domingo, 25 de agosto de 2013

Bruxos & Bárbaros - Culturas - Kollichianos

Para quem não viu, foram disponibilizados novos arquivos, com algumas correções para o Jogo Rápido do Bruxos & Bárbaros - O Crânio de Tuhan. Foram poucas as correções, mas demos uma melhorada em alguns aspectos da diagramação do livreto também. Enquanto isso, eu vou continuando a traduzir minhas anotações em algo apresentável, trazendo o conteúdo que vira no próximo Jogo Rápido e na versão final do jogo. Já vimos como será a Geração de Atributos e Augúrios, trouxe as culturas Arthasiana, Athiggnu, Eleana, assim como as Complicações, que dão um toque especial ao personagem.

Hoje conheceremos um pouco mais sobre os Kollichianos, as Lâminas de Rullik. Esse povo oriundo da região leste de Arthasia é quase tão antigo quanto os Zartarianos, mas passou milênios sem formarem uma cultura organizada. Foi graças às palavras da Rainha-Profetiza Silaya que esse povo se uniu e venceu as difuculdades que os assolavam, formando um império forte e determinado. Hoje, eles voltam seus olhares para o ocidente, em direção aos vales férteis onde as outras culturas brigam entre si. Será que o Império de Killichar se expandirá ainda mais?

Kollichianos

Recém chegados a região central de Arthasia, esse povo possui uma cultura quase tão antiga quanto os Zartarianos, porém mais voltada para os aspectos militares e religiosos. Vindos do oriente, os Kollichianos dominaram diversos povos, e construíram um Império forte e centralizado na Rainha-Profetiza Silaya. Cultos, educados, e bastante diplomáticos, eles agora voltam seus olhos para os vales férteis do ocidente, mas ao invés de uma invasão militar, parecem preferir, por enquanto, uma abordagem mais diplomática e comercial. Ninguém sabe se eles pretendem um dia invadir os reinos que agora visitam, mas essa possibilidade causa pesadelos em muitos líderes da região.

Origem: Os Kollichianos são um povo antigo que surgiu na mesma época dos Zartarianos, do outro lado do continente de Arthasia. Por milênios, esse povo guerreiro viveu em grandes clã nômades, que mantinham uma aliança frouxa entre si, mas às vezes guerreavam uns contra os outros, viajando pelas planícies, desertos e estepes daquela parte do mundo, sem formar uma grande nação. Eles seriam facilmente conquistados por uma força externa, devida a sua fragmentação, e falta de uma autoridade central. Então veio a profetiza Silaya, trazendo a mensagem do poderoso deus Rullik, que eles deviam se unir para tornarem-se uma nação forte contra as ameaças externas que viriam. Inicialmente, apenas alguns clãs acreditaram nas palavras de Silaya, mas uma invasão vinda do norte rapidamente deu mais peso à profecia. Os Zartarianos tentavam ampliar seu Império Bruxo, mas foram repelidos graças à rápida unificação e formação do Reino de Kollichar. Hoje, milênios depois, esse povo é muito desenvolvido, fortemente militarizado, e busca no ocidente novas maneiras de expandir seu Império.

Aparência: Com uma pele acobreada, cabelos escuros, e olhos castanhos amendoados, esse povo vindo do oriente é facilmente reconhecido. Homens e mulheres tendem a uma estatura média de 1,75m e 1,60m respectivamente. Barba e bigode são vistos como sinal de virilidade e é raro encontrar um Kollichiano de barba feita. Em termos de vestimentas, esse povo favorece o uso de roupas largas e confortáveis, feitas com tecidos nobres, como a seda que trazem do oriente. Turbantes são comuns nos homens, e muitas mulheres, seguindo as tradições antigas de seu povo, cobre o rosto com véus coloridos. Algo que não falta na cintura de nenhum indivíduo dessa cultura é uma espada larga de lâmina curvada chamada Rullikar, a Lâmina de Rullik.

