domingo, 9 de dezembro de 2012

Bruxos & Bárbaros - Culturas - Parte I

Continuamos firmes e fortes no nosso jogo Bruxos & Bárbaros. Atualmente, estamos trabalhando, principalmente, com as classes de personagem e as culturas, que substituem as raças nesse jogo (já que todos os personagens dos jogadores serão humanos), estão praticamente prontas. Sendo assim, já podemos falar um pouco sobre elas por aqui. Vale lembrar, que nem tudo o que for dito aqui será final (a grande imensa maioria sim) e ainda pode ser modificado até o jogo ficar totalmente pronto.

Para começar, iríamos criar oito culturas iniciais, mais presentes na região que apresentaremos no jogo (o mundo é bem maior, e pode ser expandido de acordo com a vontade do mestre e dos jogadores). Acabamos criando dez culturas iniciais que serão as mais presentes da região central de Anttelius (Terra Antiga). Isso não significa que essas são as únicas culturas existentes do mundo. Existem muitas outras, que podem ser criadas por cada um que jogar o jogo, ou que podem aparecer em futuros suplementos para o jogo. Enfim, essas dez culturas foram criadas com base em diversas fontes, tanto reais como fictícias, e muitas vezes provenientes da mistura de diversas fontes com um pouco de nossa imaginação.

Em termos de jogo, as culturas funcionaram quase como raças. Elas não forneceram bônus ou penalidades em atributos, mas vão determinar alguns traços característicos dos personagens, como aparência (cor da pele, olhos, cabelos, altura, vestimentas), religião, organização, costumes, rivalidades e outras coisas. Além disso, cada cultura fornece uma habilidade única ligada ao passado daquele povo, a sua religião ou aos seus costumes. Cada cultura ainda permite que o jogador escolha um Aspecto para seu personagem, que nada mais é que uma característica que facilita a realização de ações ligadas a ela.

Assim, criamos dez Culturas iniciais: os Ravinai, que são um povo de piratas, marinheiros, e ciganos do mar; os Sartarians, um povo antigo, de tradições arcanas, agora apenas uma sombra do que já foram; os Eleanos, aristocratas, cosmopolitanos e decadentes  esse povo é uma referencial cultural na região; os Athiggnus, andarilhos, supersticiosos, e reis do submundo das cidades ainda de pé; os Ungawa, selvagens do sul, vivem em selvas e adoram espíritos dos Yurixás; os Kollichianos, vindos do oriente, sobre a orientação da profetisa Silaya, para expandir seu império; os Arthasianos, um povo miscigenado, originário da mistura dos diversos povos que foram escravizados pelos Sartarians, hoje, buscam por sua própria identidade; os Anghkeseanos, um povo do nordeste, espiritualizado e tradicionalista, acreditando ser reencarnações de seres de outros mundos; os Solsonnir, guerreiros do extremo norte, adoradores do deuses irmãos, Solhain e Manehain, que sacrificam pessoas para a volta do sol em suas terras; e, por fim, os Rumânicos, bárbaros do norte, que acreditam que a vida nada mais é que um grande teste de valor e força. Todas elas presentes na região central do continente que será apresentada no Bruxos & Bárbaros. Agora, vamos a uma apresentação mais detalhada de cada uma delas, duas delas na postagem de hoje, e outras postagem detalhando as oito culturas restantes..

Sartarians, o Povo Esquecido

Comecemos, então, pelos Sartarians, possivelmente o povo mais antigo de toda Anttelius. Praticamente todos os registros que ainda permanecem dos tempos antigos são originários desse povo de feiticeiros. Os Sartarians foram os primeiros homens a se levantar de seus ancestrais primatas, a registrar conhecimentos e a construir cidades. De uma maneira impressionante, em pouco tempo dominavam diversas tecnologias e a arte da feitiçaria era forte entre eles. Não demorou muito para formarem um império, chamado Sartar, que cobriu quase toda a região central de Arthasia e escravizar todos os outros povos que começavam a surgir. Sartar cresceu muito e se tornou, talvez, a civilização humana mais desenvolvida de Anttelius até os dias atuais, mesmo que às custas das vidas de milhares de escravos e inocentes. As artes, a literatura, a arquitetura, as ciências e a magia alcançaram níveis jamais atingidos novamente. Hoje, alguns estudiosos de outros povos acreditam que os Sartarians foram ajudados por seres extra-planares e ofereciam sacrifícios a esses em troca desse suporte, hipótese que os poucos remanescentes desse povo refutam veemente.

O Império Sartar, no entanto, chegou ao fim de maneira trágica e misteriosa, depois de milhares de anos. O Império, em pleno auge, ruiu em poucos dias. Cidades inteiras desapareceram, outras desmoronaram e, ainda, outras foram totalmente tomadas por seus ex-escravos, sem resistência. O que aconteceu ao certo, ninguém soube, ou prefere não contar a verdade. Lendas, rumores e histórias creditam o fim de Sartar a uma catástrofe mágica, outras creditam o fim à vinda de seus descontentes patronos extra-planares, mas há dezenas de outras hipóteses, nenhuma delas, no entanto, comprovada. Hoje, os poucos remanescentes desse povo, vivem na sombra de seu passado. Orgulhosos, acreditando serem os verdadeiros herdeiros do mundo, os mais evoluídos e poderosos entre os homens, os Sartarians são um povo sem reino, sem cidades e sem amigos. Muitos desconfiam de seu passado e de sua ligação com a feitiçaria. Alguns escondem suas origens até o dia em que as revelarão triunfalmente. Mas, até lá, eles buscam pelos segredos que se perderam no passado.

