domingo, 8 de fevereiro de 2015

Reporte de Campanha - Caçadores de Emoções no DCC RPG - Sessão 8

A campanha de Dungeon Crawl Classics RPG quase foi interrompida temporariamente por uma semana devido à temporada de chuvas (ou do medo das chuvas) aqui no Rio de Janeiro. Nessa última segunda-feira quase não teve jogo. Alguns poucos jogadores apareceram com 1 hora de atraso e mais outros chegaram no final, faltando apenas 1 hora para o final da sessão.

Nesse meio tempo, aproveitamos para botar o papo em dia, falarmos de outros jogos que curtimos e estamos querendo jogar (como o jogo de miniaturas das naves de Star Wars, o X-Wing Miniatures que a Galápagos lançou) e, até mesmo, jogamos um joguinho de cartas para descontrair. O Monty Phyton Fluxx! Para quem não conhece, Fluxx é um card game bem simples que basicamente tem duas regras, compre uma carta e jogue uma carta. Só que a medida que o jogo anda, mais regras vão sendo adicionadas por outras cartas e vão se criando e se modificando condições de vitória. Assim como o Munchkin, o Fluxx tem vários "sabores" e um deles é o Fluxx Monty Phyton, com cartas temáticas, como uma que te dá vantagens se você falar com sotaques estranhos, cantar as músicas dos filmes e coisas do tipo. Foi bem divertido. Para variar, eu perdi.

Mas voltando ao assunto da postagem, quando deu umas 21:30, chegaram mais dois jogadores e o pessoal quis jogar mesmo faltando pouquíssimo tempo para terminarmos a sessão. Esse pouco tempo nos fez focar exclusivamente na parte do grupo que estava no interior da parte inferior da fazendo dos Curwen (quem quiser ver como eles chegaram até aqui, veja o reporte anterior).

Enfim, paramos no exato momento em que um dos personagens se aproximou da jaulas no chão, onde tinham as criaturas que seriam libertas pelo menino-monstro, né? Quando o personagem dele se aproximou e olhou lá para baixo com a tocha, viu uma porção de ovos grandes, partidos e várias criaturas humanóides, de pele acinzentada e com espinhos, ainda pequenas, gritando como animais e escondendo os olhos do brilho da tocha. Cada jaula tinha, em média, duas criaturas daquelas e, depois de pensarem em como matar esses monstros por alguns minutos (sem sucesso), eles foram embora, em direção a o corredor oeste.

Isso os levou, depois de uns 5 metros, a uma sala retangular, sem portas onde havia sido montado uma espécie de laboratório. Duas estantes cheias de frascos com líquidos de cores translúcidas abrigavam orgãos diversos, de seres humanos e de outros animais desconhecidos. Em uma delas, eles viram ovos menores, parecidos com aqueles que estavam nas jaulas. O personagem do Edson, então, resolveu pegar esse frasco e tacar no chão, quebrando-o. Falei que depois do impacto, os ovos se quebraram e umas larvas saíram de dentro dele, e estavam quase escorrendo pelo ralo. Depois disso, ele disse que tentou queimá-las com a tocha. Só que quando ele se aproximou, algumas tentaram pular no braço dele e tentaram penetrar em sua pele. Ele falhou no teste de reflexo e foi atacado, mas conseguiu, depois arrancar elas de seu braço (mas sofreu dano por isso).

Foi quando eu disse para eles que eles ouviram grunhidos e gemidos vindo da passagem (que continuava pela sala) a oeste, parecidos com aqueles que os homens grandes davam. Prezando pela cautela, o grupo mandou um Ladrão na frente para averiguar o que estava acontecendo, só que o Ladrão não enxerga no escuro e só conseguiu chegar até o final do corredor, quando ele terminava e dava lugar a uma grande caverna natural. Ele sabia que os ruídos vinham do norte, mas ele não sabia exatamente a forma da caverna, até que voltou e chamou o resto do grupo para acompanhá-lo.

Agora, com a luz da tocha de seus companheiros ali, eles viram que a caverna se alargava em direção ao norte e se tornava mais estreita em direção ao sul. Os gemidos dos homens grandes vinham da parte norte e, agora que eles estavam com a tocha ali, pareciam ter se intensificado. Aparentemente, havia uma concentração das criaturas mais para cima e, por isso, mandaram o Ladrão dar uma olhada na passagem ao sul. Acontece que ele rolou um 2 no mover-se em silêncio e um passo em falso fez uma pedrinha e soltar e ir caindo pelo corredor que formava uma ladeira.

De repente, vindo do corredor sul, eles ouviram mais gemidos, mas agora pareciam gemidos de homens gordos mas furiosos, estranhos, grunhidos. O ladrão viu apenas a sombra de alguns deles, que se viraram na direção do barulho da pedra rolando. Ele se desesperou e chamou o resto do grupo, que começou a atacar aqueles que estavam vindo. Quando um dos magos lançou uma magia de Mísseis Mágicos (que a manifestação, no caso dele, são como estrelas cadentes) e iluminou o local onde estava a criatura, eles viram que havia dezenas e dezenas dessas criaturas. Eram parecidos com os homens gigantes que viram antes, mas esses eram deformados, com bolhas, olhos, membranas e membros fora do lugar, eram aberrações. O brilho da magia chamou mais atenção dos outros e agora uma horda desses monstros se aproximava deles.

Na tentativa de contê-los, o grupo espalhou um frasco de óleo pelo corredor e ateou fogo. Isso realmente os atrasou um bocado e até matou algumas das criaturas, mas a onda de monstros e aberrações continuou para cima deles. Um dos personagens foi tentar partir para cima delas e acabou sendo derrubado e abatido.

Terminamos a sessão com o grupo indo socorrer o personagem caído e mais monstros deformados chegando. Quatro criaturas já tinham sido mortas, mas parecia que havia pelo menos mais 30 para chegar. Já eram quase 23 hora quando interrompemos a sessão. Terminou nesse momento de tensão, com os jogadores se desesperando e uma turba de monstros indo em sua direção como uma avalanche. Vamos ver o quê acontecerá amanhã.

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