Costumes: Como esse povo teve um passado bastante fragmentado, seus costumes costumam variar conforme a origem dos ancestrais locais. Porém, com a unificação liderada pela Rainha-Profetiza, algumas práticas se tornaram bastante comuns entre eles. A bebida alcoólica, por exemplo, é praticamente proibida, seu consumo é reservado apenas para os infiéis, bandidos e párias. A poligamia é comum e aceita, fazendo com que qualquer homem ou mulher capaz de sustentar mais do que um conjugue possa se casar com a benção de Rullikar. De fato, a Rainha-Profetiza possui diversos maridos, de todas as idades, e ser escolhido por ela é uma honra tão grande que quem recusar é exilado e excomungado. A religião desse povo também está enraizada na sua vida diária, e um dos motivos para a sua vindo ao ocidente é a expansão do culto a Rullikar e à Salaya. Assim, todos os dias ao amanhecer, os Kollichianos se voltam para o oriente, se curvam, e oram pela benção de seu deus e sua rainha. Além disso, devido a sua cultura militarizada, a maioria das pessoas dessa cultura possui alguém treinamento militar, e esse povo é conhecido por sua habilidade no campo de batalhe, e por seus arqueiros.

Organização: Se há milênios atrás esse povo era disperso e desorganizado, tudo isso mudou com a primeira encarnação de Rainha-Profetiza Silaya. Hoje, o Império Kollichar se estende por uma vasta região no oriente, dominando regiões que eram de outros povos, e agora voltando seu olhar para os vales férteis da região central de Arthasia. Gökyuz é a capital do Império, uma cidade com grandes palácios, e um muro de pedra gigantesco, e muito mármore. Quem governa esse povo é sempre uma mulher, que eles acreditam ser a reencarnação da Profetiza Silaya. Essas Rainhas-Profetizas tem autoridade máxima e costumam manter um harém de homens de diversos povos. Ser escolhido como um de seus amanter é considerado a maior honra que um homem pode obter. Quando a encarnação atual da profetiza morre, os sacerdotes vasculham o Império em busca de uma criança que tenha nascido naquela noite para substituí-la. Diversas outras grandes cidades se espalham pelo seus domínios, e os Kollichianos vão estabelecendo feudos nas regiões que conquistam. No ocidente, sem uma região para chamar de sua, esse povo estabelece colônias nas maiores cidades, se destacando como mercadores e emissários. Mais recentemente, os Kollichianos fundaram uma Cidade-Estado em um antiga ruína Zartariana, às margens do Rio Banedix, para facilitar o escoamento de seus produtos.

Reputação: Como essa cultura é nova na região central de Arthasia, a reputação deles entre os outros povos ainda é bastante variada. Os povos mais civilizados os veem como rivais, e possíveis inimigos, caso resolvam exercer seu poderio militar. Apesar disso, sua rica cultura, mercadorias exóticas, e informações de uma parte distante do continente os fazem bastante interessantes para os habitantes das Cidades-Estados. Já as culturas menos civilizadas, apesar de terem poucas oportunidades para contatar os Kollichianos, descobriram suas habilidades marciais, e costumam respeitá-los no campo de batalha.

Idioma: Kollich é a língua falada por esse povo e não parece ter muita ligação com qualquer outra língua do ocidente. É um idioma antigo, bastante musical, e que possui milênios de produção cultural por trás dele, com poemas, épicos, e outras grandes obras literárias. Seu alfabeto é formado principalmente de linhas curvas, e pontos, dando uma fluidez gráfica característica.

Benção: Os Kollichianos são conhecidos por suas habilidades em combate, principalmente por suas estratégias, e pelo Grito de Guerra, capaz de levantar o espírito de seus aliados, e trazer terror e dúvida para o coração de seus inimigos. Gastando um ponto de Sorte, o personagem brada um Grito de Guerra que afeta todos ao seu redor até uma distância de 10 metros por uma rodada. Os aliados, então, poderão rerrolar qualquer jogada de dados uma única vez nesse período, mas ficando com o segundo resultado, mesmo que pior que o primeiro. Da mesma forma, a escolha do jogador, os inimigos afetados podem ser forçados a rerrolar uma jogada durante a rodada, ficando com o segundo resultado, independente se melhor ou pior que o primeiro.

Aspectos Sugeridos: Viajante, Religioso, Diplomata, Militar, Comerciante.

Esses foram os Kollichianos, um povo bastante militarizado, culto, e religioso. Sua chegada na região central de Arthasia tem perturbado a balança de poder, mas ainda pode trazer muitas surpresas para a Ordem de Cronistas de Mezanthia. E aí, o que acharam?

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