sexta-feira, 23 de maio de 2014

Bruxos & Bárbaros - Reporte de Campanha 03 - O Culto ao Príncipe Demônio - Parte II

Bem, acho que eu deixei de fazer um reporte de sessão desde o último. Então, provavelmente, eu vou acabar esquecendo alguns detalhes do que ocorreu, mas a ideia geral vai ser passada, assim como os momentos interessantes em que os jogadores usaram suas cabeças e seus personagens de forma criativa (ou nem tanto).

Da última vez que vimos nosso "heróis" (frisando as aspas), eles tinham acabado de adentrar a Grande Cidade de Mezanthia e se deparada com sinais de que o Culto ao Príncipe Demônio estava mais presente do que gostariam. Ainda assim, eles precisavam entregar o raro Vaso que foram contratados para roubar ao Lorde Mihael.

O grupo, sem o bárbaro Aram que ficou do lado de fora com a garota Yara e o cavalo de carga, se dirigiu para a estalagem Espada de Prata, onde o Eleano conduz seus negócios mais escusos. Chegando lá, foram mandados para a porta de trás por um servo corcunda e careca que os conduziu por uma porta apertada e uma escada suja até o subterrâneo do local. Lá, envolvo de meretrizes e fumando de um narguilé estava Hic'Mano um Ungawa de mais de 2 metros de altura, corpulento e com cara de poucos amigos.

O lorde não estava lá e seu capataz insistiu para que deixassem o vaso com ele e recebessem a recompensa. O grupo ficou desconfiado e exitante (como todo jogador fica) e demorou bastante para decidirem se deixavam o vaso ali ou se voltavam depois. Hic'Mano os informou que o vaso seria vendido no dia seguinte e que Mihael não ficaria feliz com o atraso. No final de muitas dúvidas e discussões, o grupo saiu de lá com 200 moedas de prata e deixou o vaso com um sentimento de que algo podia dar errado. Ah, sim, ainda receberam a informação que daqui a dois dias Mihael gostaria de encontrá-los para oferecer outro trabalho.

Na saída, coisas mais estranhas os esperavam. De um beco próximo, uma figura envolta em sombras vestindo um manto escuro acenou para que eles se aproximassem. Novamente, todos os jogadores ficaram desconfiados e só jogador do Nekumba (que voltou a jogar RPG depois de muitos anos parado) se habilita e vai encontrar a figura. O indivíduo mantém distância do Xamã mas faz uma proposta ao grupo. 300 moedas de prata para impedir que uma outroa jovem, chamada Theophila, seja raptada pelos cultistas. A jovem é filha de um nobre eleano e seria raptada na noite do dia seguinte em sua residência no distrito de Tijukstan. Intrigados em como receberiam a recompensa, o homem encapuzado assegura que ele sabe como encontrá-los, inclusive citando o nome de alguns deles. O grupo aceita a oferta e o seu novo empregador some entre as sombras.

Depois de tudo isso, só restava ao grupo ir para uma estalagem e descansar para o dia seguinte. Pedi, então que dissessem onde iriam dormir e criassem uma estalagem no distrito dos aventureiros. Um jogador veio com o incrível nome de Casebre Ululante e a sua administradora, a velha e rabugenta Analia. Era um lugar simples mas discreto onde podiam descansar. Assim, depois de algumas tentativas frustradas do Nekumba de roubar o caixa da Estalagem, eles subiram para dormir.

Nekumba, então, quis usar um de seus Aspectos, Sexto Sentido, para tentar pressentir alguma coisa. Eu, honestamente, estava planejando um ataque ao grupo de assassinos ao serviço do culto, mas não exatamente naquela hora, eu não sabia bem quando ainda, mas eles estariam vigiados. Mas pensei, "bem, por que não?". Falei para o jogador que ele pressentia uma presença os observando e um perigo iminente. Ele foi até a janela e viu um indivíduo com uma máscara sem rosto, no alto de uma casa, observando-o.

Nekumba saiu imediatamente e alertou o resto do grupo que decidiu ir lá embaixo e ver o que estava acontecendo. Chegando no primeiro andar, naquela hora deserto, o grupo sentiu o cheiro forte de óleo pelo local. Rapidamente os jogadores perceberam que fogo estaria envolvido na confusão. Murdok, como o jogador não estava, se retirou para acordar e salvar os outros da estalagem (ele tem um quê de herói). O resto do grupo foi tentar sair pela porta da frente, quando uma tocha presa na porta do lado de fora cai no chão e o fogo começa a se espalhar. Do lado de fora, em frente à estalagem, mais três indivíduos com máscaras atiram bestas contra o grupo.

Gritaria começa a se formar o todos decidem tentar escapar pela saída dos fundos. Nekumba, atentamente, lembra de procurar pela caixa da Estalagem e a carrega, mesmo trancada com cadeado. Passando pela cozinha, o grupo chega à dispensa onde há vários barris de cerveja, vinho e caixas com mantimentos. Entrando pela porta de traz há 4 homens mascarados portando armas de lâmina curvada. Sem pensar duas vezes, Nekumba e Fugati derrumabam os barris sobre os assassinos, derrubando-os no chão e correm para a saída. O resto do grupo vai atrás mas alguns golpes de espada são trocados. Do lado de fora, usando os conhecimentos de Fugati sobre a cidade (ele é um explorador que escolheu o terreno urbano como sua especialidade), parte do grupo se esconde pelos becos e ruelas enquanto os assassinos os procuram sem sucesso.

Depois de algum tempo, a estalagem já estava desabando, algumas pessoas foram salvas por Murdok, que volta ferido para encontrar com o resto do grupo. Aqueles assassinos que foram mortos, quando revistados, não portavam mais que suas armas. No entanto sua aparência era estranho. Eles pareciam humanos musculosos mas com aparência um tanto cadavérica, com ossos protuberantes, olhos fundos, pele pálida, e dentes afiados. Seus olhos eram inteiramente brancos e sem iris.

E foi nesse ponto que a sessão terminou. Já tivemos uma sessão depois dessa, mas isso fica para outro reporte. Vou aproveitar para terminar por aqui e partir para desenhar um pouco mais para o B&B. No momento estou passando a limpo o desenho da capa para depois tentar aquarelá-lo. Desejem-me sorte.

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