Para termos uma mesa de RPG "bem sucedida" é necessário que tanto os jogadores como o mestre estejam satisfeitos com o andamento do jogo. Eu não sei quanto a vocês mas para eu ficar satisfeito como mestre basta eu ver os jogadores se divertindo e interagindo com o mundo. Eu não sinto necessidade de forçar nada sobre o jogo ou de que a história vá para um rumo que eu quero. Aliás, se os jogadores descobrirem uma forma de superar os desafios que por acaso preparei de forma inesperada e criativa, melhor ainda!
Então, a minha principal preocupação é a satisfação dos jogadores. Ao meu ver, se eles se sentirem bem com o jogo, interessados e dedicados, o mestre, consequentemente, também estará. Mas fazer isso é um pouco mais complicado do que parece. Deixá-los satisfeitos é um tanto diferente de paparicá-los. É preciso haver um equilíbrio delicado em desafiá-los e recompensá-los de modo a manter o interesse vivo sem fazer parecer com que o jogo seja impossível ou fácil demais.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Encontros Estranhos - O Antigo Viajante
Galera, eu não sei quanto a vocês mas eu gosto de surpreender ou mesmo confundir os jogadores dos meus jogos com acontecimentos estranhos e aleatórios que acontecem com eles ou na proximidade deles sem terem, necessariamente, ligação com a atual "aventura" que eles estiverem perseguindo. Afinal, o mundo de jogo é vivo e está em constante movimento e mudança.
Uma das maneira com que faço isso é botando em seus caminhos locações interessantes, como as que vou postar aqui na coluna Locações Instantâneas, e encontros com indivíduos ou coisas estranhas pelo mundo. São situações que deixam os jogadores instigados, surpresos ou curiosos com o que está realmente acontecendo, o que aquilo significa ou o que eu estou pretendendo apresentando isso para eles. A ideia é apresentar curiosidades interessantes sobre o cenário de campanha, histórias paralelas, rumores e indivíduos que existam no mundo. Eles podem até instigar os jogadores a seguir outro caminho, buscar outra "aventura" ou ter ligação com algo que acontecerá num futuro próximo ou distante. O encontro que apresentarei hoje eu chamo de "O Viajante Antigo".
Uma das maneira com que faço isso é botando em seus caminhos locações interessantes, como as que vou postar aqui na coluna Locações Instantâneas, e encontros com indivíduos ou coisas estranhas pelo mundo. São situações que deixam os jogadores instigados, surpresos ou curiosos com o que está realmente acontecendo, o que aquilo significa ou o que eu estou pretendendo apresentando isso para eles. A ideia é apresentar curiosidades interessantes sobre o cenário de campanha, histórias paralelas, rumores e indivíduos que existam no mundo. Eles podem até instigar os jogadores a seguir outro caminho, buscar outra "aventura" ou ter ligação com algo que acontecerá num futuro próximo ou distante. O encontro que apresentarei hoje eu chamo de "O Viajante Antigo".
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Financiamentos coletivos no final de ano - As Carteiras que se cuidem!
Galera, faz um tempo que eu não falo sobre um outro vício meu por aqui: Financiamentos Coletivos. Para quem ainda não sabe bem o que é isso (onde você vive, sério?), financiamentos coletivos são campanhas em que um indivíduo ou empresa apresenta um projeto publicamente e chama esse público para ajudar a viabilizar financeiramente esse projeto. As pessoas contribuem com dinheiro e recebem o produto e outras recompensas, muitas vezes exclusivas, dando opinião sobre o andamento do mesmo e influenciando o seu desenvolvimento. Em resumo é isso.
Eu pessoalmente gosto muito desse esquema de compra/participação no projeto. Você geralmente tem vários "previews" do jogo ao longo do tempo, dá opinião sobre algumas cosias nele, dita os rumos e os "extras" que serão desenvolvidos e, geralmente, ganha muito mais coisas com menos grana investida. É claro que tem algumas desvantagens e perigos. A primeira é que, raramente, esses projetos ficam prontos no prazo anunciado (e não é só no Brasil que atrasam não, lá fora é a mesma coisa). Você contribuiu com uma grana e demora bastante para ver o retorno (as vezes você até esquece e quando chega o livro você até acha que é presente). Outra coisa ruim que acontece raramente é o projeto morrer, nos mais de 40 projetos dos quais eu já participei, isso só aconteceu uma vez. No geral, acho que ainda é um processo que vale muito a pena.
