sábado, 11 de abril de 2015

Rolando habilidades ladinas - Outras opções


Cada classe de personagem icônica dos jogos de fantasia inspirados em D&D tem habilidades única essenciais para o sucesso do grupo mas uma delas, em especial, tem habilidades em que, nem sempre, sabe se foi bem sucedida ou não, e acaba dependendo do mestre de jogo para rolar os dados e decidir como interpretar os resultados.

O Ladrão é um tipo de personagem que tem diversas habilidades que funcionam de maneira peculiar, onde ele nem sempre sabe se conseguiu realizar sua ação de forma efetiva ou não e, por causa disso, é geralmente o mestre de jogo que realiza a rolagem para definir este sucesso ou esta falha. Apesar deste tipo de resolução geral uma certa tensão e expectativa, há outras formas de fazer isso que podem gerar ou ainda mais tensão ou forçar o jogador a pensar sobre outras maneiras de realizar o que deseja e valorizar seus conhecimentos de ladinagem.

Deixar o Ladrão rolar ele mesmo anteriormente: Uma das opções é deixar o próprio jogador rolar os dados anteriormente e interpretar o conhecimento dele como uma certa experiência do personagem. Se ele rolar os dados para tentar se esgueirar pelos guardas em vigília sobre os portões da cidadela do Feiticeiro Negro e obter um resultado insuficiente, ele pode perceber que não há um bom lugar para se esconder e que ele seria visto se tentasse. Agora, ele deve pensar em uma outra forma de fazer o que queria, adentrar a cidadela, que não seja se esgueirando. Isto, no entanto, pode ser reservado apenas para os próprios ladrões, que tem experiência o suficiente para saber o quando suas habilidades são aplicáveis e quando não. Uma pessoas qualquer tentando se esgueirar, não deveria ter este "benefício".

Deixar o Ladrão rolar posteriormente: Esta outra opção aumenta ainda mais a tensão do jogo mas ainda bota na mão do jogador o destino de seu personagem. Ao anunciar a tentativa de uma ação que seu personagem, teoricamente, não saberia se foi bem sucedido ou não, o mestre simplesmente narraria como o seu personagem vai "conseguindo" fazer isto até o momento crucial em que seu sucesso ou falha teriam consequência e pede para o próprio jogador rolar os dados. Ao falsificar um documento, por exemplo, o mestre narraria como ele conseguiu um papel bastante similar ao original, tintas da mesma tonalidade, fez um carimbo praticamente idêntico e tudo mais, até o ponto em que, munido do documento, o jogador é abordado e precisa apresentá-lo a um oficial que o conferirá. Só aí que o jogador faz o teste, pois é só naquele momento que seu sucesso ou falha são relevantes. Isso deixa tudo mais tenso e bota na mão do jogador a responsabilidade de suas ações, como é de costume.

Bem, a postagem de hoje foi curtinha, mas é de propósito. Vou lá voltar para a tradução do Dungeon Crawl Classics RPG que estou um pouco atrasado.

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