sábado, 4 de janeiro de 2014

Bruxos & Bárbaros - Premissa da Aventura do Jogo Rápido

O texto inicial do segundo Jogo Rápido (que vai ser mais um Jogo Básico, com bastante possibilidade de jogo) está praticamente pronto. Estou, agora, escrevendo a aventura que vira com ele, para personagens de segundo nível. Inicialmente esse segundo Jogo Rápido complementaria o primeiro, e você iria precisar dos dois para jogar, mas achei melhor unificar os dois. Pra que dificultar se podemos facilitar, né? Assim, depois disso vou ajeitar a "fusão" dos dois, e depois diagramar a coisas toda, com imagens e tudo mais.

Como o final de ano é uma época complicada, cheia de compromisso para todo mundo, o que eu tenho para mostrar hoje não é nada de regras ou mecânicas novas para vocês, mas um "preview" da sinopse e "background" por trás da aventura "A Cidadela de Outrora" que virá com esse próximo Jogo Rápido do Bruxos & Bárbaros.

Aventura – A Cidadela de Outrora

Esta aventura foi feira para personagens de segundo nível, que já tenham tido outras oportunidades de explorar Anttelius e o jogo Bruxos & Bárbaros. Ela pode ser jogado diretamente após “O Crânio de Tuhan”, mas não possui nenhuma ligação direta com esta (é possível, também, criar personagens já no segundo nível para jogar esta aventura diretamente). A Cidadela de Outrora foi criada inspirando-se em contos de Espada e Feitiçaria e Fantasia Estranha, dando oportunidade para cenas de interpretação, ação, combate, raciocínio e exploração. É uma aventura curta, que pode ser resolvida em poucas sessões de jogo, mas que têm oportunidades para encontros bem interessantes e fora do comum, em que os jogadores precisarão de bem mais que uma boa jogada de dados para serem bem sucedidos.

Sinopse

Na costa da Baia do Grande Dragão, na pequena Cidade-Estado de Nezeva algo estranho está acontecendo. Embarcações que saem do porto, ou estão vindo em sua direção, estão desaparecendo no mar sem deixar vestígios com todos os tripulantes dentro. Amiantas, um rico e nobre comerciante esperava por sua prometida noiva vinda do sul, mas a embarcação que a trazia desaparecera no mar 2 dias depois de deixar os portos de Mezanthia. Rumores e lendas apontam para uma antiga ilha perdida que estaria na rota dos navios desaparecidos, local de uma Cidadela de um povo antigo e estranho que desaparecera a milhares de anos. Agora um grupo de aventureiros e mercenários se encaminha para a provável localização desta ilha em busca de respostas, ouros, e conhecimentos perdidos.

História

Há milhares de ano, em uma pequena ilha rochosa próxima à costa oeste de Arthasia, existia uma cidadela de um povo ancestral e alienígena. Sua raça, a de homens-aracnídeos chamados de Arac’Mon, dominava as primitivas comunidades de homens ao redor com força, feitiçaria e crueldade.

Por centenas de anos, a Cidadela de Thrak’Gul prosperou e se tornou uma das mais temidas pelos humanos de toda Anttelius, até o dia em que uma jovem escrava, escolhida para ser sacrificada pelo Sumo-Sacerdote Tarak’Anub ao seu Deus Arac’Narob, teve uma visão reveladora enquanto esperava em sua prisão de teias. Ela vira que as pedras vermelhas, estranhamente encontradas somente naquela ilha, podiam ferir e matar rapidamente seus senhores. Em seu leito de morte suas últimas palavras foram proferidas instruindo seus irmãos a fazerem armas com as pedras, chamadas Pedras Sangue.

No aniversário da morte da jovem, um levante de escravos aconteceu. Armados com espadas, machados, e lanças feitas com a Pedra Sangue, os Arac’Mon foram pegos de surpresa e sucumbiram em alguns dias de cerco. Todos foram mortos, com exceção de Tarak’Anub. Os escravos descobriram que colocando uma arma feita inteiramente da Pedra Sangue sobre o peito aberto de um Arac’Mon o paralisaria para sempre, e assim fizeram com o Sumo-Sacerdote, prendendo-o no antigo Templo da Cidadela, a fim de fazê-lo presenciar a ruína de seu povo e o desaparecimento de sua civilização.

E assim aconteceu. Thrak’Gul deixou de ser um lugar de terror e dominação de uma raça alienígena em Anttelius para se tornar uma ruína passada, uma lenda, rumores e hoje quase totalmente esquecida. No entanto, um pescador desavisado que se perdera em alto mar acabou naufragando próximo a ilha e, sem saber o que mais fazer, resolveu investiga-la. Encontrou a ilha totalmente deserta e desolada, como uma grande rocha flutuando no mar. No centro da ilha viu as ruínas da antiga cidadela, e em seu centro, encoberto de escombros o corpo imóvel de Tarak’Anub e a adaga de Pedra Sangue sobre ele. Sem saber o que era tudo aquilo, e curioso sobre aquela arma a retirou de sobre o peito do Homem-Aracnídeo.

Tarak acordou de seu torpor imediatamente e assassinou sem piedade seu libertador. Vendo a ruína de seu povo ao seu redor, o Sumo-Sacerdote usou todas as suas forças e poderes para invocar Arac’Narob e trazer de volta a glória de sua raça. Assim, uma ruptura temporal foi criada, trazendo para os dias atuais de Anttelius a antiga Cidadela de Thrak’Gul. Nenhum de sua raça volto, entretanto, pois foram mortos com as armas feitas de Pedra Sangue. Mas isso não impediria a vingança de Tarak’Anub. Com sua feitiçaria ele invocou demônios e outras forças, forjando pactos para trazer a esse mundo serves, e depois, seu Deus.

Agora, navios e outras embarcações correm o risco de se perder no mar e no tempo, indo parar na Ilha de Thrak’Gul. Seus passageiros e tripulantes são capturados e transformados em escravos, sem se lembrar de seus passados. O Sumo-Sacerdote se prepara para trazer a Anttelius o seu antigo Deus, e se vingar de toda a raça humana. Para os personagens, a cidadela oferece diversas riquezas, segredos, magias antigas e oportunidade de aventuras. Como será que eles interferirão nessa história?

Bem, essa história, ou premissa, foi inspirada em alguns contos e aventuras que eu li por aí. Na aventura em si, ainda irá ter mais referências e ideias legais, mas não posso revelar os encontros assim, né? Esperem para ver. Está bem divertida. Já testei algumas coisas dela em outras aventuras e devo botar ela na mesa em breve em alguns encontros aqui pelo Rio de Janeiro.

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