Eu pessoalmente gosto muito desse esquema de compra/participação no projeto. Você geralmente tem vários "previews" do jogo ao longo do tempo, dá opinião sobre algumas cosias nele, dita os rumos e os "extras" que serão desenvolvidos e, geralmente, ganha muito mais coisas com menos grana investida. É claro que tem algumas desvantagens e perigos. A primeira é que, raramente, esses projetos ficam prontos no prazo anunciado (e não é só no Brasil que atrasam não, lá fora é a mesma coisa). Você contribuiu com uma grana e demora bastante para ver o retorno (as vezes você até esquece e quando chega o livro você até acha que é presente). Outra coisa ruim que acontece raramente é o projeto morrer, nos mais de 40 projetos dos quais eu já participei, isso só aconteceu uma vez. No geral, acho que ainda é um processo que vale muito a pena.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Reporte de Sessão - Deuses do Metal de Ur-Hadad - 1ª Sessão
Eu devo confessar uma coisa: eu prefiro muito mais mestrar um RPG do que jogar um RPG. Não sei exatamente porque, mas me divirto muito mais como mestre do que como jogador. Bem, pelo menos é como me sinto na maioria dos jogos que jogo. Mas tem um jogo que consegue me divertir tanto como mestre como jogador: Dungeon Crawl Classics RPG!
É uma pena que eu raramente consiga jogar, afinal ele ainda não é um jogo tão difundido por aqui e Goodman Games não é uma editora tão conhecida e tradicional nos olhos do Brasileiros. Acho que a primeira vez que eu joguei esse jogo (e não mestrei) foi na GENCON deste ano. Lá eu conheci pessoas muito legais, fanáticas por esse jogo assim como eu, e agora eu tive a sorte de ser convidado para a campanha que eles jogam online pelo roll20. Agora eu jogo com o pessoal do Metal Gods of Ur-Hadad!
A campanha deles já estava em andamento e o pessoal tem uns personagens de 1º e 2º nível que utilizam pelas aventuras. Eu, é claro, tenho que começar com quatro personagens de nível zero gerados de forma aleatória. Eu pude escolher a ocupação de um deles, que foi coletor de impostos e os outros foram sorteados. Acabei ficando com mais um soldado, um treinador de animais e um halfling comerciante. Mas tem um detalhe, eu não rolei nenhum atributo, nem nada. Eu só iria descobrir como eram meus personagens durante o jogo mesmo.
É uma pena que eu raramente consiga jogar, afinal ele ainda não é um jogo tão difundido por aqui e Goodman Games não é uma editora tão conhecida e tradicional nos olhos do Brasileiros. Acho que a primeira vez que eu joguei esse jogo (e não mestrei) foi na GENCON deste ano. Lá eu conheci pessoas muito legais, fanáticas por esse jogo assim como eu, e agora eu tive a sorte de ser convidado para a campanha que eles jogam online pelo roll20. Agora eu jogo com o pessoal do Metal Gods of Ur-Hadad!
A campanha deles já estava em andamento e o pessoal tem uns personagens de 1º e 2º nível que utilizam pelas aventuras. Eu, é claro, tenho que começar com quatro personagens de nível zero gerados de forma aleatória. Eu pude escolher a ocupação de um deles, que foi coletor de impostos e os outros foram sorteados. Acabei ficando com mais um soldado, um treinador de animais e um halfling comerciante. Mas tem um detalhe, eu não rolei nenhum atributo, nem nada. Eu só iria descobrir como eram meus personagens durante o jogo mesmo.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Reporte de Campanha - Edge of the Empire - Assalto ao Comboio de Kari
Como disse na última postagem, o One-Shot de Edge of the Empire no Saia da Masmorra foi tão legal que acabou levando ao início de uma campanha (fora do Saia da Masmorra, porque acredito que eventos não devam ter mesas fechadas). Então, no sábado passado, quatro amigos meus vieram aqui em casa, dois dos quais já tinham jogado a primeira aventura no Saia da Masmorra, e começamos uma campanha que eu espero que dure um tempinho, já que esse jogo é bom demais para parar de jogar.
