Eu não sei quanto a vocês, mas uma das coisas que eu acho mais importantes em um jogo de RPG é a ficha de personagem. Mas não é porque ela tem todas as regras, estatísticas e detalhes possíveis ou necessários do jogo. Porque ela é um meio físico de contato dos jogadores com o mundo de campanha e, ao mesmo tempo, dá a eles uma ideia do quão detalhada é ou não o jogo e como ele pode interagir com ele. Confesso que tem muito jogo que antes de decidir se vou ler o livro ou mesmo jogá-lo, vejo como é a ficha de personagem dele.
A aparência de uma ficha de personagem pode ajudar os jogadores a se imergirem mais no mundo de jogo. Aquelas planilhas secas apenas com quadradinhos e espaços que mais parecem formulários burocráticos de repartição pública não me passam nenhuma emoção, empolgação e me causam um desconforto quando tenho que parar o jogo para procurar algo nelas.
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domingo, 5 de outubro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Um jogo que ainda jogarei daqui a 20 anos - #RPGaDay
Com o mundo globalizado que temos hoje e com a possibilidade de ler livros em outras línguas sem muitas dificuldades, é fácil nos vermos soterrados e enfeitiçados pelas enxurradas de novidades que aparecem a cada dia. Todo dia que eu abro o RPGNow para ver as novidades eu me reparo com, pelo menos, um jogo novo e, muitas vezes, me vejo interessado em testar essas novidades.
Mas o quanto dessa nova geração de jogos a gente joga pelo prazer da novidade e quanto disso são jogos realmente inesquecíveis e marcantes que continuaremos a jogar por mais 20 anos? Sinceramente, eu não faço ideia. Mas eu gosto de pensar que a imensa maioria dos jogos que eu jogo constantemente eu ainda vou querer jogar daqui a 20 anos. Aliás, algo que me passa pela cabeça agora que estou com 30 anos é: Será que eu vou querer jogar esse jogo com o meu filho ou filha? Será que esse pode ser um RPG que ele ou ela vai conseguir mestrar e jogar sozinho?
Mas o quanto dessa nova geração de jogos a gente joga pelo prazer da novidade e quanto disso são jogos realmente inesquecíveis e marcantes que continuaremos a jogar por mais 20 anos? Sinceramente, eu não faço ideia. Mas eu gosto de pensar que a imensa maioria dos jogos que eu jogo constantemente eu ainda vou querer jogar daqui a 20 anos. Aliás, algo que me passa pela cabeça agora que estou com 30 anos é: Será que eu vou querer jogar esse jogo com o meu filho ou filha? Será que esse pode ser um RPG que ele ou ela vai conseguir mestrar e jogar sozinho?
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Começando a me interessar pelo novo D&D
Quem acompanha razoavelmente esse blog pessoal sabe que eu falei pouco sobre o D&D Next, ou como ele é chamado agora, D&D 5ª Edição. Eu acompanhei o início dele apenas. Gostei de como ele começou e das promessas que eram feitas em relação ao seu futuro e desenvolvimento.
Mas, depois do segundo Playtest lançado, cada vez mais eu via o jogo voltando a ter mais do mesmo das últimas edições que não me agradaram muito (nada contra, não acho que sejam abominações dos RPG nem nada do tipo, só não se enquadrava no que eu esperava de um jogo de fantasia) e o feedback dos jogadores dessas edições era bastante forte, já que eles eram os consumidores atuais do jogo. Depois disso, larguei de mão e me afastei do D&D Next completamente. Amigos meus falavam sobre o jogo e eu só ignorava.
