segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pensamentos sobre Espada e Feitiçaria com Cortex Plus

Há pouco tempo, comprei o RPG baseado na série Firefly (sobre o qual fiz esta resenha aqui) e gostei muito do sistema do jogo, o Cortex + Action Roleplaying, uma variação do mesmo sistema usado no Marvel Heroic Roleplaying. Ele é muito bom para jogos que reflitam o aspecto rápido e dinâmico de filmes e séries de ação e aventura, além de ser altamente flexível e rápido.

Ele funciona perfeitamente para o cenário de Ficção Científica Western do Firfely, mas eu confesso que eu sou apaixonado mesmo por fantasia medieval pulp e por Espada e Feitiçaria, principalmente. Era natural, então, que eu começasse a pensar em como utilizar esse sistema tão legal para jogos nesses cenários. Será que com o Cortex + um jogo de fantasia medieval, ou mais especificamente, de Espada e Feitiçaria seria possível?

Eu acredito que sim e acho que seria bem fácil de se criar um. Na versão Action Roleplaying do Firefly, os personagens possuem, basicamente, 4 características: Atributos, Perícias, Distinções e Ativos. Quanto aos atributos e perícias, bem, nós já estamos cansados de saber o que são e para que servem, mas não custa reforçar. Ao contrário do Firefly, eu provavelmente dividirei o atributo físico em 2, sendo um ligado a força física e resistência (Força) e outro ligado aos Reflexos e Agilidade (Agilidade). Quanto aos atributos mentais e sociais, bem, ou eu os manteria assim, ou acabaria com o Social (para forçar a toda situação social ser resolvida só no Roleplay mesmo, evitando o Rollplay) e dividiria o mental em Inteligência (Conhecimento, racioncínio, memória) e Vontade (força de vontade, determinação).

Quanto às perícias, eles seriam bem genéricas e flexíveis, sem muita definição de usos específicos. Armas Brancas serviria para todo tipo de espada, machado, lança, por exemplo. O objetivo é, no total, ficar com no máximo 20 perícias, capaz de envolver todo o tipo de ação, excluindo as sociais, caso eu optasse por tirar o atributo social, dividindo o mental em Inteligência e Vontade (provavelmente ficaria algo em torno de 15 perícias).

Agora, quanto às Distinções, elas seriam alguns dos elementos mais importantes e definidores do personagem. No Firefly RPG elas definem aspectos Psicológicos, Comportamentais, Profissionais e Históricos do personagem. Em um jogo de fantasia, elas serviriam para as mesmas coisas, além de definir a Raça, Cultura e Especialidade do herói. Um personagem para ser capaz de lançar magias por exemplo, deverá ter uma Distinção que o caracterize como alguém capaz de realizar feitiços. Por exemplo, um personagem com a Distinção Feiticeiro de Chama Ardente - D8, poderia gastar plot points para criar feitiços relacionados ao fogo e a outras coisas, e talvez tivesse um trigger que permitisse que os Átivos criados de magia de fogo começassem com d8 ao invés de d6. As raças e culturas funcionariam de forma semelhante.

Os Ativos seriam justamente equipamentos especiais e itens mágicos. Uma armadura de Mithril, ou um escudo que deflete raios, ou uma espada feita de um metal que veio das estrelas. A magia funcionaria por meio de Ativo. O personagem gastaria um Plot Point e criaria um Ativo de uma magia para aquela cena relacionado a sua Distinção que permite que ele conjure magia. Isso acabaria equilibrando as coisas já que os personagens que não usam magia utilizariam os Plot Points para outras coisas e até mesmo para evitar serem derrotados e tirados do combate enquanto os Magos gastariam eles com magia, sendo mais fracos em outros aspectos.

Eu ainda não testei como isso rolaria em uma mesa sem si, mas me parece bastante promissor. Provavelmente, depois que eu voltar da GENCON e terminar algumas coisas que faltam para o Bruxos & Bárbaros e o Aventureiros do Mundo Perdido, eu devo testar rolar alguns jogos de fantasia com esse sistema. O clima vai ser bem diferente de um Old School, já que os personagens já começaram mais capazes e o clima do jogo é de bastante ação e aventura, similar a filmes de aventura e séries de TV. Quem sabe algo parecido não está por vir da própria Margaret Weiss.

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