domingo, 23 de dezembro de 2012

Bruxos & Bárbaros - Culturas - Parte III

Continuando com as postagens que apresentam as culturas disponíveis aos personagens dos jogadores no jogo Bruxos & Bárbaros, hoje falarei um pouco sobre mais dois povos: Os Eleanos e os Rumânicos, ambos descendentes de povos mais antigos, mas que tomaram caminhos diferentes de seus ancestrais. Escolhi falar dessas duas culturas hoje porque elas se relacionam com algumas que já citei em postagens anteriores, como os Sartarians, os Solsonnir e os Ungawa.

Na primeira postagem, falamos de duas culturas bastante interessantes, os Sartarians, remanescentes de um povo de feiticeiros que dominou um grande Império, mas, agora, são apenas uma sombra do que foram; e os Ravinais, um povo de marinheiros e piratas, vindos fugidos de um outro mundo, mas que agora reinam nos mares de Anttelius. Na segunda parte falamos dos Ungawa, um povo selvagem do sul, que é guiado pelos espíritos ancestrais Yuríxas; e dos Solsonnir, nobres guerreiros do extremo norte, adoradores dos deuses irmãos Solhain e Manehain. Ainda faltará falarmos sobre mais quatro povos, depois da postagem de hoje, para terminarmos a série de artigo sobre as cultuas de Bruxos & Bárbaros. Comecemos, então, pelos Eleanos.

Eleanos, o Povo Erudito

Um povo descendente dos Ungawa escravizados durante o Império Sartar. Após a queda da dinastia dos feiticeiros, o povo de Yuzul se dividiu, muitos voltaram para suas terras no sul, mas, ainda, outros procuraram novos lares, novas regiões para se estabelecer. Eles foram um dos primeiros homens a sair das trevas da barbárie após a queda da civilização de Sartar, repovoando cidades abandonadas e reconstruindo ruínas. Reaprendendo os segredos e a cultura deixada para trás. Hoje, esse povo é um dos mais civilizados e cultos de todo o continente de Arthasia.

Ao contrariaodaqueles com quem aprenderam seus conhecimentos, os Eleanos valorizam a liberdade e a independência. Suas cinco Cidades-Estados são governadas por representantes escolhidos pelo povo, apesar de haver requisitos para que um indivíduo possua poder de voto (etnia Eleana, ser do sexo masculino e possuir terras). Essas cidades estão entre as mais cosmopolitas de todo Anttelius, recebendo visitantes de todos os povos diariamente. Além disso, nesses locais encontram-se algumas das pouquíssimas bibliotecas com algum acervo significativo, remanescente do antigo Império de Sartar. No entanto, elas não são de tão fácil acesso, já que o conhecimento é um bem valiosíssimo em um mundo que poucos o possuem.

Assim como seus ancestrais, os Eleanos possuem a pele negra ou morena escura, os cabelos negros e castanhos. Eles possuem uma estatura média e corpo atlético. As mulheres Eleanas são consideradas as mais belas de Arthasia, e costumam ser alvo de sequestros para se tornarem escravas. Suas vestes costumam ser de panos leves e nobres, como seda, usadas em togas. Quando a vontade, os Eleanos preferem andar descalços e se adornam com joias e gemas preciosas, inclusive anéis em seus pés.

Mas, apesar de toda a aparência civilizada e culta, os Eleanos escondem alguns segredos sórdidos. Eles abandonaram a crença de seus ancestrais nos espíritos Yuríxas e passaram adorar os deuses Sartarianos amantes, da paixão e da luxúria, Nolean e Iarin. Em suas cidades, grandes orgias e festas de prazer, regadas com vinho, e drogas alucinógenas acontecem constantemente. Esse costume eles herdaram de seus antigos senhores, que usavam essas substâncias para ampliarem a percepção. Só que entre os Eleanos, isso virou um vício, um escapismo. Não é incomum mulheres ficaram grávidas de desconhecidos durantes essas festas, mas as crianças oriundas dessas comemorações são consideradas abençoadas pelos deuses. Isso caracteriza os Eleanos com um dos povos mais evoluídos e civilizados do mundo, mas em plena decadência, com uma sociedade voltada apenas para si mesmos e seus vícios.

Como habilidade cultural um personagem Eleano recebe "Conhecimento Antigo", permitindo que eles relembrem detalhes de lendas, rumores e histórias antigas, acerca de qualquer assunto, com o dispêndio de um ponto de Sorte. Esse conhecimento deve ser capaz de ajudar o personagem e fazer a história avançar. O jogador, no entanto, deve dizer como ele ficou sabendo desse detalhe, contribuindo para criar uma narrativa interessante.

Rumânicos, os Bárbaros do Norte

Um povo de homens e mulheres fortes, corajosos e resistentes. Eles vivem em uma região acidentada ao norte das Cidades-Estados dos Eleano,s e ao sul das Montanhas Geladas dos Solsonnir. São descendentes da miscigenação dos Ungawa e dos ancestrais dos Solsonnir. Por isso, possuem uma pele morena com cabelos castanhos claros a escuros. São altos, fortes e com feições duras. Eles mantiveram muito da cultura mais selvagem de seus parentes do sul, mantendo-se organizados em tribos, vivendo da caça e extração vegetal, valorizando os mais fortes e os mais corajosos guerreiros. Cada uma dessas tribos possui um espírito guardião de algum animal, que tem a caça proibida nos arredores. É comum que outras tribos usem peles desses animais como uma forma de provocação entre eles.

No entanto, os espíritos ancestrais Yuríxas foram esquecidos com o tempo, e esse povo passou a reverenciar os elementos naturais e animais. Os druidas, líderes religiosos desse povo, oferecem sacrifícios (as vezes até humanos) para agradar e aplacar essas entidades e espíritos. Assim como a natureza, os Druidas, as vezes, são calmos e agradáveis como uma leve brisa de primavera ou furiosos e destrutíveis como uma tempestade de verão. Os Rumânicos aprenderam a respeitar e temer esses homens, mas eles sabem da importância que eles possuem preservando seu povo e os ajudando quando inimigos os cercam. Esse povo, também, costuma ostentar uma forte aversão à feitiçaria, devido às lembrança da arte arcana do Império de Sartar que assolou seus ancestrais.

Os Rumânicos acreditam que a vida é um grande teste de força, resistência e perseverança. Paz é uma palavra quase desconhecida para esse povo, que constantemente enfrenta conflitos com os Solsonnir do norte e com as bestas estranhas que vagam pelas colinas e montanhas de Ruman. É comum, nas diferentes tribos, fazer com que os jovens passem por um ritual de iniciação na vida adulta, tendo que matar um inimigo de seu povo, sozinhos, seja uma besta ou um guerreiro. É claro que muitos não voltam, mas esse povo acredita que, dessa forma, eles mantêm as tribos Rumânicas mais fortes. Antes de mais nada, esse é um povo de sobreviventes e guerreiros, eles consideram a vida civilizada uma escolha para os fracos e corruptos, assim como eram os Sartarians de eras passadas.

Conhecidos por sua selvageria em combate, capaz de fazer com que os guerreiros Rumânicos continuem lutando mesmo depois de ferimentos graves e forte oposição, os personagens dessa cultura recebem a habilidade "Espírito Pazangan", que os permite ignorar todos os ferimentos e efeitos negativos por uma rodada e agir normalmente (mas os efeitos voltam a afetá-lo na rodada seguinte).

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