quinta-feira, 31 de maio de 2012

Engenharia de Masmorras - Perguntas

Uma das primeiras perguntas que fazemos quando estamos criando uma masmorra é "por que aquela masmorra existe?". Parece bobagem até, mas a resposta dessa pergunta pode definir totalmente esse ambiente. Além dessa pergunta, há outras (que acabam derivando da primeira) que podem ajudar ainda mais no processo de criação da masmorra, como "por que ela foi construída?", "por que ela foi esquecida?", "porque ela é evitada", "quem a construiu?",  "quem a ocupa atualmente?", "como ela foi construída?", "como permanece escondida?", entre outras.

Você não precisa ter a resposta para todas essas perguntas, mas ter uma ideia para algumas delas já vai ajudar a você começar a pensar em como essa masmorra é. Mas não fique preso a muitos detalhes e nem quebre a cabeça se nem tudo fizer sentido. A maioria das vezes basta que a masmorra seja divertida, diferente e excitante, seus jogadores não ficaram procurando todos os detalhes para ver se ela é logicamente plausível ou não.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O que vocês veem... No Pântano

Muitas vezes as nossas aventuras nos levam a templos de deuses antigos, cavernas sinistras, torres submersas e outras ruínas localizadas em áreas alagadas, pantanosas, cheias de insetos e cheirando a podridão. Esses lugares são geralmente ligados a lugares amaldiçoados, habitados por civilizações antigas, mortos-vivos, homens-lagartos. Há sempre, também, o perigo causado pelos insetos, transmissores de doenças, criaturas submersas (imaginem aquele monstro que ataca a Irmandade do Anel nos portões de Moria), afogamento se der um passo errado e, é claro, o perigo de se perder nas brumas sinistras que permeiam o local. Enfim, pântanos são lugares que evocam mistério, aventura, terror e suspense, um ótimo cenário para jogos de RPG, não é?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Crônicas da Terceira Era - Olho de Alghuir - Parte I


Ao sul das Montanhas das Névoas, Elmara, Aerandir e Pêpe começavam sua jornada até Rhosgobel, para reencontrar seus companheiros. O caminho era longe e demoraria pelo menos dois meses para que chegasse lá, isso sem contar a passagem que pretendiam ter em Edoras, a principal cidade e a sede do trono de Rohan, um reino de cavaleiros ao sul do Vale do Anduin. O povo daquele reino se auto-denominada eorlings e eram fortes, altos de pele clara e cabelos claros, parecidos com o homens de Dale.

Ao chegarem na região, depois de alguma horas cavalgando pelos campos, foram abordados por um grupo de cavaleiros armados que disseram ser uma patrulha do reino. O grupo, depois de explicar que vieram de Isengard e que estavam em uma missão orientada pelos magos, foi aceito rapidamente. Eles pediram para serem levados a Edoras, pois gostariam de conversar com o Rei assuntos importantes. E assim eles foram para lá, acompanhados dos cavaleiros de Rohan.

sábado, 26 de maio de 2012

D&D Next Playtest - Primeiras Impressões - Parte II


Está é a segunda parte do artigo que escrevi para falar das minhas primeiras impressões sobre o material disponibilizado pela Wizards of the Coast do D&D Next, a mais nova versão de Dungeons & Dragons que está para ser lançada. Nesta parte falarei sobre os documentos que trazes dicas e informações para os Dungeon Masters, os cinco personagens prontos, a aventura e o bestiário.

O documento que trás dicas e instruções para os DMs faz uma revisão sobre o sistema de resolução de ações apresentando um guia para escolha das dificuldades a serem alcançadas. Até agora, parece que os modificadores das ações não aumentam tanto com o passar dos níveis (se é que vai aumentar) e por isso os níveis de dificuldade são fixos. Isso, para mim, é bem legal, já que mantém mesmo os primeiros orcs encontrados no mundo capazes de ferir um grande guerreiro experiente e uma ponte estreita é difícil de atravessar não importa o nível do seu personagem. Outra coisa nova, que não é tão novidade sim, é o que eles estão chamando de "hazards". Quando um teste falha por mais de 10 pontos, pode acontecer alguma coisa ruim (uma pessoa pode cair quando estiver tentando escalar um muro, você pode se envenenar tentando aplicar veneno em uma arma). Há, também, a sugestão de não utilização dos dados e usar o valor dos atributos dos personagens para saber se eles conseguem ou não realizar uma ação. Por exemplo, um guerreiro com força 18 pode muito bem arrombar uma porta de madeira trancada, mas um que tenha força 12 teria que fazer um teste para isso. 