Com a divulgação das capas dos livro, esse sentimento de que o jogo não seria do meu gosto se reforçou ainda mais. Não tenho o que argumentar quanto a qualidade técnica das imagens, quanto a isso, não há dúvidas. Mas eu, felizmente ou infelizmente, espero mais do que isso na capa de jogos de RPG. Eu procuro inspiração, história, narrativa, mistério. Tudo o que eu vi nelas são a repetição de uma mesma coisa. Um monstro de boca aberta e um personagem com uma arma o atacando. Há pouco cenário em volta ou outros elementos que chamem atenção e façam você mergulhar na cena e criar alguma narrativa. Isso sem falar que eu prefiro imagens de artistas que tenham um estilo mais característico, mais marcante, algo que não é comum quando a parte gráfica é feita por uma agência.
Mas, depois do segundo Playtest lançado, cada vez mais eu via o jogo voltando a ter mais do mesmo das últimas edições que não me agradaram muito (nada contra, não acho que sejam abominações dos RPG nem nada do tipo, só não se enquadrava no que eu esperava de um jogo de fantasia) e o feedback dos jogadores dessas edições era bastante forte, já que eles eram os consumidores atuais do jogo. Depois disso, larguei de mão e me afastei do D&D Next completamente. Amigos meus falavam sobre o jogo e eu só ignorava.
Com a divulgação das capas dos livro, esse sentimento de que o jogo não seria do meu gosto se reforçou ainda mais. Não tenho o que argumentar quanto a qualidade técnica das imagens, quanto a isso, não há dúvidas. Mas eu, felizmente ou infelizmente, espero mais do que isso na capa de jogos de RPG. Eu procuro inspiração, história, narrativa, mistério. Tudo o que eu vi nelas são a repetição de uma mesma coisa. Um monstro de boca aberta e um personagem com uma arma o atacando. Há pouco cenário em volta ou outros elementos que chamem atenção e façam você mergulhar na cena e criar alguma narrativa. Isso sem falar que eu prefiro imagens de artistas que tenham um estilo mais característico, mais marcante, algo que não é comum quando a parte gráfica é feita por uma agência.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
As Diversas Eras de Dungeons & Dragons - Uma Visão Pessoal
D&D em seus 40 anos passou por diversas fases e momentos, e como tudo na vida, alguns desses momentos foram mais felizes que outros. É claro que quais desses momentos são vistos como felizes ou decadentes vai depender do espectador e de suas próprias experiências, mas como isso aqui é um blog pessoal, com opiniões pessoais de um jogador de D&D que ama as origens do jogo e se decepcionou bastante com os rumos do mesmo nos últimos 15 anos.
Ou seja, nessa postagem eu irei dividir a história do D&D em eras históricas, assim como outros blogueiros fizeram e tentarei explicar um pouco do porquê dessa divisão e classificação. Essa é meramente uma postagem de opinião pessoal, guiada por gosto e experiência de ter jogado e pesquisado o jogo em suas diversas edições e não reflete uma verdade ou classificação científica/histórica amplamente aceita e difundida. É mais uma brincadeira do que qualquer outra coisa, e serve como referência para as minhas inspirações.
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
Uma Breve Explicação sobre as Diversas Versões de D&D
O Dungeons & Dragons fez 40 anos há poucos dias e está para sair, pela Wizards of the Coast, mais uma edição dele, chamada de D&D Next ou D&D 5ª Edição. Mas vocês sabiam que, na verdade, essa será a 12ª versão do jogo já lançada? Desde o seu lançamento original em 1974 o Dungeons & Dragons passou por diversas encarnações, mudanças, e reformulações mudando bastante de cara e confundindo muita gente sobre qual versão é qual.
Aqui no Brasil, então, que não presenciou o lançamento de todas as edições essa confusão é ainda mais comum. Algumas pessoas acham que a versão original do D&D era aquela caixa preta da Grow; ou que não existiu AD&D 1ª Edição, como se a 1ª Edição fosse a caixa da Grow e a 2ª versão do jogo fosse o AD&D 2ª Edição. Com o lançamento daquela Caixa Básica vermelha do D&D 4ª Edição usando a mesma capa do D&D Basic do Mentzer as coisas pioraram mais ainda. Pensando nisso, resolvi fazer uma postagem rápida e resumida das diversas versões do D&D até então, a fim de ajudar as pessoas a identificar e conhecer a história do, possivelmente, mais importante RPG do mundo.
