quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Resenha - Lords of Waterdeep - Intriga, traição e manipulação em um jogo de tabuleiro!

Por trás dos eventos que transcorrem na mais importante cidade dos Reinos Esquecidos, por trás de dezenas de aventureiros que se embrenham em suas ruelas, nas profundezas de Undermountain ou no porto sombrio estão indivíduos poderosos. Pessoas com grande influência, utilizando a lábia e a esperteza para guiar os acontecimentos da maneira que lhes for mais favoráveis. São os Lordes de Waterdeep!

Eu sei, eu sei... Isso aqui é um blog de RPG mas, invariavelmente, devido ao meu recém-adquirido gosto por Jogos de Tabuleiro, algumas postagens sobre eles acabarão vindo parar no blog. Mas poxa, o jogo sobre o qual vou falar hoje até que tem bastante a ver com RPG. Inclusive ele é ambientado em uma das mais famosas cidades dos jogos de fantasia: Waterdeep de Forgotten Realms!

O jogo, obviamente, é o Lords of Waterdeep, um Jogo de Tabuleiro no estilo europeu de gestão de recursos. Lançado pela Wizards of the Coast ainda na época da 4ª Edição do D&D, os jogadores assumem os papeis de pessoas poderosas e influentes na cidade, acabando por disputar entre si mais espaço e autoridade em suas ruas. Mas como eles fazem isso no jogo? Ganhando pontos, óbvio.

Claro que não é tão simples assim. Cada jogador, no início do jogo recebe uma carta aleatória de Lorde, contendo uma descrição do indivíduo que ele representará e como ele exerce melhor sua influência. Alguns são mais apropriados a fazer missões de comércio, arcanismo, picaretagem, combate ou religião. Outros tem interesses na construção de estabelecimentos na cidade e etc. Tudo isso leva ao acumulo de mais pontos se realizado no jogo. Sendo assim, os jogadores mantém suas identidades em segredo, para não serem tão facilmente atrapalhados.

A partida termina após 8 rodadas e, a cada uma, os jogadores utilizam seus agentes (representados por peças coloridas) para realizar ações pela cidade. Há várias construções pelo tabuleiro para onde você pode enviar um agente. A maioria delas só comporta um deles. Ou seja, se um jogador foi ali antes de você, nessa rodada você não poderá se beneficiar daquela construção. A maioria delas dá recursos ao jogador, que nesse jogo são basicamente unidades de guerreiros, magos, ladrões, clérigos e dinheiro. Eles são essenciais para se completar missões pelo jogo (que dão pontos e aumentam a influência do seu lorde) e para construir novos edifícios, o que aumenta as opções pelo tabuleiro. Mas, além disso, algumas construções permitem o uso de alguns efeitos especiais.

Você pode em uma estalagem para pegar novas missões, ouvindo os boatos e olhando os cartazes que tem lá. Você pode ir no castelo para ser o primeiro jogador a acionar seus agentes na rodada seguinte.Ou, por exemplo, você pode ir no porto da cidade, o lugar onde acontece as coisas mais escusas e jogar uma Carta de Intriga!

Essas Cartas de Intriga são um dos charmes do jogo. São cartas especiais de eventos que tem efeitos variados, podendo prejudicar os outros jogadores, ajudar o jogador que jogou a carta ou impor missões obrigatórias aos outros participantes que devem ser resolvidas antes que possam fazer qualquer outra!

A partida segue, então, com os jogadores disputando recursos, bloqueando o acesso um dos outros aos mesmos, roubando recursos com intriga e fazendo missões de acordo com seus interesses, sem dar muito na cara que tipo de atividade eles dão preferência para não serem bloqueados de acessar as mesmas. O jogo é bastante disputado e não é incomum que jogadores que ficaram para trás nos 4 ou 5 primeiros turnos darem uma boa virada no final do jogo, ainda mais que só são revelados os pontos extras quando o jogo termina e cada um fala qual era o seu Lorde e calcula os pontos extras que ganhou seguindo suas habilidades e o que realizou pelo jogo.

Para quem curte o cenário de jogo e conhece Waterdeep, o jogo traz ainda mais divertimento, pois há muitas referências ao cenário e a coisas que acontecem e um jogo de RPG. Mesmo eu não conhecendo o cenário bem (não sou fã de Forgotten Realms) deu para tirar bastante proveito e diversão do jogo. Ah, sim. Lords of Waterdeep não utiliza dado e o fator sorte tem pouca influência no jogo, fazendo a estratégia, sagacidade e vigilância dos jogadores ser o principal papel para determinar a vitória.

Quem gostou do jogo, ele pode ser comprando no Amazon.com e em várias outras lojas online.

Bem, essa foi mais uma resenha de jogos que não são RPG por aqui. Vocês curtem esses jogos e essas resenhas também ou devo me manter só com RPGs mesmo?

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