sábado, 2 de agosto de 2014

O Primeiro RPG que Mestrei - #RPGaDay

Continuando o Blogfest #RPGaDay do AutoCratik, hoje é dia de falar sobre o primeiro RPG que eu mestrei. Isso foi lá para 94 ou 95 também, pouco depois das minhas primeiras aventuras com Tagmar. Ouvindo falar, falsamente, que Tagmar era só uma cópia de D&D, eu quis conhecer e jogar esse "RPG dos RPGs" e consegui convencer meus pais a comprar aquela caixa preta da Grow, com um dragão vermelho na capa.

Aquele, talvez, tenha sido o presente mais legal que eu ganhei em toda minha vida. Eu era uma criança, com uns 10/11 anos e estava ganhando uma caixa gigante, com uma ilustração super irada na capa que fazia a imaginação voar a mil quilômetros por hora! O que será que vinha lá dentro? Muita coisa!

E gente, vinha muita coisa mesmo. A caixa era recheada (não é como alguns boxed sets de hoje que vem bastante ar e alguns livretinhos de brinde). Vinha um mapa grandão de uma masmorra, uma porção de miniatura de papel (de vários monstros doidos, personagens, NPCs), dados estranhos (os meus primeiros e que hoje achamos super comuns), um fichário com as regras do jogo, ensinando tudo passo a passo a medida que você jogava e que também servia como uma DM Screen e, por fim, um livro de regras. Era tanta coisa, mas tanta coisa, que eu não queria perder tempo lendo tudo aquilo para começar a jogar!

Eu li uma parte que já me dava ideia de como o jogo funcionava e chamei meus amigos para jogar. Foi uma doideira. A gente inventava habilidades para os personagens. Eu achava que o Halfling era um meio-elfo-meio-anão e ele tinha parte das habilidades dos dois e coisas do tipo. Quantas aventuras diferentes eu não joguei naquela mesma masmorra, eu nem lembro.

Mas uma coisa que não me escapa da memória era o quanto nos divertíamos inventando, criando e jogando sem nos preocupar tanto em seguir cegamente as regras. Precisávamos criar um personagem novo? Sem problemas, criávamos poderes e habilidades diferentes e íamos jogando. Lembro de sempre me preocupar de que as regras só iam até o nível 5, mas não lembro de nenhum personagem nosso sobrevivendo até lá, mas a gente adorava jogar e descobrir monstros, magias e masmorras novas mesmo assim.

Só de lembrar, dá vontade de jogar de novo. Com o tempo eu fui me afastando desse jogo mais descompromissado, a medida que fui querendo jogar "mais sério", mas hoje em dia reconheço que eu não preciso disso e posso ao menos tentar voltar a uma época mais inocente.

Essa postagem foi a nº 2 do #RPGaDay! Amanhã tem mais, com o primeiro RPG que eu comprei.



Se você gostou da postagem, visite a página do Pontos de Experiência no Facebook e clique em curtir. Você pode seguir o blog no Twitter também no @diogoxp.