segunda-feira, 29 de julho de 2013

Bruxos & Bárbaros no World RPG Fest - Como foi

Esse final de semana passado, como muitos sabem, foi quando aconteceu o World RPG Fest de Curitiba, e eu fui lá para conhecer o, possivelmente, maior evento de RPG do Brasil, e levar o Bruxos & Bárbaros para mais gente conhece-lo.

Foi uma experiência muito legal! Vários "Stands" com as principais editoras nacionais, algumas lojas, e vendedores de miniaturas e acessórios "nerds". Senti falta de uma loja que vendesse mais RPGs importados (haviam muito poucos, e a maioria era usado e jogos antigos). Em compensação, de Boardgames estávamos muito bem servidos. Não encontrei o Formula D que eu queria comprar (um Boardgame de corrida de carros), mas comprei o Dungeon! Que foi relançado pela WotC recentemente. Comprei outras coisinhas também, como as expansões da Galápagos do Munchkin, o Adoradores de Cthulhu e Monster Dungeon da Rocky Racoon, e um kit de dados bem apropriado para o Bruxos & Bárbaros.

Falando no B&B, eu passei um bom tempo, no sábado e domingo, com uma mesa de jogo montada para apresentar o jogo e levar uma mesa com quem se interessasse a jogar. Falei com uma boa quantidade de pessoas, algumas que já conheciam o blog (fico sempre feliz quando isso acontece), e outras que nunca tinham ouvido falar mas se interessaram pela temática e gênero do jogo. De qualquer forma, acho que foi bem produtivo, e consegui mestrar no sábado a aventura introdutória "O Crânio de Tuhan". Infelizmente no domingo não deu tempo, seja porque cheguei 11:00 no evento, porque sai às 14:30, ou porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil chamar a atenção do pessoal para um jogo ainda no seu começo, sem ser de editora nenhuma.

Quanto ao jogo de sábado, eu só tenho boas lembranças. Quatro aventureiros se arriscaram a explorar a Tumba de Tuhan: Denilson (com quem bati um bom papo e os elogias me motivaram ainda mais a seguir com esse projeto de jogo - obrigadão cara),  Maycow (que veio com sua namorada Karla, quem não quis jogar no começo pois era um sistema novo, mas paraceu gostar do que viu - joguem depois!), Paulo (um curitibano bem criativo, mas que acabou se matando na aventura, sem saber), e Marco (do Sarjeta Cast, paulista muito gente boa com quem conversei bastante tanto sábado e domingo e acabou sendo sorteado com um exemplar impresso do Jogo Rápido).

Não quero falar muitos detalhes de como é a aventura, para não entregar o ouro a ladrão para quando vocês forem jogar, seja comigo ou quando outra pessoas for mestrar. Mas vou tentar falar sobre algumas coisas que ocorreram na mesa para terem uma ideia de como foi. Começamos a sessão direto onde o mapa indicava a localização da tumba, e não havia nada ali. Os jogadores tiveram um pouco de dificuldade para entender o que estava acontecendo mas conseguiram chegar a uma conclusão e encontrar a entrada da masmorra, isso sem rolar teste nenhum, apenas na conversa e raciocínio sobre o que estava acontecendo.


Depois que entraram na Tumba, e como eu fui descrevendo as coisas estranhas que aconteciam ao redor deles, sem nenhuma consequência mecânica ao jogo, apenas para dar o clima de um lugar sinistro, de outro mundo, afetado por uma magia antiga e até mesmo alienígena (sim, de outro mundo), dava para ver o quão cautelosos e tensos eles estavam (o que para mim é ótimo, e passa um clima de como é se aventurar realmente). Foi muito legal ver eles tentando explorar e entender a lógica daquele local, cair em armadilhas por não tomar cuidado ou tentar entender a malícia do criador do local (haviam dicas, e eles até acharam evidências sobre localização de algumas). O Marco, que jogou como ladrão, chegou a encontrar algumas sem precisar rolar dados, apenas porque descrevia muito bem como seu personagem estava procurando por elas. Alguns encontros aleatórios, que não geraram combates, serviram para os jogadores terem alguma ideia do passado daquele local e saber um pouco da história de Tuhan. Eles podiam ter ganho ainda mais desses encontros, mas não conseguiram aproveitá-los totalmente (mas pelo menos evitaram combates desnecessários).

Eles chegaram a explorar quase todos os aposentos antes de se dirigirem ao local onde jazia o túmulo de Tuhan, mas não enxergaram o compreenderam o significado de tudo. Há algumas dicas, enigmas, e conexões significantes entre as coisas na masmorra que se os jogadores não forem atentos, vão perder, o que vai dificultar a resolução da aventura (mas de forma alguma impedir que isso ocorra). Aliás há diversas maneiras de se explorar e conseguir o que quiser na Tumba. O grupo do World RPG Fest até criou algumas alternativas novas, que funcionaram para algumas coisas e poderia ter funcionado para outras, mas eles já tinham perdido muito tempo e recursos.

Não sei se dei muita sorte em ter conseguido um grupo de jogadores legais, pró-ativos e animados, mas todos eles tentavam fazer coisas diferentes, e que não estão nas regras. Acredito mesmo que um jogo sem perícias, talentos, poderes de tudo que é tipo, incentivam esse tipo de pensamento criativo, já que o jogador tem que buscar suas soluções dentro de si, e não na ficha de personagem. Tive que me virar nos trinta para algumas ideias deles, o que eu achei ótimo, já que é isso mesmo que eu espero.

No final, infelizmente (ou felizmente), ninguém sobreviveu. Alguns caíram em armadilhas e não conseguiram escapar delas (tinha uma maneira, e um deles até escapou). Outro acabou se matando, sem saber (não prestou atenção em um detalhe até um pouco explícito), e o resto acabou morrendo por falta de recursos e tentar enfrentar a situação da maneira mais "fácil", batendo (que era possível, só era mais difícil, e o Maycow, que jogou de guerreiro, estava com um azar irreal nos dados. Apesar disso, todos eles pareceram sair muito satisfeitos da mesa. Foi bastante divertido, emocionante, e engraçado em alguns momentos. Os jogadores fizeram sotaques, vozes, e interagiram muito bem com o ambiente.

Eu disse "ou felizmente" porque acredito que uma aventura boa é aquela que justamente desafia os jogadores. Que faz eles terem que ir além do óbvio para conseguir "termina-la". Sem desafio, não há emoção, não é? E o legal é que isso faz alguns jogadores a querer tentar de novo, repetir a aventura para ver eles fazem certo da próxima vez.

Enfim, foi muito proveitosa a viajem à Curitiba (fora os barzinhos que eu fui depois do evento), e gostei muito da mesa de Bruxos & Bárbaros que rolou. Aliás, anotei os emails dos jogadores e vou agradecê-los por terem participado. Além disso, estou programando fazer uma aventura exclusiva para todo mundo com quem jogar comigo ou mandar um email com suas impressões do jogo e reportes de sessão. Uma maneira de agradecer a galera.

P.S.: Ah, quem quiser, criamos um grupo no Facebook para o Bruxos & Bárbaros, onde estamos trocando ideias, opiniões, e críticas quanto ao jogo, e onde eu vou colocando atualizações, e outras coisas. Participem!

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