quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Bruxos & Bárbaros - Culturas - Athiggnus

Voltamos com mais uma postagem trazendo prévias do que está por vir no próximo "preview" do Bruxos & Bárbaros, com regras para criação de personagens e uma aventura inédita "Os Salões do Rei Símio". No último artigo, apresentei a descrição completa do Arthasianos, os Homens Comuns, Filhos de Arthasia. Dessa vez, lhes trago os Athiggnus, os Andarilhos da Noite.

Este é um povo nômade, festivo, supersticioso, e cheio de artimanhas. Sua beleza é exaltada, mas seus hábitos e costumes são vistos como incivilizados. Os outros povos desconfiam deles, mas não podem deixar de depender de seus serviços, que incluem a venda de informações e outros bens incomuns, como contrabando, drogas, e outras coisas. Os Athiggnus comandam uma grande rede de informantes, contatos, e comerciantes escusos, e sabem muito bem cobrar por isso.

Athiggnus

Conhecidos como os Andarilhos da Noite, esse é um povo nômade, festivo, e muito supersticioso, porém com uma cultura rica e bastante influente (ao menos no que interessa a eles). Eles não costumam ficar no mesmo lugar por muito tempo e viajam o mundo comercializando objetos de arte, especiarias, tecidos e outras mercadorias mais escusas. São conhecidos, também, pelos seus adivinhos, charlatões e maldições. Entretanto, esse povo sofre forte preconceito junto a maioria das outras culturas, devido ao seu passado misterioso e falta de raízes fortes e uma organização mais tradicional. Eles ainda costumam ter bons contatos no submundo de qualquer sociedade, e é bem provável que um Athiggnu saiba onde você pode conseguir aquilo que procura, ou ao menos ele conhecerá alguém que sabe. Mas é bom ter cuidado com o que se pede de um deles, o preço que cobram costuma ser caro.

Origem: Os Athiggnus já eram nômades quando foram escravizados pelos Sartarianos, mas possuíam uma cultura em desenvolvimento, e um conhecimento peculiar sobre as estrelas e outras forças místicas da noite. Grande parte deles se tornaram escravos de nobres e outros Sartarianos mais poderosos, fazendo serviços menos braçais. Muitas das mulheres desse povo foram preencher os haréns de Reis-Bruxos, e isso os colocaram a parte dos outros escravos, diminuindo a miscigenação com outras etnias, e fazendo os Athiggnus ter mais contato com a cultura de Sartar. Os patriarcas, hoje, falam de Athigg, a Brisa da Noite, filha de Panluna, a Lua Cheia, que os libertou da escravidão, e que seu povo segue até os dias atuais. Seu espírito festivo se deve a séculos de opressão, e a superstição que possuem é consequência do contato que tiveram com os Sartarianos.

Aparência: Esse povo, devido às suas andanças pelo mundo, possuí uma pele bronzeada, combinada, geralmente, com um porte físico mais atlético. Os cabelos são tipicamente negros e brilhantes, levemente cacheados, e os olhos igualmente escuros, mas com uma luz que os torna muito vivos. Homens e mulheres possuem estatura mediana, com eles em média com 1,70m e elas com 1,60m. A beleza desse povo é notável, principalmente entre as mulheres, mas é uma beleza que costuma durar apenas sua juventude, já que muitas senhoras desse povo são descritas como decrépitas. A vestimenta comum deles é composta de muitos panos coloridos, de tecidos finos, adornados com joias, brincos, pulseiras, a maioria de prata, em homenagem às Deusas da Lua. As mulheres Athiggnus são umas das poucas de Anttelius a fazer uso de maquiagem, o que chama ainda mais atenção para a beleza natural das mesmas.

Costumes: Assim como a lua, que eles acreditam reger seu futuro, os Athiggnus estão sempre em movimento e mudança. Vivem em tendas luxuosas, mas nunca as deixam fixadas sobre o mesmo solo muito tempo. A música, a poesia, e a dança são tradições fortes entre esse povo que não possui uma forma escrita para seu idioma, fazendo essas formas de arte os principais meios de preservação de sua cultura. Assim, todos os eventos sociais desse povo envolvem muita dança, música, cânticos, fazendo com que tenham a fama de festeiros. O núcleo familiar é tipicamente patriarcal e polígamo, permitindo que, se a pessoas possui posses suficientes para sustentar mais de uma família, ela tenha mais que um conjugue. Por isso, a riqueza material é muito valorizada entre eles, o que faz com que outros povos os considerem gananciosos, egoístas, e perigosos nos negócios. As crianças desse povo vivem como servas de seus ascendentes até o rito de maturidade de 12 anos, quando ou são aceitos como membros completos de sua sociedade, ou são exilados e vistos como pessoas desonradas. Graças a esse povo que a Selomancia foi descoberta, o método de previsão do futuro por meio da observação de luas e estrelas.

Organização: Essa cultura não possui uma organização social muito uniforme e rígida. Divididos em diversos clãs, formados, por sua vez, por várias famílias ligadas entre si, eles vivem uma vida de constante viagens e mudança. Não existe uma autoridade central dentro desse povo, mas em ocasiões especiais, sabe-se que uma grande reunião ocorre em lugares secretos com os patriarcas de todos os clãs, a fim de debaterem sobre assuntos importantes. Mesmo assim, esse povo nômade conseguiu formar a maior rede de informações e contrabando de todo o continente de Arthasia. Um ditado comum é “se você está procurando algo, só precisa achar o Athiggnu certo”. E na maioria das vezes ele é bem verdadeiro. Mesmo em constante mudança, ou talvez por causa disso, esse povo tem acesso a muitas informações, contatos, e mercadorias, e sempre se certificam de deixar o seu “acervo” nas mãos de um irmão de sangue.

Reputação: Conhecidos como os Andarilhos da Noite, os Athiggnus são vistos como trapaceiros, enganadores, supersticiosos, e incultos. Apesar disso, muitos sabem de seu valor quando o assunto é encontrar algo importante, e conseguir artefatos menos “comuns”. Por serem nômades, poucas pessoas confiam neles, já que em um dia podem estar ali, e no outro não. Apesar disso, um outra cultura parece se identificar mais come eles, os Ravinai, o povo pirata de Anttelius, sempre em movimento como eles, e a procura de riquezas.

Idioma: O Athigg é uma variação do Antigo Sartariano, que evoluiu do idioma falado pelos escravos de nobres no Império de Zartar. No entanto, essa língua não possui uma forma escrita, acarretando na valorização das tradições artísticas desse povo em seu papel na transmissão de tradições.

Benção: Mesmo mal vistos pelos outros povos, os Athiggnus mantêm uma rede de informações e contrabando muito extensa, quase onipresente. Além disso, é normal que esse povo em suas andanças tenham criado relações duvidosas com guildas de ladrões, taverneiros, prostitutas, soldados, e qualquer tipo que possa querer usar seus favores. Gastando um ponto de Sorte, o personagem pode invocar essa benção para “encontrar” alguém disposto a lhe ajudar com informações, mercadorias, e outras coisas. Isso pode custar ouro, favores, ou outra coisa que o contato julgue justo para o que o Athiggnu solicitar.

Aspectos Sugeridos: Viajante, Artista, Contrabandista, Sedutor, Comerciante.

Os Athiggnus são uma cultura bem interessante para aqueles que desejam criar um personagem mais solto, exótico, e com raizes "móveis". São ótimos viajantes e aventureiros por natureza, sem contar que tem um talento natural para conseguirem coisas que os outros não conseguiriam.

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