sábado, 19 de janeiro de 2013

Bruxos & Bárbaros - Culturas - Parte V (Final)

Chegamos à última parte das postagens falando sobre as culturas iniciais do jogo Bruxos & Bárbaros (B&B) que estou desenvolvendo em conjunto com meu amigo Felipe Pep. Como falamos antes, essas culturas vão funcionar quase como as raças de personagens. Ao invés do jogador escolher entre ser um Humano, Elfo, Anão, Halfling ou alguma outra raça não humana, no B&B ele sempre será humano (teoricamente). Mas, além disso, ele será de uma cultura, um povo, uma etnia específica que definirá algumas características básicas, um pouco do seu histórico e dará um guia pra comportamento, tendências e crenças comuns ao indivíduos daquele povo, além de uma habilidade única para diferenciar ainda mais os personagens e lhes dar um elemento icônico.

Nas postagens anteriores (que você pode ver aqui), abordei oito culturas distintas, cada uma com sua própria história, costumes, aparência, religião e visão de mundo. Falei dos feiticeiros Sartarianos, dos selvagens Ungawa, dos decadentes Eleanos, dos piratas Ravinai, dos perseverantes Arthasianos, dos bárbaros Rumânicos, dos saqueadores Solsonnir, e dos misteriosos Anthiggnus. Hoje abordaremos as duas últimas culturas disponíveis inicialmente no jogo, os Kollichianos, um povo do oriente, organizado e militarizado, liderados por uma ordem religiosa guiada pela profetisa Silaya; e os Onghkeseanos, um povo antigo, de estrutura social rígida e muito espiritualizado, com a crença de que são descendentes de seres superiores de outro mundo. Abaixo abordaremos cada povo mais profundamente.

Kollichianos, as Espadas de Rullik

Um povo do oriente, recém-chegado à região do antigo Império de Sartar e à Baia do Dragão, mas com uma história muito antiga e enraizada. Possuem uma religião muito forte que permeia toda a vida dessa cultura, e é centrada na figura da Rainha-Profetisa Silaya. São bastante militarizados e sua história é cheia de conquistas e dominação de vários outros povos. Agora eles voltaram sua visão para o ocidente, e começam a estudar a região que ficava além da Grande Barreira e do Deserto Vermelho.

Os Kollichianos surgiram quase que ao mesmo tempo do que os Sartarians, mas passaram gerações vivendo como um povo nômade, dividido em clãs que disputavam territórios e influência entre si. Eles ainda mantinham alguns laços de aliança e se juntavam contra inimigos externos ocasionalmente, mas se um grande império, como o de Sartar, um dia se voltasse contra eles, seriam facilmente conquistados. Então, veio a profetisa Silaya, trazendo uma mensagem do poderoso deus Rullik, alertando todos os clãs da necessidade de se unirem contra uma poderosa força maligna que tentaria conquistá-los. Não demorou muito para os exércitos do Império de Sartar começassem a chegar na região, e graças ao aviso de Silaya os Kollichianos conseguiram se unir a tempo de deter os invasores. Com isso, os clãs passaram a formar uma nação unida através das palavras da profetisa, guiados por Rullik.

Atualmente, esse povo é um dos mais fortes militarmente de toda Anttelius, e, por causa disso, muitos temem a sua chegada na região central de Arthasia. Governados pela Rainha-Profetisa Silaya, que sempre quando sua encarnação atual morre, os sacerdotes procuram por uma criança que tenha nascido no mesmo dia para substituí-la, esse povo tem a ambição de se tornar o mais forte e poderoso do mundo, mas por alguma razão eles não parecem estar prontos para atacar os povos do Ocidente.