Os jogadores que já tinham jogado o RPG no Saia da Masmorra quiseram continuar com os personagens que jogaram lá e seguir a campanha a partir do final daquela aventura (malandramente, já que eles já tinham uns 50 pontos a mais que um personagem iniciante normal, mas dei aumentei a obligation do grupo em troca). Sendo assim, os novos jogadores tiveram que fazer personagens novos com alguns pontos a mais também (enquanto quem resolveu ficar com os do SdM chuparam dedo). Como não estávamos em um evento, tive mais tempo para explicar as mecânicas do jogo com calma, falando sobre a função de cada dado, cálculo da parada de dados, dificuldades e tudo mais.
Os jogadores que já tinham jogado o RPG no Saia da Masmorra quiseram continuar com os personagens que jogaram lá e seguir a campanha a partir do final daquela aventura (malandramente, já que eles já tinham uns 50 pontos a mais que um personagem iniciante normal, mas dei aumentei a obligation do grupo em troca). Sendo assim, os novos jogadores tiveram que fazer personagens novos com alguns pontos a mais também (enquanto quem resolveu ficar com os do SdM chuparam dedo). Como não estávamos em um evento, tive mais tempo para explicar as mecânicas do jogo com calma, falando sobre a função de cada dado, cálculo da parada de dados, dificuldades e tudo mais.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Sistema ou Cenário de Campanha? O que é mais importante?
Volta e meia ressurge das cinzas a velha discussão sobre o que é mais importante em um RPG, o sistema de jogo ou o cenário de campanha. Algumas pessoas tem certeza absoluta que é o sistema de jogo, já que a partir dele você joga o que você quiser e terá uma experiência muito melhor com um bom sistema não importa o cenário que você jogue. Outros, no entanto, afirmam que o sistema pouco importa e que a história do cenário é o que realmente os atrai. As regras seria apenas acessórios.
A verdade é que não há uma resposta certa única. Isso vai depender de cada grupo de jogo, da preferência e estilo de jogo de cada um. Mas termos a consciência disso e sabermos o que influência nossas escolhas e o ponto forte e fraco de tomar decisões sobre o jogo baseado nesses dois aspectos nos ajuda a nos concentrarmos naquilo que gostamos mais. Não é?
A verdade é que não há uma resposta certa única. Isso vai depender de cada grupo de jogo, da preferência e estilo de jogo de cada um. Mas termos a consciência disso e sabermos o que influência nossas escolhas e o ponto forte e fraco de tomar decisões sobre o jogo baseado nesses dois aspectos nos ajuda a nos concentrarmos naquilo que gostamos mais. Não é?
sábado, 1 de novembro de 2014
Locação Instantânea - A Taberna do Olho Dourado
Cara amigos roladores de dados, no intuito de proporcionar mais material de jogo utilizável para todo mundo, começarei outra série de postagens. Locação Instantânea são pequenos artigos descrevendo um local interessante para jogos de RPG que possam servir de inspiração e ponto de partida para outras coisas.
Cada entrada descreverá um local brevemente, de modo a torná-lo facilmente inserido em cenários diversos, com personalidades, curiosidades e acontecimentos. Alguns podem servir como pequenas aventuras, outras como uma base de operações ou, simplesmente, locais de interesse. A primeira localidade é a Taberna do Olho Dourado, um lugar onde o grupo de aventureiros pode se reunir e obter informações valiosas mas que esconde um segredo sombrio também.
Cada entrada descreverá um local brevemente, de modo a torná-lo facilmente inserido em cenários diversos, com personalidades, curiosidades e acontecimentos. Alguns podem servir como pequenas aventuras, outras como uma base de operações ou, simplesmente, locais de interesse. A primeira localidade é a Taberna do Olho Dourado, um lugar onde o grupo de aventureiros pode se reunir e obter informações valiosas mas que esconde um segredo sombrio também.
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