela capitã Rustah, logo ao nascer do sol. A viagem demoraria exatamente 3 dias (se não ocorresse nenhum imprevisto) e chegariam no laboratório minutos antes da maré baixar o suficiente para que eles possam adentrá-lo.

O grupo, então, sai da loja do feiticeiro roxo e se dirigi de volta para a casa em ruínas onde dormiram no dia anterior. Quando chegam lá, no entanto, se veem envoltos daquelas criaturas estranhas das jaulas dos Curwen, com seus olhos amarelados brilhando no escuro com uma malevolência sinistra. E a sessão acabou ali. Adoro cliffhangers! Vamos ver que fim eles terão na semana que vem. Como essa semana foi carnaval, não rolou jogo (vai saber, tem RPGista que gosta de carnaval).

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