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sábado, 29 de agosto de 2015

Resenha - Wonder & Wickedness - Magias Sem Níveis para Jogos OSR

Seguindo o modelo criado pelo jogo da fantasia original em 1974, a imensa maioria dos RPGs apresenta um sistema de magias divididos por níveis de complexidade, fazendo com que as magias mais poderosas (e, muitas vezes, as mais divertidas) fiquem restritas apenas aos personagens de níveis mais avançados.

Para aqueles que não possuem uma frequência de jogo muito constante ou que gostam de jogar aventuras independentes ao invés de campanhas, isso pode ser um problema, já que, dificilmente, os seus personagens alcançaram tais níveis e experimentaram com tais magias. Ainda mais nos jogos Old School onde a mortalidade dos personagens não é atenuada.

Pensando nisso e também na inspiração original do sistema de magia desses jogos, B. Strejcek criou o Wonder & Wickedness (publicado pela Lost Pages), um suplementos compatível com praticamente qualquer sistema de regras da OSR que permite que personagens usuários de magia utilizem uma amplitude muito maior de feitiços, sem serem restritos por nível.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Entendendo um pouco mais da Magia Vanciana

Todo mundo sabe que a magia nos jogos clássicos de Dungeons & Dragons foi baseada na forma como a magia é tratada em alguns contos de fantasia pulp, principalmente as séries de Jack Vance (The Dying Earth, por exemplo). Mas, mesmo assim, muitas pessoas questionam como esse "sistema" funciona, como o mago simplesmente "esquece" as magias que estudara a pouco tempo, e as revê todos os dias. Muita gente acha que isso não faz o menor sentido, e que isso foi apenas uma escolha para tentar balancear o jogo e não deixar os conjuradores lançarem magias sem parar. Mas, por outro lado, é bem provável que essas pessoas não tenham lido esses livros que influenciaram a forma como a magia é tratada em D&D.

O sistema de magia do RPG original tem influências (não é uma cópia perfeita) da feitiçaria como é mostrada nos dois ou três primeiros volumes de contos do The Dying Earth do Jack Vance e dos contos de Harold Shea de Camp e Pratt, também. Os feitiços são invocações poderosas e antigas, com uma energia sobrenatural contida em suas palavras. A mente humana não é capaz de conter essa energia para sempre ou de compreendê-la totalmente. Assim, o feiticeiro precisa estudar o símbolos, palavras e rituais necessários para sua invocação e armazenar essa energia, esse feitiço vivo e pronto para se manifestar, em sua mente mortal, faltando apenas terminar de conjurá-lo para que ele escape. Sendo assim, o tempo em que o mago passa "decorando" as suas magia, na verdade, ele está começando a conjurá-las, armazenando toda a sua energia em potencial em sua mente, faltando apenas alguns gestos e palavras para liberá-la.