domingo, 8 de abril de 2012

D&D Next - Alguns Pensamentos

Já fazem três meses desde o anúncio da nova edição do RPG de fantasia mais famoso do mundo. Nesse meio tempo muita coisa foi falada e teve um "playtest" do novo sistema em uma convenção nos EUA. Mas, se você parar para dar uma olhada nas pesquisas e artigos no site da Wizards of the Coast vai ter a impressão que eles não tem nada ainda.

A cada pesquisa de opinião sobre os aspectos do sistema e a cada artigo que eles publicam falando que estão pensando em fazer dessa ou daquela maneira, eu me pergunto o que será que aquelas pessoas jogaram no "playtest". A impressão que eu tenho é que o produto final não vai nem sequer lembrar esse jogo que elas jogaram.

sábado, 7 de abril de 2012

Ressurreição em Jogo - Como é na sua mesa?

Aproveitando o feriado, que tal falarmos um pouco sobre a ressurreição nos nossos jogos? Morte, como já foi falado por aqui, é uma tema importante nas aventuras de RPG. Afinal, sem o risco dela, não há, realmente, nenhuma aventura. Mas e quanto a ressurreição de personagens? O quanto ela é necessária? O quão acessível ela deve ser? Qual o custo, monetário e não monetário de tal ato? Quais são sua consequências para o mundo?

Todas essas são perguntas importantes a serem pensadas, se não respondidas. Muitos jogos, principalmente os de fantasia, apresentam diversas maneiras de se trazer um personagem de volta do mundo dos mortos. Entretanto, a banalização desse artifício pode trazer consequências desastrosas para um bom jogo, como fazer com que os jogadores não tenham medo de que seus personagens morram, fazer com que eles não se preocupem muito com as decisões que tomam, já que poderão ser revividos se algo der errado e, o pior, faz com que os combates percam sua importância e se tornem cada vez menos dramáticos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Crônicas da Terceira Era - Em Busca da Luz - Parte III


Elmara, Klandrin, Balared e Aerandir iriam partir de Erebor e retornar ao Reino da Floresta, mas, antes, Dáin Ironfoot, o Rei Sobre a Montanha, requisitou uma audiência com o grupo. Ele queria saber mais informações sobre a morte de Drarin, pois a achava muito suspeita. Foi então que a dúnedan revelou ao Rei dos anões a sua suspeite de que uma casa nobre dos elfos estaria envolvida. Aquilo deixou Dáin tremendamente irritado e se sentindo traído pelos elfos da floreste. Ele queria justiça, nem que tivesse que buscá-la ele mesmo. Em alguns dias ele enviaria uma comissão para os Salões do Rei Elfo e exigiria a cabeça do lorde Sindorfin.

Após tal audiência com o Rei Sobre a Montanha, os aventureiros se dirigem para o Reino da Floresta. Era final de outono e o inverno estava apenas a uma semana de distância. O caminho até a floresta era um dos mais fáceis que eles percorreram nos últimos meses. Apesar de um vento gelado que soprava do norte, vindo das Montanhas Cinzentas, e cansaço causado por ele, a companhia chegou no reino dos elfos em pouco mais de cinco dias.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Enigmas e Charadas - As Nove Vidas de Etrom

Enigmas, quebra-cabeças, charadas e outros desafios mentais eram atrações garantidas em diversas aventuras antigamente, mas cada vez mais eu tenho visto o seu número diminuir. Por esse motivo acho que seria interessante começar uma série de postagens com esses elementos para serem utilizados em qualquer jogo, já que a sua mecânica não tem nada a ver com regras de RPG e sim com simples lógica, raciocínio e percepção.

O objetivo é disponibilizar esses "quebra-cucas" para serem usados em qualquer mesa para desafiar seus jogadores e não os dados que eles rolam. No entanto, apesar desses desafios serem construídos para serem resolvidos sem a necessidade de se envolver a mecânica de cada sistema, o mestre pode, se quiser, dar dicas para aqueles personagens que possuem alguma perícia, habilidade, talento ou algo parecido, apropriado à situação.

A primeira charada é um desafio lógico matemático. Chamarei o problema de "As Nove Vidas de Etrom".

terça-feira, 3 de abril de 2012

Dados, Aleatoriedade e Criação

Dados sempre foram importantes na imensa maioria dos jogos de RPG, eles são importantes para se definir uma série de coisas, principalmente o resultado das ações dos personagens. Mas parando para reler alguns jogos mais antigos (principalmente as primeiras edições de D&D), é fácil perceber que o papel deles era muito maior uns anos atrás.

Talvez seja uma certa paixão por dados, mas, nos jogos mais antigos, muitos aspectos do jogo dependiam de um rolamento deles, desda criação dos personagens, passando pela reação das pessoas que eles encontrassem, até a criação de cenários e aventuras. Isso, além de ser divertido, pois você não sabe o que esperar, envolve uma certa aceitação e incorporação do risco no jogo, como se cada um desses rolamentos fosse parte de uma mini aventura.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Aventuras Raciais - Grupo de Personagens da Mesma Raça

É de se esperar que em um grupo de jogo cada um escolha personagens diferentes, com habilidades diferentes e origens distintas. Isso é até incentivado pela maioria dos jogos, afinal, cada tipo de personagem complementa as habilidades uns dos outros. Mas e se todo o grupo fosse formado apenas de personagens de uma única origem (seja raça, cultura, clã, tradição, escola ou coisa do tipo)?

Isso pode parecer bastante limitador, e de certa forma até é, mas abre também diversas outras oportunidades únicas que você não teria em uma campanha mais "eclética". Você pode focar nos elementos pais centrais e importantes daquele grupo, explorar mais profundamente aquele cultura e ter certeza de que as aventuras que você criar estarão intimamente ligada a todos os personagens.

domingo, 1 de abril de 2012

Pontos de Partida - Mapas

Mapas sempre despertam uma certa curiosidade em mim. Eu adoro mapas, fazer mapas, decifrá-los e acho que muita gente gosta também. Assim, com certeza os nossos personagens de RPG também devem gostar deles e eles são uma ótima maneira de começar uma aventura. Eles tem algo de misterioso e sempre trazem a promessa de algo mágico para quem segui-lo até o final.

Possibilidades de aventuras envolvendo mapas são quase infinitas e podem ir desde a busca por um mapa, ou pedaços dele até a destruição de todas as suas cópias, para evitar que o paradeiro de algo seja descoberto. Mapas podem levar a algum tesouro escondido, a um local secreto, ao paradeiro de uma pessoa, à prisão de um ser que jamais deveria ser libertado ou a qualquer outro lugar que a sua imaginação conseguir criar.

A seguir, então, vou colocar algumas ideias para aventuras que envolvam mapas de alguma forma. Essa ideias são apenas bases para se criar uma história maior e não um roteiro completo para uma aventura. O objetivo aqui é ajudar a botar a cabeça para criar algo único seu!