Monstros sempre tiveram um papel fundamental nos RPGs, desde os primórdios do hobby em 1974 até os dias de hoje. Eles são o desconhecido, o inumano, o estranho, o inverso dos personagens dos jogadores e, naturalmente, seus inimigos. Esse contraste sempre foi um dos motores dos jogos de fantasia. No entanto, com o passar do tempo, esse motor foi falhando. Os monstros foram se tornando familiares, mais humanizados, comuns, homogêneos entre os diversos jogos, e aquilo que era para ser desconhecido, ameaçador, estranho e inumano virou um velho amigo, um velho conhecido de longa data com a qual temos aquela rivalidade saudável.
E isso é péssimo. Já falei por aqui, diversas vezes, sobre a importância de tornar os monstros únicos, estranhos, diferentes do que estamos acostumados. É difícil deixar os jogadores apreensivos com a possibilidade de enfrentar goblins ou orcs. Isso é muito mais fácil quando os jogadores não fazem menor ideia de qual criatura está devorando a carne dos aldeões, deixando corpos empalados pendurados em árvores e emitindo sons guturais nas sombras.
Mas uma questão permanece em aberto: De onde tirar ideias e inspirações para esses novos monstros? Onde posso encontrar novos monstros feitos nesse molde para usar ou para usar como modelo para novas criações? Bem, com esta postagem eu pretendo ajudar a resolver esse probleminha.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Fonte de inspiração – Imagens no Tumblr
Arte, acredito eu, pode ser uma ótima fonte de inspiração para os nossos jogos, assim como uma ótima ferramenta na mesa. Ademais, acho que não RPG Old School se beneficia muito e se identifica com um certo estilo de arte mais comum em décadas passadas. A arte de fantasia e ficção dos anos 70 e 80 diferem muito das atuais e elas, para mim, refletem mis o espírito do jogo original do que a que vemos atualmente nos livros por aí.
Mas onde a gente consegue encontrar essas fantásticas ilustrações de outrora em grande concentração hoje em dia? Sempre podemos usar o Google, claro, mas nem sempre isso é efetivo e acabamos achando muita coisa ruim antes de ver o que queremos. Foi então que, recentemente, eu descobri que o Tumblr é um paraíso para os apreciadores deste tipo de arte. Lá, com poucos cliques, você se vê soterrado de imagens e artistas das décadas passadas, mostrando a fantasia Old School e Pulp que tanto faz falta hoje.
Sendo assim, como forma de serviço público à comunidade RPGística, vou colocar links para as páginas que sigo por lá e recomendo pela qualidade das imagens e seu potencial de inspiração.
Mas onde a gente consegue encontrar essas fantásticas ilustrações de outrora em grande concentração hoje em dia? Sempre podemos usar o Google, claro, mas nem sempre isso é efetivo e acabamos achando muita coisa ruim antes de ver o que queremos. Foi então que, recentemente, eu descobri que o Tumblr é um paraíso para os apreciadores deste tipo de arte. Lá, com poucos cliques, você se vê soterrado de imagens e artistas das décadas passadas, mostrando a fantasia Old School e Pulp que tanto faz falta hoje.
Sendo assim, como forma de serviço público à comunidade RPGística, vou colocar links para as páginas que sigo por lá e recomendo pela qualidade das imagens e seu potencial de inspiração.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Bruxos & Bárbaros - A confecção da Capa do Jogo Básico - Parte I
Como todo mundo sabe, o texto do Jogo Básico do Bruxos & Bárbaros está pronto. Ele, inclusive, está disponibilizado para download para quem quiser começar a jogar e se divertir em um mundo de Espada e Feitiçaria. Mas ainda falta colocar esse conteúdo em um documento mais apresentável, bonito e inspirador. Por isso, pelas próximas semanas, eu estarei trabalhando em ilustrações e no design do livro em si.
Para começar, depois de mais alguns meses sem pegar em um lápis, decidi partir logo para a capa do livro. Eu quero algo icônico que homenageie as origens do hobby mas que indique as características novas e da literatura de Espada e Feitiçaria que permeia o jogo. Sendo um "Jogo Básico" e inspirado na versão Básica do Jogo de Fantasia Original, nada mais natural de procurar nessas versões a inspiração para minha capa, não é?
Para começar, depois de mais alguns meses sem pegar em um lápis, decidi partir logo para a capa do livro. Eu quero algo icônico que homenageie as origens do hobby mas que indique as características novas e da literatura de Espada e Feitiçaria que permeia o jogo. Sendo um "Jogo Básico" e inspirado na versão Básica do Jogo de Fantasia Original, nada mais natural de procurar nessas versões a inspiração para minha capa, não é?
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Leituras Inspiradoras - The Abominations of Yondo - Clark Asthon Smith
O RPG não seria RPG sem a literatura. Todos sabemos de jogos, aventuras, mecânicas e diversos outros elementos de RPGs que foram diretamente inspirados em obras literárias. Mas isso tem sido esquecido ao poucos, ou deixado de lado para influências mais diretas, atuais, e visuais, como videogames e outros jogos populares, como cardgames. Por isso, pensei em fazer alguns artigos com resenhas e reflexões sobre alguns contos e histórias que podem ser bastante inspiradoras para jogos de RPG.