Os Sartarians são homens altos e esguios, com uma pele muito alva e quase nenhum pelo no corpo. Todos são carecas desde nascença e raramente possuem pelos faciais. Suas feições são pontiagudas, e dizem que suas faces parecem as de aves de rapina. Suas vestimentas tendem a cores sóbrias, uso de tecidos nobres, como a seda e o uso de pequenas joias, como anéis e brincos de pedras escuras e ouro. Esse povo tem como costume a prática das artes arcanas, embora alguns poucos renegaram esse passado por acreditarem ter sido a causa da ruína de Sartar. No campo religioso, Xzagoth, o Deus Anfíbio, conhecedor dos segredos dos lugares escuros, ainda é o predominante entre os homens e mulheres dessa cultura, que ainda buscam o domínio e o poder.

Por fim, simbolizando a ligação eterna que os Sartarians possuem com a feitiçaria, todos eles começam com a habilidade cultural "Sangue Arcano". Assim, uma vez por sessão, o personagem pode gastar 1 ponto do atributo Sorte para re-rolar qualquer rolagem de dados que envolvam jogadas de conjuração de feitiços ou jogadas de proteção contra efeitos mágicos.

Ravinai, os Homens das Ondas

Falemos, então, dos Ravinai, os Homens das Ondas, a única cultura que não é originária de Anttelius (pelo menos, é o que acreditam). Segundo seus anciões, os Ravinai vieram de um outro mundo, fugidos de seus inimigos, os quais quase não se lembram mais. Ao navegarem para o ocidente, depois de dias de fuga e preces ao Deus das Ondas, Ravi, eles cruzaram uma aurora estranha e multicolorida e, quando viram, estavam chegando no Arquipélago de Lorui, seu atual lar. Esse sempre foi um povo de marinheiros, piratas, mercadores e homens do mar. No mundo atual, eles continuam conhecidos por isso, e são considerados os melhores construtores de embarcações, marinheiros e capitães que existem. No entanto as famas de piratas, traiçoeiros e gananciosos contrabalanceiam bem essas qualidades, não permitindo que qualquer nobre os busque para empregá-los.

Em Anttelius, graças aos 13 clã que chegaram, o povo se manteve unido e forte, embora houvesse diversas disputas internas, não os afetando externamente. Os líderes desses 13 clãs formam o conselho de Lordes, e ditam as regras para todos os Ravinai. Disputas e brigas por influência são comuns, assim como intrigas intra-clã para decidir quem assumirá a liderança, quando o atual Lorde morre. Assim, os Ravinai vivem divididos entre as ilhas do Arquipélago de Lorui, alternando entre pirataria, mercantilismo e puro nomadismo  indo para onde as ondas e as brisas os levarem.

Com uma pele morena, devido ao sol, e cabelos tipicamente castanhos ou negros, os Ravinais possuem uma estatura mediana e porte atlético. Os homens costumam exibir barbas e bigodes aparados em feitios característicos, já as mulheres tendem a decorar seus longos cabelos com pequenas tranças e joias. Os Ravinai têm preferência por roupas largas, confortáveis e coloridas, com acessórios diversos como chapéus com plumas e joias, muitas joias.

Apesar de viverem, principalmente, nas ilhas de Lorui, esse povo viaja constantemente, indo para onde seus corações os levarem. Ocasionalmente retornam a casa, onde passam, principalmente, os meses frios, apenas para partir em direção ao horizonte novamente. Um de seus costumes, antes de partirem em seus navios e em datas especiais, é ofertar a Ravi, o Deus do Mar e das Ondas, comidas, bebidas e joias em uma pequena embarcação que é levada pela correnteza. Esse povo, também, respeita muitos seus anciões e seus ancestrais, sendo bastante supersticiosos em relação a fantasmas e espíritos.

A habilidade cultural possuída por todos os Ravinai é chamada de "Caminho do Coração". Com ela, os homens e mulheres desse povo sempre sabem para onde devem se dirigir, desde que saibam o que realmente querem. Assim, uma vez por sessão, gastando 1 ponto do atributo Sorte, o personagem consegue sentir (talvez uma leve brisa sopre) a direção para onde fica o lugar que quer chegar. É apenas uma sensação de direção e não um caminho definido a seguir.

Bem, esses são os resumos das culturas dos Sartarians e dos Ravinai, duas das dez opções que estarão disponíveis aos jogadores de Bruxos & Bárbaros. O que vocês acharam? Ainda é possível algumas mudanças, mas achamos que o espírito delas já estão bem legal.

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