Os homens e mulheres desse povo costumam ter peles morenas de sol, cabelos castanhos e olhos amendoados. Homens usam barbas e bigodes bem aparados, e mulheres costumam manter seus cabelos presos em tranças complexas. Fora de suas cidades, todos costumam se manter armados com suas típicas espadas curvadas, Kopechs. Sendo um povo que surgiu de diversos clãs diferentes, possuem costumes variados, mas alguns se tornaram uniformes devido a unificação religiosa. Homens e mulheres podem se casar quantas vezes desejarem, embora devam ter posses capazes de sustentar todos os seus parceiros. Sempre que acordam e rezam, os Kollichianos se viram para o oriente, em direção ao vilarejo onde nasceu Silaya, e esta, a Rainha-Profetisa pode escolher qualquer homem ou mulher como parceiro ou parceira para sempre servi-la, quem se recusa é punido com morte.

Todo personagem Kollichiano começa com a habilidade "Grito de Guerra", que faz com que eles motivem seus companheiros e aterrorize o coração de seus inimigos em combate. Gastando um ponto de Sorte, o personagem brada um grito de guerra que permite que todos os aliados, naquela rodada, possam re-rolar um lance de dados a sua escolha, devendo manter o segundo resultado (mesmo sendo pior). Da mesma forma, qualquer inimigo próximo, que ouvira o grito, pode ser forçado a re-rolar um dado, mantendo, também o segundo resultado.

Onghkeseanos, os Reincarnados

Um povo místico e espiritualizado do norte oriental, apenas recentemente aparecendo no ocidente. Eles acreditam que o destino e o papel de cada homem estão escritos nas estrelas e que os mais evoluídos são descendentes de seres de outros mundos, reencarnados em corpos humanos. Eles cultuam deuses do Abismo Infinito como seus progenitores e acreditam que um dia se unirão a eles em outro mundo, em outro planeta.

Devido a crença de predestinação e reencarnação de seres extraterrenos, os Onghkeseanos tem uma estrutura social muito rígida, dividida em castas, e acreditam ser superiores a qualquer outra raça de homens. As castas são definidas pelo nascimento, sendo as mais superiores aquelas predestinadas a grandes feitos e a serem lideres. As mais inferiores a serem servos, trabalhadores e cidadãos comuns. A medida que o espirito extra-planar da pessoa evolui espiritualmente ela reencarna em outra casta mais superior, ou, ao menos, é o que eles acreditam. A única forma de ascensão social na sociedade Onghkeseana é por meio da ordem sacerdotal dos Baitanos, que pregam a crença da reencarnação e governam esse povo no reino de Serykat.

Graças à crença que possuem em serem reencarnações de seres de outros planetas e do Abismo Infinito, esse é um dos poucos povos que aceitam a feitiçaria abertamente, já que a consideram apenas uma extensão de seus poderes não humanos. 

A origem desse povo é creditada a um grande grupo de Sartarians que fugiu do Império quando este começou a ruir e se refugiaram nas montanhas de Baitang. Depois de centenas de anos refugiados a cultura do antigo Império foi sendo esquecida e eles passaram a prestar homenagens e oferendas às criaturas que vinham do céu escuro, do Abismo Infinito. Sendo assim, esse povo tem uma aparência similar aos Sartarians, com pele muito branca e pouco cabelo pelo corpo, pelo menos os de descendência mais pura e castas mais elevadas. Quanto mais miscigenado e de aparência diferente, mais impuro o Onghkeseano é considerado e menor será sua casta.

Por fim, como habilidade cultura, um personagem Onghkeseano começa com "Vidas Passadas", que é a capacidade dele se lembrar de suas outras encarnações e obter vantagens com isso. Gastando um ponto de Sorte, ele pode narrar um episódio de suas vidas passadas para ganhar a vantagem de um Aspecto (que é uma característica do jogo, como um perícia) por 1d6 turnos.

Bem, com essas duas terminamos as postagens sobre as culturas iniciais de Bruxos & Bárbaros. No total, serão dez opções bem variadas e interessante, na minha opinião. Na próxima postagem falarei um pouco sobre como funcionará o sistema de magia do jogo. Ele será caótico, mas poderoso, com magia divina e arcana com diferenças marcantes e papeis distintos.

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