D&D Next Playtest - Primeiras Impressões - Parte I

Para quem não sabe (onde vocês estiveram nas últimas 72 horas?), a Wizards of the Coast liberou publicamente os primeiros documentos do "Playtest" aberto da mais nova (mais nova porque a 4ª edição é da metade de 2008 ainda) versão de Dungeons & Dragons, que está sendo chamada de D&D Next. A maioria das pessoas, no entanto, tem chamado essa nova versão de 5ª edição, mas na verdade, se pararmos para olhar a história do jogo ela está mais para a 12ª edição. Muita coisa mudou desde o lançamento da caixinha de madeira em 1974 por Gygax e Anerson. Para algumas pessoas para melhor, para outras para pior. O fato é que o jogo, atualmente, guarda poucas semelhanças com o jogo original.

Mas essa postagem não é para falar sobre a história do D&D, e sim do que eu achei do material disponibilizado do D&D Next (lembrando que discussão sobre as regras e o material é autorizado pelo acordo de Wizards of the Coast). O pacote do "playtest" contém um documento com as regras básicas do jogo, um outro com dicas e instruções para o Dungeon Master (o mestre do jogo), uma aventuras (a clássica "Caves of Chaos", do Keep on the Boarderlands), um bestiário com a descrição completa das criaturas que aparecem na aventura e cinco fichas com personagens prontos. Essa análise será dividida em duas postagens para facilitar a leitura.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Venha Jogar RPG no Dungeon Carioca!

Galera do Rio de Janeiro, mais especificamente pessoal próximo à Barra da Tijuca e arredores, vai acontecer nesse domingo, dia 27 de maio, o primeiro encontro de jogadores de RPG dessa região chamado Dungeon Carioca.

Os objetivos iniciais do encontro e fazer uma maior integração do jogadores da região, criar um espaço de referência para esses jogadores e atrair um novo público. Haverá mesas de diversos jogos diferentes para agradar qualquer tipo de jogador, de preferencia sem repetir muitos sistemas, dando a oportunidade de conhecer jogos diferentes.

Eu estou envolvido com os organizadores desse encontro e apoio a iniciativa. Sendo assim, vou conduzir uma mesa de The One Ring - Adventures over the Edge of the Wild nesse primeiro encontro. Então, quem quiser, venha se aventurar na Terra-Média de Bilbo, Frodo, Aragorn, Legolas e Gandalf!

Outras possíveis mesas no encontro desse domingo são, Call of Cthulhu, D&D 4ª Edição, Marvel Saga, Rastro de Cthulhu, Spirit of the Century e Left 4 Dead. Só espero que tenhamos jogadores para todas essas mesas. Compareçam!

O encontro será na praça de alimentação do Centro Empresarial ION, em frete ao Café & Notícias, Avenida das Américas 1650, Bloco 4, loja 122, a partir das 10:00 da manhã. O estacionamento no local é gratuito! O local é logo depois do Extra 24h da Barra.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Guerras em Jogo - Combate em Massa e Aventuras

É comum, em muitas mesas, as ações dos personagens no mundo, ou o próprio contexto onde se passa a estória do jogo, levarem a um conflito maior, batalhas entre forças armadas e exércitos ou mesmo grandes guerras. E os aventureiros, diversas vezes, estarão envolvidos diretamente nesses conflitos, algumas vezes liderando essas forças, outras fazendo parte do exército e, ainda, outras formando um grupo de ações especiais com missões específicas que podem mudar totalmente o andamento da batalha.

Acontece que em muitos sistemas não há regras prontas para esse tipo de conflito e outras vezes não há uma mecânica clara para mostrar o quanto a presença dos heróis influenciam aquela batalha ou o quanto a missão de resgatar a princesa capturada aumentou a moral do exército. Mas isso não é necessariamente ruim, você tem espaço para criar algumas house-rules que se adaptem a sua mesa, e foi isso que eu fiz e vou detalhar um pouco aqui. Com algumas modificações é possível usar esse sistema em outras mesas também, mas vou usar como base o sistema do The One Ring e apresentar uma alternativa para d20 system.