Aqui no Brasil, então, que não presenciou o lançamento de todas as edições essa confusão é ainda mais comum. Algumas pessoas acham que a versão original do D&D era aquela caixa preta da Grow; ou que não existiu AD&D 1ª Edição, como se a 1ª Edição fosse a caixa da Grow e a 2ª versão do jogo fosse o AD&D 2ª Edição. Com o lançamento daquela Caixa Básica vermelha do D&D 4ª Edição usando a mesma capa do D&D Basic do Mentzer as coisas pioraram mais ainda. Pensando nisso, resolvi fazer uma postagem rápida e resumida das diversas versões do D&D até então, a fim de ajudar as pessoas a identificar e conhecer a história do, possivelmente, mais importante RPG do mundo.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Reflexões sobre Raças como Classes
Todo mundo, ou quase todo mundo, sabe que nas edições clássicas de D&D (B/X, BECMI, e Rules Cyclopedia), não havia separação de raça e classe. Anões, elfos e halflings eram uma classe de personagem ao mesmo tempo que eram uma raça. Um anão era um anão e não podia ser outra coisa. No OD&D até existe essa diferenciação, mas efetivamente ela não faz tanta diferença, já que as raças possuem uma considerável restrição nas escolhas de classes. Anão deve ser guerreiro, halfling também. Apenas o elfo que deve possuir duas classes, guerreiro e mago, e alterna entre elas nas aventuras.
Esse tipo de divisão sempre me deixava encucado antigamente, e quando no AD&D e nas edições subsequentes passou-se a permitir uma maior liberdade de escolhas, eu passei a olhar para essas edições passadas com um certo desgosto. Mas esse não é mais o caso agora. Relendo o OD&D, e me preparando para uma campanha nele, ao mesmo tempo em que passo a ler e pesquisar os contos de fantasia e ficção que inspirarão o nascimento do jogo, a minha visão sobre Raças como Classes mudou bastante e acho até bastante interessante. Ela diz bastante coisas sobre o cenário do jogo.
Esse tipo de divisão sempre me deixava encucado antigamente, e quando no AD&D e nas edições subsequentes passou-se a permitir uma maior liberdade de escolhas, eu passei a olhar para essas edições passadas com um certo desgosto. Mas esse não é mais o caso agora. Relendo o OD&D, e me preparando para uma campanha nele, ao mesmo tempo em que passo a ler e pesquisar os contos de fantasia e ficção que inspirarão o nascimento do jogo, a minha visão sobre Raças como Classes mudou bastante e acho até bastante interessante. Ela diz bastante coisas sobre o cenário do jogo.
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
D&D B/X - Ficha de Personagem Personalizada à Mão!
Essa vai ser uma postagem bem rápida, só para mostrar para vocês uma ficha de personagem que eu fiz para usar nas minhas mesas de D&D B/X (ou seus retro-clones, como Labyrinth Lord). Ela é compatível, também, com outras edições clássicas, como a do Rules Cyclopedia (BECMI) e a do Holmes.
Então, devido a volta à disponibilidade dessa edição lá pelo dndclassics.com, o revival das aventuras clássicas, e a mesa que devo mestrar ou no Saia da Masmorra ou no Dungeon Carioca com a aventura B4 - The Lost City, peguei uma folha de papel e comecei a desenhar uma ficha própria. Usei como base a ficha clássica dessa edição (que você pode ver uma réplica fiel aqui), e fui criando em cima dela, adicionando um espaço para magias preparadas, por exemplo.
O processo foi bem simples, mas um pouco trabalhoso. Fiz alguns esboços e rabiscos antes em vários papeis e depois peguei uma folha de gramatura mais razoável para arte-finalizar. Desenhei tudo com lápis, bem de leve, para depois pegar canetas nanquim e um pincel para dar os toques finais. No final, foi só digitalizar e dar umas retocadas e ajustadas no photoshop.
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