Começo, então, por um dos primeiros contos escritos por Clark Ashton Smith, um autor da primeira metáde do século XX, contemporâneo e amigo de H. P. Lovecraft e Robert E. Howard. Eles eram o trio que liderava as histórias de ficção, fantasia, horror, e ficção científica na Weird Tales, e foram muito influentes, tanto na literatura, quanto nos jogos. Não é atoa que o famoso Appendix N do AD&D 1ª Edição é tão comentado, e alguns consideram uma leitura dele quase essencial para compreender o jogo completamente.
Começo, então, por um dos primeiros contos escritos por Clark Ashton Smith, um autor da primeira metáde do século XX, contemporâneo e amigo de H. P. Lovecraft e Robert E. Howard. Eles eram o trio que liderava as histórias de ficção, fantasia, horror, e ficção científica na Weird Tales, e foram muito influentes, tanto na literatura, quanto nos jogos. Não é atoa que o famoso Appendix N do AD&D 1ª Edição é tão comentado, e alguns consideram uma leitura dele quase essencial para compreender o jogo completamente.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Bruxos & Bárbaros - Especial "Roube como um Artista"!
Recentemente eu adquiri um livro muito legal e útil para quem trabalha com criação: o "Roube como um Artista" do Austin Kleon, e ele me fez parar para pensar bastante sobre tudo o que eu faço, desde o meu trabalho chato que faço de segunda a sexta, passando pelo meu blog, minhas partidas de RPG, a música que eu ouço, e principalmente o jogo que estou criado, o Bruxos & Bárbaros.
A premissa básica do livro, que na verdade traz diversas outras dicas, conselhos e reflexões, é que não existe um trabalho totalmente original, que nasce do nada, sem referências e inspirações. Quer dizer, pode até existir, mas é muito improvável, e dificilmente será bom, já que não tem nenhuma alicerce. A ideia é que artistas (ou designers, poetas, ou quem quer que seja) criam seus trabalhos copiando o trabalho de outros, mas não no mau sentido. As pessoas pegam elementos de vários trabalhos que amam, misturam com outras cosias de outros projetos que admiram, acrescentam algo único que tem a ver com sua bagagem e experiência e produzem algo diferente e novo, mas que nasceu de algo que existia antes. É um acréscimo, um crescimento, uma forma de homenagear o que veio antes, honrar suas paixões.
A premissa básica do livro, que na verdade traz diversas outras dicas, conselhos e reflexões, é que não existe um trabalho totalmente original, que nasce do nada, sem referências e inspirações. Quer dizer, pode até existir, mas é muito improvável, e dificilmente será bom, já que não tem nenhuma alicerce. A ideia é que artistas (ou designers, poetas, ou quem quer que seja) criam seus trabalhos copiando o trabalho de outros, mas não no mau sentido. As pessoas pegam elementos de vários trabalhos que amam, misturam com outras cosias de outros projetos que admiram, acrescentam algo único que tem a ver com sua bagagem e experiência e produzem algo diferente e novo, mas que nasceu de algo que existia antes. É um acréscimo, um crescimento, uma forma de homenagear o que veio antes, honrar suas paixões.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Apêndice Nosso - O Preço do Amanhã
Inaugurando mais uma coluna irregular aqui no blog, vou falar sobre coisas que inspiram nossa imaginação e nos presenteiam com ideias para utilizarmos em nossas mesas. Em homenagem ao "Appendix N", chamarei a coluna de "Apêndice Nosso", já que serão as nossas referências e inspirações.
Para começar nossa jornada por esse infinito mundo de referências, vou falar de um filme que vi recentemente, ao qual eu não dava nada, mas me deu uma porção de ideias. "O Preço do Amanhã" ("In Time" no original), é um filme futurita, de ficção científica, em que a humanidade passou a viver com envelhecimento controlado, e a moeda mundial é horas de vida. Dessa forma, os ricos e poderosos vivem praticamente para sempre, e as classes menos abastadas morrem a qualquer momento em que acaba seus segundos. Esse cenário, por si só só já dava um baita jogo de ficção científica, cyberpunk, com intrigas e essas coisas (fica a dica).
Para começar nossa jornada por esse infinito mundo de referências, vou falar de um filme que vi recentemente, ao qual eu não dava nada, mas me deu uma porção de ideias. "O Preço do Amanhã" ("In Time" no original), é um filme futurita, de ficção científica, em que a humanidade passou a viver com envelhecimento controlado, e a moeda mundial é horas de vida. Dessa forma, os ricos e poderosos vivem praticamente para sempre, e as classes menos abastadas morrem a qualquer momento em que acaba seus segundos. Esse cenário, por si só só já dava um baita jogo de ficção científica, cyberpunk, com intrigas e essas coisas (fica a dica).
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