sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Resenha - Once Upon a Time - Jogo de Cartas Narrativo de Contos de Fadas

Era uma vez uma menina órfã que vivia numa grande cidade. E nesta cidade tinha um monstro que vivia escondido nos esgostos. Esse monstro se sentia muito sozinho e viu na menina, que também não tinha amigos a oportunidade de encontrar uma alma amiga...

E assim vai se formando uma história com o premiado jogo de cartas narrativo Once Upon a Time, da Atlas Games. Cada jogador contribui e constrói em cima do que é criado antes a fim de formar um divertido e interessante conto de fadas, com direito a monstros, bruxas, dragões, princesas e tudo mais.

O objetivo do jogo, acima de tudo, é criar e contar uma história satisfatoriamente utilizando as cartas que apresentam elementos narrativos típicos de contos de fadas. Existem cartas de história, que trazem esses elementos para contar um narrativa, e cartas de final, que cada jogador recebe uma e tenta levar o jogo em sua direção. O jogador que usar todas as suas cartas e conseguir terminar a história com sua carta de final (fazendo sentido, obviamente) vence o jogo.

As cartas de história trazem cinco tipos de ingredientes narrativos diferentes: Personagens (que podem ser princesas, bruxas, monstros); Coisas (tesouros, armas mágicas, objetos em geral); Lugares (castelos, florestas, desertos, cavernas); Aspectos (triste, sombrio, feliz, doente); e eventos (guerra, luta, festa). Os jogadores são livre para contar a história como quiserem e não deve, necessariamente, ter uma carta para falar sobre aquele tipo de coisa na história, mas se tiverem, eles podem jogar a carta.

Falando nisso, se um jogador mencionar algo na história e outro participante tiver uma carta que represente aquilo, o último pode jogar a carta e roubar o controle da narrativa para ele, permitindo que ele continue a história a partir daquele ponto. Além disso, as cartas de história possuem uma subcategoria de cartas de interrupção. Essas são cartas normais, como todas as outras, contendo personagens, coisas, lugares, aspectos ou eventos, mas que também servem para interromper a narrative de outro jogador quando ele joga uma carta da mesma categoria que a carta de interrupção.

Como o intuito do jogo é mais contar uma história do que ganhar o jogo a qualquer custo (histórias precisam fazer sentido), o jogador também pode passar a sua vez para outro quando estiver empacado e não souber como continuar ou os próprios jogadores podem argumentar que ele está enrolado e a história está perdendo o rumo e seguir para o próximo narrador.

O jogo é muito divertido e forma histórias bem legais se os jogadores tentaram manter um fio narrativo coerente, mesmo que não se conforme muito aos contos de fada tradicionais. Um exemplo bem legal do jogo em ação pode ser visto do TableTop (o programa do +Wil Wheaton), onde o conto de fadas tem gigantes, duendes minúsculos, elementais do fogo, guerra nuclear e robôs!



Quem gostou e quiser adquirir o jogo, o mesmo está a venda na Amazon.com por um pouco menos de 20 dólares! Vale a pena!

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